Parte 1
Eu tenho um amigão que mora no meu condomínio. A gente cresceu juntos, sempre fomos brothers de verdade, vivemos um na casa do outro, saímos pra pegar a mulherada e dividimos tudo. Ele tem uma irmã que quando era mais nova, me odiava de tanto que eu perturbava a vida dela, coitada. Resumo da porra toda: ela cresceu e virou uma gatinha linda demais. O corpo que antes era de menina virou corpo de mulher de verdade — peitão firme, bunda empinada e perna grossa.
E começou a me dar mole desesperadamente.
Virava na rua e quando me via, mexia o cabelo. E sempre tinha alguém vindo me contar que ela era apaixonada por mim, que escrevia meu nome nos cadernos, que ficava sonhando acordada comigo.
Eu nunca dei em cima ou deixei ela se aproximar. Eu fugia dela por respeito ao meu brother. Mesmo ela sendo mais velha hoje, ela ainda é muito novinha pra mim, os pais dele são como tios sabe? Me tratam como filho e por respeito eu sempre mantive distância. Desviava o olhar, respondia seco, saía de perto. Mas com o tempo ela foi ficando mais abusada. Me chamava pra sair, perguntava se eu tinha namorada, mandava indireta, ficava me olhando daquele jeito.
Só que a merda é que respeito tem limite...
Eu me lembro bem, foi num feriadão chovendo pra caralho. Eu não tinha feito porra nenhuma o dia todo. Tava liso, sem um puto no bolso, sozinho em casa, jogado no sofá vendo merda na TV e bebendo o resto de uma cerveja choca esquecida no freezer. De repente a campainha tocou. Eu estranhei. Como eu moro em condomínio, pra tocarem minha campainha de porta, ou era vizinho ou porteiro. Me levantei e fui ver que em era e quando eu olho no olho mágico... advinha quem era?
Ela.
Antes de abrir eu cocei a cabeça, imaginando o que ela queria. Na verdade eu sabia muito bem e pensei na merda que aquilo podia dar, só o fato dela estar vindo sozinha pro meu apartamento. Se meu brother soubesse, se os pais dele soubessem... eu ia virar o filho da puta que comeu irmã mais nova do amigo, isso seria vacilo. Meu estômago revirou. Meu pau, por outro lado, já começou a endurecer só de imaginar ela ali.
Eu abri a porta.
— Ah! Foda-se!
— O que que você quer, sua meio quilo de bosta? Né halloween não, eu não tenho doce e você pode tirar a fantasia de monstro!
Quando ela era mais nova isso deixava ela mega irritada, mas agora ela só riu pra mim, aquele risinho safado que eu já conhecia.
— Seu idiota, deixa eu entrar, eu quero falar uma coisa com você!
Eu abri passagem deixando ela passar por mim. Senti o cheiro dela passar pelo meu nariz — perfume doce, cabelo recém-lavado, cheiro de quem acabou de se arrumar pra vir me ver. Ela estava vestida com uma saia curta pra caralho e uma blusinha fina que eu lembro de ter elogiado uma vez que ficava bem nela. A blusa marcava os peitos, a saia deixava metade da coxa de fora. Meu pau deu uma latejada só de olhar. Eu fechei a porta devagar, passei a chave e ainda botei a tranca. Quando eu me virei ela estava parada no meio da sala, mãos unidas baixas na frente do corpo, como se estivesse com vergonha ou fazendo um charminho. Ela tinha um sorriso vagabundo preso no rosto. Meu Deus... ela tava linda. E eu já sabia onde isso ia parar.
Foi ela quem falou primeiro.
— Eu vou falar logo de uma vez, se não eu perco a coragem: eu gosto de você e quero saber se você quer ficar comigo.
Ela falou tudo de uma vez, rápido, quase vomitando as palavras, depois tampou o rosto com as mãos, coberta de vergonha. Eu não me assustei com o que ela falou. Só fiquei excitado pra caralho. Se eu fosse namorar ela não teria problema nenhum, eu conversaria com os pais dela e estaria de boa. Mas eu não queria namorar. Ela era muito novinha pra mim. E dar um fora educado não adiantaria, eu já tinha feito isso outras vezes.
Então decidi ser um babaca.
Eu me aproximei dela devagar, de um jeito ameaçador, daqueles que fariam qualquer mulher sozinha trancada em um apartamento gritar e querer sair correndo. O apartamento silencioso só aumentava o peso do momento. Mas ela não recuou, pelo contrário. Seus olhos castanhos vivos cravaram nos meus com tanta intensidade que quase me foderam me fazendo eu me arrepender antes mesmo de eu tocar nela. Por um segundo eu quis desistir do que planejava.
Passei a mão pelo rosto dela, sentindo a pele quente. Desci devagar até o pescoço delicado. Num movimento mais brusco, segurei firme, apertando só o suficiente. Ela soltou um suspirozinho assustado, curto e agudo.
Cheguei bem perto do ouvido dela, voz baixa e rouca:
— Tá achando que eu sou um daqueles meninos da escola que você dá beijinho escondido no corredor? Eu não sou não, porra.
Colei meu corpo no dela, peito contra peito, pra que ela sentisse toda a ameaça... e todo o meu tesão. Meu pau já estava duro pra caralho, marcando forte por baixo da bermuda e roçando contra a barriga dela. Ela não se mexeu, mas tremia de leve com o olhar preso no meu, firme, enquanto o sorrisinho ia morrendo devagar nos lábios dela.
— Eu vou querer muito mais que uns beijinhos bobos... — murmurei, parando a centímetros da boca dela, quase colando. Eu sentia o ar quente da respiração dela ficando cada vez mais rápido, mais quente. — Você vai me dar o que eu quero?
— S-sim... — ela gaguejou, a voz era fraquinha.
Apertei mais o pescoço dela e puxei seu corpo contra o meu com força. Tinha certeza que ela sentiu meu pau latejando, esfregando gostoso contra ela.
— Você é virgem? — perguntei sério, tom inquisidor, quase exigindo.
Ela confirmou balançando a cabeça rapidinho, um “uhum” tímido saindo junto.