Ele ficou me olhando um tempão, desconfiado. Não tinha como disfarçar, eu tava ali do nada, vermelha, mãos suadas, mexendo na alça da mochila sem parar. Meu coração batia tão forte que eu tinha certeza que ele conseguia ouvir.
— Vem, vamos pro meu quarto — ele disse por fim, virando as costas e andando pelo corredor que cheirava a café recém-passado.
Eu fui atrás, as pernas moles. O quarto dele era pequeno, bagunçado. A cama desfeita, cheiro de menino, de sono, de roupa usada. A única cadeira do computador tava cheia de roupa de cama embolada. Eu nem pensei em sentar. Não era puta pra ficar sentando na cama de homem solteiro assim.
Ficamos os dois de pé, meio sem graça. Ele fechou a porta devagar.
— Seu namorado não vai gostar de saber que você tá aqui sozinha comigo — falou, com um sorrisinho de canto.
— Eu não tenho namorado não... fica tranquilo — respondi baixinho, olhando pro chão. Depois levantei os olhos e completei: — Já você... ela não vai ficar satisfeita.
— Você vai contar pra ela? — perguntou ele, aproximando um passo.
O ar ficou pesado. Eu sentia o calor do corpo dele. Ele me olhou de cima a baixo, bem devagar, e soltou:
— Eu acho que você não veio aqui pra isso...
Merda. Pegou minha mentira no ato. Meu rosto queimou inteiro. Eu ri de nervoso, mexendo no cabelo, tentando esconder a cara com a mão. Não conseguia falar nada, só ria igual idiota, o coração querendo sair pela boca.
Foi aí que ele decidiu parar de brincar.
Lu deu um passo à frente, segurou minha cintura com firmeza e me puxou contra ele. Meu corpo colou no dele de uma vez. Antes que eu pudesse pensar, a outra mão dele subiu pro meu pescoço, os dedos quentes segurando de leve, inclinando meu rosto pra cima. O polegar dele acariciou minha bochecha, bem devagar.
E então ele me beijou.
Não foi um beijo apressado. Foi quente, lento, molhado. Os lábios dele eram macios e firmes ao mesmo tempo, pressionando os meus com vontade. Senti o gosto dele — um restinho de café doce misturado com o cheiro natural de menino. A língua dele pediu passagem devagar, roçando na minha, e quando eu abri a boca pra ele, veio fundo, explorando, dançando com a minha de um jeito que fez minhas pernas fraquejarem.
A mão na minha cintura apertava, me puxando mais pra perto, enquanto a outra deslizava do pescoço pro meu rosto, segurando meu queixo com carinho. Ele beijava como se tivesse tempo, como se quisesse sentir cada pedacinho da minha boca. Eu derreti inteira. Um calor subiu pela barriga, descendo direto pra periquita, que pulsava molhada, latejando contra o short.
Meu corpo todo amoleceu contra o dele. E foi aí que eu senti.
Bem apertadinho contra minha barriga, duro, quente, latejando por cima do short dele. O pau do Lu tava completamente duro por minha causa. Eu soltei um suspiro baixinho dentro da boca dele, as mãos tremendo no peito dele, sentindo o coração dele batendo tão forte quanto o meu.
Ele me pegou pela mão e me sentou na beirada da cama. Puxou meu corpo pro colo dele sem esforço, minhas pernas abertas em cima das dele. Eu sentia o calor da coxa dele bem no meio das minhas. Depois ele deitou de costas e me puxou pro lado, virando por cima de mim rapidinho.
O peso do corpo magro dele me prendeu na cama. Era gostoso. O peito dele colado no meu, a barriga dura encostando na minha, as pernas prendendo as minhas. E o pau... ai meu Deus... tava duro pra caralho, roçando forte na minha coxa por cima do jeans. Saber que eu tinha deixado ele assim fez minha periquita latejar, molhada, quente, escorrendo.
A mão dele ficou boba logo. Desceu pelos meus quadris, apertando, subindo por baixo da blusinha. Os dedos arranhavam de leve minha barriga, devagar, como se quisesse arrancar minha alma. Cada arranhadinha mandava choque pra baixo. Minha coxa tremia. Se tivesse termômetro eu tava com quarenta e quatro graus fácil.
Ele encostou a boca no meu ouvido, a voz rouca:
— Você me deixou de pau duro... quer pegar?
— Não... obrigada — respondi, mas minha voz saiu fraquinha, quase gemendo. Meu Deus, como eu queria.
— Você nunca pegou um? — perguntou ele, já sabendo a resposta.
— Não... — falei entre um beijo prensado, quase sem ar.
Ele levantou um pouco o quadril, soltou a bermuda pra baixo e liberou o pau. Eu baixei os olhos, nervosa. Metade dele já tava pra fora do short, grosso, latejando, a cabeça rosada brilhando um pouquinho na ponta. Era quente, parecia pulsar sozinho.
— Pega... você vai gostar.
Minha mão tremia quando eu segurei. Era quente. Muito quente. A pele era macia, mas por baixo tava duro, latejando forte na minha palma. Eu apertei de leve, sentindo ele pulsar contra meus dedos. Passei o polegar na cabecinha, espalhando aquele líquido transparente que saía. Era lisinho, quente, pesado na minha mão. Meu coração batia tão forte que eu sentia na garganta.
Eu queria ver.
Ele gemeu baixinho quando eu apertei mais forte. Aquilo me deu uma coragem safada que eu nem sabia que tinha. Fiquei olhando pro pau dele na minha mão, fascinada, subindo e descendo bem devagar, sentindo cada veia grossa pulsando contra meus dedos. A pele era quente, macia por fora e dura por dentro. Minha periquita latejava junto, encharcada, molhando toda a calcinha.
— Vai lá embaixo ver ele de pertinho... — pediu ele, a voz rouca.
Eu quase morri de vergonha. Meu rosto queimou inteiro.
— Não... dá pra ver daqui... — respondi, rindo nervosa.
— Fica com vergonha não, vai lá... aproveita e dá um beijinho? Você não quer?
Nossa, eu tava doida pra isso. Desde sempre tive muita vontade de chupar, mas nunca tinha pegado nem na mão. E se eu mordesse? E se eu fizesse errado?
— Eu não sei fazer... — falei bem baixinho, quase sem voz.
Ele me empurrou de leve pro lado, sentou na cama e tirou o short de uma vez, ficando completamente pelado na minha frente. Quando vi aquele homem ali, sem roupa nenhuma, o corpo magro, a pele morena, o pau latejando pra cima... eu perdi o juízo. Mas não todo.
— Tira a roupa também, fica mais à vontade.
— Tá doido, não! — respondi rápido, cruzando os braços.
Ele insistiu:
— Mas tira pelo menos a blusa. Se sujar vai manchar e ficar com cheiro...