Capítulo 104
Laura riu contra minha pele, o hálito quente me arrepiando mais ainda, e obedeceu. A língua dela subiu, lambendo meu cuzinho devagar, circulando a entrada franzida enquanto os dedos continuavam fodendo minha buceta. Depois ela trocou, enfiando um dedo no meu cu, devagar, sentindo a rugosidade apertada. Eu tava gemendo sem parar, a bunda empinada, rebolando contra a cara dela, o prazer subindo insano.
— Ah gente! Eu não sei como vocês gostam disso, tu num vai me beijar mais não Laura, só se escovar os dentes — a Mariana soltou essa como se tivesse surpresa do que ia acontecer, eu sabia que ela tinha nojo de cu.
Era demais.
A água fria batendo nas minhas pernas, o ar gelado na pele molhada, a boca quente da Laura alternando entre buceta e cu, os dedos entrando e saindo dos dois buracos... meu corpo travou inteiro. O orgasmo veio forte, violento, me arrebatando. Eu gozei gritando, a buceta apertando os dedos da Laura, que riu da minha gozada
Depois que eu gozei, o corpo inteiro tremendo, a gente teve que dar uma pausa. Eu tava ofegante, as pernas bambas, a buceta e o cuzinho latejando de tanto tesão e uso. Laura pediu pra ir ao banheiro, ignorando a Mariana que falava rindo que ela podia fazer xixi na piscina que não dava nada. A gente saiu as três da água, tomou uma ducha rápida pra tirar o cloro e o melado do corpo, e depois fomos pra sauna que tinha ali do lado.
O calor seco bateu gostoso na pele ainda molhada. A gente se sentou nas madeiras quentes, os corpos nus brilhando de suor novo. A Mariana tava parecendo pinto no lixo com a Laura, grudada nela, beijando, apertando aqueles peitos grandes, esquecendo de mim completamente. Eu achei estranho... eu não tava sentindo nem uma pontinha de ciúmes. Na verdade, eu acho que tava gostando de ver as duas assim, o jeito que a Laura gemia baixinho com a boca da Mariana no pescoço dela. Mas no fundo eu tava meio incomodada com a situação toda.
Me bateu uma neura pensando no que eu tava me tornando. Eu tinha feito isso com a Mariana e Diana uma vez na minha casa, mas tudo foi dentro da minha zona de conforto, no meu quarto, com a porta trancadar. Agora eu tava na casa do meu tio, andando pelada com duas mulheres, transando na área da piscina como se fosse a coisa mais normal do mundo. Esse pensamento não chegou a me abater de verdade, mas me deu um incomodo chato no peito, uma vergonha misturada com culpa que não saía.
Como eu não tava conseguindo mais deixar ninguém tocar minhas partes de tanto que tava ardida — a buceta inchada, sensível pra caralho, o cuzinho assado — eu avisei meio desanimada:
— Vou me vestir e subir pro quarto um pouco, tá? Tô ardida demais.
Mariana me olhou preocupada por um segundo, mas logo voltou pra Laura, as mãos dela descendo pela cintura da mulher. Laura sorriu pra mim, deu um beijo molhado na minha boca e sussurrou:
— Descansa, Julinha. A gente sobe depois.
Eu me levantei, catei minhas roupas e uma toalha que enrolei no corpo e saí da sauna. O ar fresco da noite bateu na pele quente e me deu um arrepio bom. Subi pro quarto sentindo as pernas fracas, o corpo todo marcado de dedos e beijos, a cabeça girando com tudo que tinha rolado. Deitei na cama grande, ainda pelada debaixo do lençol, e fiquei olhando pro teto.
Meu corpo todo relaxou naquele instante, nossa... Como eu estava cansada, caralho. Respirei fundo, um suspiro aliviado daqueles que saem do peito depois de foder pra valer. Sabe quando você transou tanto que tá destruída, mas ao mesmo tempo leve, feliz, tipo "porra, valeu cada estocada e lambida"? Era exatamente isso. Me estiquei toda na cama, os músculos reclamando, e peguei o celular pra mandar uma mensagem pra minha mãe. Tava com saudade daquela bagunça lá de casa, daquele entra-e-sai de gente, do barulho, do cheiro de comida misturado com roupa limpa no varal. Aqui era tudo quieto demais, um luxo, mas chato.
— Oi mãe...
— Oi filha, vocês não estão fazendo bagunça na casa da Kátia não, né? Olha o juízo hein!
— Pô mãe, já vai começar? — cortei o esporro antes que ela engatasse o modo sermão completo. — E como tão as coisas aí?
— Aqui parado né minha filha, o teu padrasto melhorou... graças a Deus. Você que nem se deu ao trabalho de dar um telefonema pra ele, desnaturada!
— Ah mãe, eu vou falar o quê?
Eu não me dava mal com ele no geral, o traste era gente boa. Mas depois daquela troca de fotos, do jeito que ele me pegou na siririca e eu ainda provoquei... ficava meio estranha de mandar mensagem, sabe? Culpa da minha mãe misturada com aquela safadeza que não saía da cabeça. Preferia manter distância.
E começou o esporro de novo.
— Julinha, você é adulta minha filha, tem que aprender a cuidar das pessoas. A gente tá ficando velho e precisa saber que pode contar com você.
— Mas eu não posso ajudar em nada, mãe...
— Mas pode mostrar que se importa, né?
Antes que o segundo round de bronca continuasse, cortei de novo:
— Tá, caceta, eu vou ligar pro traste.
— E NÃO FALA ASSIM COM ELE NÃO, QUE ELE TÁ DOENTE!
— Eita, não grita mãe... quase me deixou surda! Eu vou ligar, tchau... vou ligar pra ele agora.
Desliguei. Minha mãe era assim mesmo: esporro e berro o tempo todo. Era o jeito dela de se fazer de forte. Mulher foda pra caralho, levou a casa sozinha nas costas desde que me pai foi embora.
Ajeitei a toalha que tava caindo do corpo, me sentei na cama e decidi mandar mensagem pro meu padrasto. Na hora já veio aquela vontade de fazer merda de novo... "Caralho, Julinha, sua piranha de merda. Fudida do caralho! Vadia, vadia, vadia!"
