Capítulo 105
Fazia tipo três dias que essa buceta não parava quieta e eu já tava pensando putaria com o padrasto doente? Se controla, sua vadia! Eu tinha duas deusas lá embaixo — a Mariana e a Laura — prontas pra me comer de tudo quanto é jeito. Eu não precisava dessa porra. Não era certo. Ele era o marido da minha mãe, caralho. Mas a porra do corpo não escutava. O grelo deu uma latejada só de lembrar daqueles olhos famintos me olhando enquanto eu me tocava no quarto e do dia que eu chupei ele na cozinha. A memória do volume na calça dele, do jeito que ele engoliu em seco... porra.
Fiquei uns minutos encarando a tela, dedo parado. "Não manda nada safado, Julinha. Só pergunta como ele tá." Mas já tava imaginando ele respondendo, aquela voz rouca, perguntando o que eu tava fazendo... e eu respondendo que tava só de toalha...
Suspirei, mordendo o lábio. "Sua puta sem vergonha." Abri o chat dele e digitei:
— Oi, soube que você tá melhor. Como tá se sentindo?
Enviei e fiquei olhando a tela como idiota, o coração batendo mais rápido. Ele estava demorando pra responder e, do nada, eu lembrei de uma coisa. Deixei os dedos correrem pelo telefone, fui na minha pastinha de putaria escondida e achei: a rola dele.
Nossa... Que delícia. Na hora meu corpo reagiu todo. A buceta deu uma apertadinha forte, o grelo latejou quente, e eu senti um arrepio subir pela barriga até os bicos dos peitos ficarem duros debaixo da toalha. Abri a foto e fiquei olhando fixo. Que pau lindo, caralho. Ele tinha um pau desses que parece um cone, grosso na base e ia afinando, pele lisinha... Lembrei do gosto salgadinho na boca, do cheiro de homem limpo misturado com tesão, do peso quente dele na minha mão enquanto eu chupava.
Eu juro que jamais daria pra ele. Isso mesmo, jamais. Mas ainda assim eu chupei... E sabe qual é o pior? Eu tinha vontade de chupar de novo. Queria sentir ele enchendo minha boca, queria ouvir ele gemendo baixo enquanto eu lambia tudo. "Sua vadia sem jeito", pensei, apertando as coxas uma na outra. Tava ficando molhada de novo, a periquita toda quente e inquieta só de olhar a foto.
E do nada o telefone vibrou, me trazendo de volta pra realidade.
"Julinha? Tudo bem filha? Como você tá?" — disse meu padrasto por mensagem depois de uma hora digitando.
"Oi, eu tou querendo só saber como o senhor tá mesmo...."
"e desde quando vc me chama de senhor? Eu tou melhor. Sentiu minha falta?"
"na verdade... não. Eu tou mandando mensagem só por que minha mãe mandou mesmo."
Eu ri da minha própria maldade, mas era verdade mesmo. Ele mandou um monte de emojis gargalhando e continuou:
"eu tive um problema renal, muita dor, mas eu tou melhor, os médicos acharam que ia ter que fazer uma cirurgia, mas graças a Deus a coisa reverteu e eu estou me recuperando melhor"
Sim, na real eu não sabia muito da gravidade. Minha mãe ficou abatida demais com isso, ela não é de exagerar, mas é precavida e cuidadora pra caralho. Não foi uma pedrinha no rim, eu perguntei os detalhes, mas depois que ele terminou de falar eu já tinha esquecido tudo. Um monte de nome complicado de médico e eu não tava nem aí. O importante era que ele tava bem.
"fico feliz que esteja melhor... ficou com saudades de mim?"
Eu não faço ideia de por que perguntei isso pra ele. Assim que apertei enviar já me arrependi. "Sua idiota, sua puta sem noção", pensei, mordendo o lábio com força. Meu coração tava batendo forte de novo, aquela mistura ridícula de culpa e tesão subindo pela barriga. Eu sabia que não devia, mas não conseguia parar. Queria ver até onde ele ia, queria sentir ele do outro lado da tela querendo algo que ele não podia ter.
Fiquei olhando pra tela, esperando a resposta, a toalha quase caindo do corpo e a buceta latejando de leve outra vez, mas dessa vez com uma leve ardência pelo uso. "Para, Julinha. Para agora."
Ele demorava a responder. Olhei o horário da última mensagem, menos de dois minutos, mas parecia uma eternidade. Até que veio:
"Quando vc vem me visitar?"
Eu li aquilo e meu estômago deu uma volta. Ele queria me comer de qualquer jeito, caralho. Nossa, eu jamais daria pra ele, isso eu tinha certeza. Mas essa sensação de poder que eu sentia quando ele demonstrava esse interesse, o risco que ele corria... me deixava mega molhada na hora.
"você não vai me comer, esquece, eu já falei isso."
"E se eu quiser só ver, pelo menos, um premio de consolação"
Fiquei encarando a mensagem dele com um sorrisinho safado no canto da boca. "Só ver", né? Como se fosse só isso. Meu dedo ficou pairando na tela, o grelo pulsando forte, a ardência misturada com tesão novo. Sabia que era errado pra caralho, que era perigoso, que minha mãe tava do outro lado dessa história toda... mas não conseguia parar de imaginar ele olhando pra mim de novo, com aquela cara faminta.
"Você é muito safado mesmo, hein? Tá doente e ainda quer ver foto minha?"
Enviei e mordi o lábio, esperando a resposta.
"Foto? Eu queria ver você ao vivo? Que nem no dia que eu peguei vc se tocando no quarto..."
Ele tinha me pegado no meio de uma siririca uma vez no meu quarto, quando eu deixei a porta aberta. Eu não sei quanto tempo ele ficou olhando, mas ele viu. E foi nesse dia que a merda entre a gente começou de verdade. Ele foi super discreto, eu poderia ter parado ali e ponto final, mas não... eu tinha que ser uma puta.
"tá, vou pensar nisso, agora eu preciso ir, tenho que tomar um banho, tou cansada." falei, sincera. O cansaço do dia todo e o cloro da piscina grudado no corpo me deixavam mole. Eu precisava de um cochilinho.
"me leva então"
Eu arregalei o olho, surpresa, ri sozinha e voltei a digitar.
"pra onde? pro banho?"
"é... faz uma live pra mim"
Eu ri porque achei aquilo inusitado pra caralho, mas a ideia era divertida. Me levantei da cama com o celular na mão e fui pro banheiro. Liguei a câmera, enquadrei onde eu ia ficar e mandei uma mensagem de volta:
"tá mas não printa a tela, escutou?"
E fiz a chamada por video.
Ele atendeu.
