Capítulo 77
Eu me aproximei devagar, sentindo o hálito quente dele, cheirinho de pasta de dente misturado com nervoso. Encostei os lábios nos dele bem de leve, só um toque. Caralho, a boca dele era macia, quentinha, gostosinha pra cacete. Senti um arrepio descer pela espinha e a buceta babar na hora.
Fiquei ali, só encostando, roçando de leve, mordiscando o lábio inferior dele com jeitinho. Ele não se mexia quase nada, deixava eu comandar tudo, só abria um pouquinho quando eu pedia com a boca. Eu adoro isso, adoro quando a pessoa se entrega e deixa eu devorar. Já imaginei fazendo exatamente isso com a Mariana, ela quietinha, me deixando guiar a língua dela.
Aí eu resolvi ir além: abri a boca devagar e deslizei a língua, só a pontinha, lambendo o lábio dele de leve. Ele abriu a boca na hora, desesperado, e enfiou a língua inteira pra dentro da minha feito um trator, batendo dente, babando tudo, língua dura que nem pau de borracha.
— Para, para, para! — afastei rapidinho, rindo e limpando a baba do queixo. — Calma, moleque, não é guerra! É beijo, não ataque terrorista!
— O que eu fiz de errado? — perguntou ele, perdido, cara de quem levou tapa.
— Me segue. Faz exatamente do jeito que eu fizer, tá? — falei já em modo professora safada.
— E a mão, Julinha, onde eu coloco?
Quase soltei um “na minha buceta” e morri de rir. Me segurei na hora.
— Ahn… pode colocar no ombro, ou segurar a cinturinha dela assim.
Peguei as mãos dele, grandes e quentinhas, e guiei: uma no meu ombro, a outra na curva da cintura, bem em cima do shortinho. Só de sentir aquelas mãos ali já imaginei elas apertando meu peito, dois dedos enfiados na minha pepeca, me arrepiei inteira.
— Vem, vamos de novo.
Encostei de novo, dessa vez mandando:
— Fica paradinho. Deixa que eu faço tudo.
Ele obedeceu lindo. Respiração curta, olhos fechados.
Comecei devagar: lábios nos lábios, só roçando, depois abrindo um pouquinho, sugando o inferior dele com calma. A língua saiu só a pontinha, lambendo o cantinho da boca dele, convidando. Ele entendeu: abriu devagar, língua tímida, quase pedindo licença.
Eu fui entrando, devagarinho, dançando com a dele, puxando, soltando, chupando. Era como se eu estivesse transando com a boca: cada movimento lento, cada sugada, cada mordidinha. Sem perceber, fui chegando mais perto, puxando ele pela cintura, colando o corpo no dele. Meus peitos esmagaram no peito magro, os bicos duros roçando no tecido.
Aí aconteceu: meu quadril desceu sozinho, a buceta que estava fervendo encostou bem no volume duro dele. Senti o pauzão latejando embaixo do short, quente, duro pra caralho. Gemi baixinho na boca dele e, sem querer querer, comecei a esfregar devagar, um reboladinho sutil, só o suficiente pra sentir ele pulsar contra o meu grelo.
Ele era um aluno perfeito: língua agora mais solta, seguindo o meu ritmo, explorando devagar, descobrindo que podia chupar minha língua, que podia morder de leve, que podia gemer junto. As mãos apertaram mais forte a cintura, me puxando pra ele como se tivesse medo de eu sumir.
Eu tava louca de tesão, juro. Era como se uma corrente elétrica tivesse subido da minha barriga até o peito, me deixando tonta, com o corpo todo pegando fogo. Fazia tempo que eu não sentia um desejo assim, tão bruto, tão doido. Se eu não parasse ali, ia perder o controle de vez e fazer besteira grande. O short dele já tava úmido onde eu esfregava sem querer, o coração dos dois batendo no mesmo ritmo louco. Mais uns segundinhos e eu gozava só de beijo e reboladinha, montada nele como se o mundo fosse acabar.
A mão dele desceu devagar, tímida, parando na curva da minha cintura, quase na bunda, como se estivesse pedindo licença pra apertar. Eu senti os dedos tremerem ali e quase gemi alto. Precisava retomar o juízo antes que fosse tarde.
Afastei a boca de repente, deixando ele com os lábios entreabertos e os olhos fechados, perdido no vácuo, cara de bobo apaixonado.
— Pronto! — falei, limpando a boca com as costas da mão, fingindo naturalidade. — Agora tu já sabe beijar direitinho. Pode chamar a menina pro cinema que ela vai adorar.
Me afastei um tiquinho, mais pra me recompor do que qualquer coisa, e dei uma olhadinha rápida pra cintura dele. Meu Deus, o volume ali não mentia. Tinha jogado a blusa por cima pra disfarçar, mas dava pra ver o tamanho da ereção esticando o short. Lembrei na hora do Pedro: no começo também era todo sem graça, depois que pegou confiança virou outro.
O garoto na minha frente ainda tava na fase pateta, sorrindo bobo, achando que ia rolar mais, mas sem coragem de dar o primeiro passo. As mãos dele não tinham passado da costurinha do meu short, mesmo com eu rebolando gostoso em cima dele, esfregando sem vergonha.
Eu sabia que bastava um sinalzinho meu e ele virava bicho. Mas eu tava adorando demais esse jogo: ele obediente, eu no comando, decidindo até onde ia e quando. Meu corpo inteiro vibrava só de imaginar o que ainda ia acontecer com esse virjão antes da tia voltar de viagem.
— Vamos dormir? — soltei, fingindo bocejo, já me virando de lado na cama como se a conversa tivesse acabado. — Vai pro teu quarto, vai.
Ele me olhou. Dessa vez não desviou os olhos. Ficou parado, respirando fundo, como se tivesse engolido todo o medo de uma vez.
— Julinha… eu queria beijar você mais.
Congelei. Olhei pra ele de canto, com aquele sorrisinho torto que eu sei que deixa qualquer um sem chão.
— Tá abusando, hein? Eu aqui te dando aula particular e tu querendo se aproveitar de mim, seu safadinho? — falei baixo, cínica, mas sem tirar os olhos dele.
— Só mais um pouquinho… — ele riu nervoso, mas dessa vez não baixou a cabeça. — Foi bom, né?
Eu mordi o lábio de leve, só pra ver ele engolir em seco.
— Não sei se é certo… — deixei a voz morrer, fingindo dúvida, como se eu fosse a mocinha inocente da história. — Melhor parar antes que a gente se arrependa.
Ele se aproximou um centímetro. Um só. Mas foi o suficiente pra eu sentir o calor dele.
— Só mais um pouquinho e eu vou dormir. Juro — a voz saiu mais grave do que o normal, quase homem. E aí, quase num sussurro, soltou a frase mágica:
— Eu faço o que você quiser.
Meu corpo inteiro deu um estalo. A buceta latejou tão forte que eu precisei apertar as coxas debaixo do edredom.
— O que eu quiser? — repeti devagar, saboreando cada sílaba.
Ele assentiu. Sem piscar.
Eu me sentei devagar na cama, puxando o edredom só até a cintura, deixando os peitos marcadinhos na blusinha fina bem à mostra. Me inclinei pra frente, bem devagar, até meu rosto ficar a um palmo do dele. O ar condicionado gelado batia na pele, mas eu tava queimando.
— Tomtom… — falei tão baixo que ele precisou se inclinar pra ouvir. — Vou te fazer uma única pergunta. Uma só. Pensa muito bem antes de abrir a boca.
Ele engoliu seco. Os olhos dele desciam pro meu decote e voltavam pro meu rosto, desesperados.
— Regra simples: sem pergunta de volta. O que sair da tua boca vira lei. Entendeu?
Ele fez que sim com a cabeça, quase sem ar.
Eu me afastei só o suficiente pra ele conseguir ver meu corpo inteiro: pernas cruzadas debaixo do edredom, blusinha colada, bicos duros apontando pra ele como duas balas. Deixei um sorriso lento, perigoso, subir no meu rosto.
— Se concentra — sussurrei, segurando o olhar dele como quem prende um bicho na gaiola. — Se eu te oferecer uma única coisa… uma só… o que você gostaria?
O quarto ficou tão quieto que eu ouvia o coração dele socando o peito… e o meu respondendo na mesma velocidade.
Eu já tava preparada pra ouvir qualquer coisa pesada: “quero te comer”, “quero que você chupe”, “quero meter”… mas o moleque soltou feito um tiro, sem nem piscar:
— Eu quero chupar teu peito!
Foi tão direto, tão infantil e tão desesperado ao mesmo tempo que eu travei. Ele percebeu na hora que tinha falado alto demais, murchou todo, as orelhas vermelhas, os olhos correndo pelo meu rosto atrás de qualquer sinal de bronca ou nojo. Parecia uma criança que respondeu a pergunta da professora antes de todo mundo e agora tava morrendo de medo de levar zero.
Eu senti tudo que passava na cabeça dele: tensão, medo, tesão… tudo misturado, exatamente igual ao que latejava dentro de mim. Dominadora e vítima sentindo a mesma coisa. Que ironia do caralho.
Ri baixinho, só pro meu próprio cérebro, desci da cama devagar, como se o tempo tivesse virado melado.
— Você quer chupar meu peito, tá bom — falei calma, apontando pro peito dele. — Então tira essa blusa aí.
Ele me olhou sem entender nada, achando que eu tinha pirado ou entendido errado. A mãozinha tremia quando segurou a barra da camiseta, levantou devagarinho, passou pela cabeça e jogou no chão. Ficou ali sentado, torso magrelo, costelas marcadas, olhando pra mim como quem espera o castigo.
Eu dei um passo pra frente, parei entre as pernas dele, bem perto. A blusinha fina colava no meu corpo, os bicos duríssimos apontando direto pra cara dele.
— Agora fica quietinho aí — sussurrei, segurando a barra da minha blusa com as duas mãos. — E olha bem pra mim.

