O calor era insuportável. Estávamos no chão daquele quarto quase vazio, poucos móveis ainda por montar espalhados pelo cômodo, caixas de mudança empilhadas num canto e garrafas de vinho esvaziadas usadas na celebração. Era nosso sexo de boas-vindas, comemorando a nova casa, e éramos duas mulheres completamente entregues, nuas sobre o colchão jogado no chão, corpos suados deslizando um no outro sem parar. Pele molhada contra pele molhada, seios roçando seios, barrigas escorregando, coxas se entrelaçando num emaranhado quente e pegajoso. Eu não pensava em nada, não conseguia. Só queria o que ela tinha pra me dar. Sabe quando você entra num estado frenético? Eu estava assim, num êxtase de prazer que tomava conta de tudo, a cabeça completamente vazia, só o corpo queimando, latejando, pedindo mais e mais.
Ela desceu a boca como uma louca. Sem técnica nenhuma, só fome bruta, animal. A língua dela lambeu minha buceta toda de uma vez, pesada, molhada, abrindo meus grandes lábios inchados com força, de baixo pra cima, várias vezes seguidas, como se quisesse beber tudo que escorria de mim. Depois fechou os lábios em volta do meu clitóris e chupou com desespero, sugando forte, quase dolorido, a língua batendo rápido e sem ritmo por cima do pontinho inchado. Eu tremi inteira, as coxas se apertando em volta da cabeça dela, quadris subindo sozinhos pra esfregar mais forte contra aquela boca gulosa.
Ela não parava. Enfiava a língua dentro de mim, fodendo com a boca de um jeito desajeitado e urgente, depois voltava pro clitóris e chupava ainda mais forte, sugando, lambendo, mordiscando de leve sem querer. Saliva escorria misturada com meu mel, tudo brilhando, escorrendo pelo queixo dela, pingando no colchão. O barulho era obsceno — molhado, estalado, chupadas fortes e gemidos abafados contra minha carne quente. Eu gemia rouca, baixa, a mão cravada no cabelo dela, puxando o rosto mais fundo enquanto rebolava devagar contra a língua dela.
No meio da chupada eu já não sabia mais onde estava de tanto prazer. A cabeça girava, o corpo todo latejava, só existia aquela boca devorando minha buceta sem parar. De repente senti a dor da ausência — o vazio quente e molhado onde a língua dela estava um segundo antes. Abri os olhos, ofegante, e ouvi a voz dela, rouca, quase envergonhada:
— Amor… eu preciso muito fazer um xixizinho. Vou explodir aqui. Me espera? Desculpa tá, é rapidinho.
Ela já ia se levantando quando eu, com cara de frustada, segurei o ombro dela com força.
— Não…
Ela parou. Olhou pra mim. E riu. Um riso baixo, safado, entendendo exatamente o que eu queria. Aquela risada que dizia “sua pervertida” fazendo meu coração disparar mais forte.
Eu puxei ela pra cima de mim. Ela veio de joelhos, movendo-se até ficar sobre meu rosto, joelhos dos lados da minha cabeça. Desceu devagar, até colocar a boceta molhada bem em cima da minha boca. Meu Deus… ela estava encharcada, brilhando de tanto tesão. Os grandes lábios inchados, com um tom arroxeado de tanto esfregar, a pele esticada e brilhante. O clitóris duro, protuberante, pedindo atenção. A vagina aberta, receptiva, piscando levemente, mel escorrendo devagar pela entrada e pingando direto na minha língua.
Eu não esperei. Agarrei a bunda dela com as duas mãos e puxei pra baixo, colando minha boca inteira na boceta quente dela. Comecei a chupar com a mesma fome que ela tinha me dado. Língua larga lambendo tudo, de baixo pra cima, sugando os grandes lábios, rodando no clitóris inchado. Ela gemeu alto e começou a rebolar no meu rosto, cavalgando devagar no começo, depois mais rápido, esfregando a boceta molhada contra minha boca, meu nariz, meu queixo.
O gosto dela era forte, doce e salgado ao mesmo tempo, misturado com suor. Eu chupava sem parar, enfiando a língua dentro dela, sugando o clitóris com força, bebendo tudo que escorria. Ela rebolava mais forte, quadris descendo e subindo, usando minha cara como queria. Meu nariz ficava enterrado entre os lábios dela, o cheiro quente e íntimo enchendo meus pulmões.
De repente ela tremeu inteira, a voz saindo desesperada:
— Amor… eu vou gozar… mas eu preciso fazer xixi… não aguento mais…
Eu não respondi com palavras. Só agarrei a bunda dela com mais força e puxei pra baixo com tudo, colando minha boca aberta contra a boceta dela. Chupei o clitóris com mais fome ainda, língua batendo rápido e forte dedando como podia. Ela tentou se levantar um pouco, mas eu não deixei. Segurei firme.
— Amor… eu vou… eu vou mijar…
Não soltei. Pelo contrário. Suguei mais forte.
Ela gozou com um gemido rouco, o corpo inteiro tremendo violentamente. A boceta contraiu contra minha língua e, no meio do orgasmo, veio o jato quente. Forte e dourado. O xixi quente explodiu direto na minha boca aberta. Quente, salgado, com gosto dela. Eu engoli o que deu, o resto escorrendo pelos cantos da boca, molhando meu pescoço, meu peito, pingando no colchão. Ela continuava gozando e mijando ao mesmo tempo, esguichando forte enquanto rebolava descontrolada no meu rosto.
Eu não parei de chupar. Bebi dela, misturando o xixi quente com o mel do gozo, tudo virando uma bagunça molhada, quente e proibida. Meu corpo inteiro queimava de tesão com aquela humilhação deliciosa — ela mijando na minha boca enquanto gozava, usando meu rosto como vaso e como brinquedo.
Quando os tremores dela diminuíram, ela ficou parada em cima de mim, ofegante, boceta ainda pingando na minha boca. Eu lambi devagar, limpando tudo, engolindo o resto. O cheiro forte de xixi e sexo tomava o quarto inteiro.
Ela desceu devagar, corpo mole, e me olhou com os olhos pesados, ainda surpresa e excitada. Eu só sorri, boca brilhando, queixo e pescoço molhados do mijo dela, e puxei ela pra um beijo molhado, deixando ela sentir o próprio gosto na minha língua.
Na nova casa, a gente já tinha começado do jeito certo.