Capítulo 78
Ele tava ali sentado na beirada da cama, torso magro, respiração curta, olhando pra mim como quem vai pro sacrifício e sabe que não tem escapatória. Eu me abaixei devagar, peguei a camiseta dele do chão, deixando que ele devorasse cada centímetro meu com os olhos arregalados, e voltei devagarinho, sentindo o poder escorrendo pelas minhas veias.
Parei na frente dele. Tão perto que sentia o calor do corpo dele batendo na minha barriga. Enrolei a camiseta nos olhos dele, dei um nó firme atrás da cabeça. Ele tremeu inteiro, as mãos apertando as coxas, mas não tentou tirar.
— O que você tá fazendo, Julinha? — a voz saiu rouca, quase quebrada.
Eu me inclinei, rocei os lábios na orelha dele.
— Eu mandei você pensar bem antes de pedir, lembra? — sussurrei, ajustando a venda com calma, conferindo se não dava pra ver nada. — Agora vai prestar atenção de verdade.
Ele engoliu em seco, o pescoço subindo e descendo.
— Eu… eu não tô entendendo nada…
Passei pro outro ouvido, deixei minha boca quase encostar na pele dele, sentindo o arrepio que subiu pelo corpo todo.
— Você disse que queria chupar meu peito, não disse?
— Disse… — quase um gemido.
— Então é exatamente isso que você vai fazer — falei baixo, tão perto que minha respiração molhou a orelha dele. — Só chupar. Sem tocar um dedo sequer. Sem ver. Só a boquinha.
Ele estremeceu inteiro, as mãos cravadas nas coxas como se qualquer movimento fosse estragar tudo. Eu sorri devagar, sentindo o poder pulsar quente entre minhas pernas, uma onda de calor escorrendo pela coxa interna, me deixando zonza de tão viva.
Eu tava literalmente mijada de tesão: pernas bambas, boca entreaberta, só fechava quando mordia o lábio de baixo pra não suspirar alto. Olhei pro short dele, pontudo, cabeçudo, quase implorando pra ser tocado, mas segurei a vontade. Em vez disso, deixei a alcinha fina da blusa escorregar devagar pelo ombro.
O tecido desceu, meu peito direito pulou livre. O ar condicionado bateu gelado no bico e eu arfei: foi como se alguém tivesse passado gelo e fogo ao mesmo tempo. Cada poro se eriçou, um choque elétrico desceu pela coluna e explodiu na boceta seios, orelha e nuca. Eu tava toda arrepiada, pele em chamas, coração na garganta.
Me aproximei mais um micro passo.
Devagar.
Eu sentia o bico do meu peito formigando antes mesmo de encostar nele, quente, inchado, quase doendo de tão duro. Quando finalmente rocei nos lábios dele, foi como se uma faísca tivesse pulado direto da pele pra dentro da minha barriga: um calor úmido e desesperado me invadiu inteira, subiu pelo peito, desceu pesado entre as pernas. A boca dele se abriu num reflexo faminto, e a sensação da língua atrapalhada, molhada, procurando onde agarrar, me fez tremer da cabeça aos pés. Cada lambida sem jeito era um choque que ia parar direto no meu grelo; cada sucção forte demais me arrancava um gemido abafado, cada vez que afrouxava eu empurrava mais fundo, quase sufocando ele, porque eu precisava sentir mais pressão, mais calor, mais descontrole.
Segurei firme a nuca dele e forcei o ritmo: empurrava até sentir o nariz dele esmagado contra meu peito, puxava devagar até o bico escapar com um estalo molhado que ecoava dentro de mim, depois voltava com tudo. Meu corpo inteiro respondia: a boceta latejava em compasso, escorrendo tanto que eu sentia o shortinho grudado, as coxas tremendo, o ventre se contraindo como se eu já estivesse quase gozando. Cada gemido rouco dele vibrava na minha pele e descia como corrente elétrica até o fundo do ventre.
Quando achei que não aguentava mais daquele lado, puxei devagar, sentindo o ar gelado bater no bico encharcado de saliva e me arrepiar até a alma. Um vazio gostoso tomou conta do peito, mas já latejava o outro, implorando.
— Calma, Tomtom — minha voz saiu rouca, quase irreconhecível. Deslizei a outra alça, sentindo o tecido roçar no mamilo sensível e me fazendo inspirar fundo. — Não tem leite aí, devagar tá?
Desci o outro peito devagar, sentindo o bico já dolorido de tesão roçar no ar gelado antes de encostar na boca dele. Quando entrou, foi como se eu tivesse enfiado a alma inteira ali: quente, molhado, desesperado. Abracei a cabeça dele com os dois braços, puxei com força contra mim e comecei a me esfregar, sem delicadeza nenhuma.
— Mais forte, caralho — rosnei no ouvido dele, a voz tremendo. — Chupa como se fosse a última coisa que você vai fazer na vida.
Ele obedeceu na hora: boca aberta, língua áspera rodando o bico, dentes roçando de leve, sucção tão forte que eu sentia o peito inteiro sendo sugado pra dentro dele. O quarto estava em silêncio mortal, só o barulho molhado da boca dele chupando, estalando, engolindo saliva, e a minha respiração curta, quase um grunhido. Cada lambida era um trovão que descia direto pro meio das minhas pernas; cada vez que ele sugava eu rebolava no ar, apertando as coxas, sentindo o shortinho encharcado grudar na pele.
Não aguentei mais. Minha mão desceu sozinha, escorregou por dentro do short como se tivesse vida própria e, quando os dedos tocaram a boceta, ela me engoliu inteira: quente, inchada, tão molhada que parecia que eu tinha mergulhado num copo d’água morna. O primeiro toque no grelo foi um choque tão forte que minhas pernas quase cederam; a pele ali estava latejando, sensível demais, e cada rodadinha que eu dava mandava uma onda grossa subindo pelo ventre, apertando a garganta, fazendo meus olhos revirarem.
Comecei devagar, mas logo perdi a paciência: dois dedos deslizando rápido, apertando firme, depois entrando um pouco, saindo, voltando, o barulhinho molhado tão alto no silêncio do quarto que eu tinha certeza que ele ouvia. Cada movimento era um trovão dentro de mim: o calor da mão contra o fogo da boceta, a fricção gostosa, o cheiro doce subindo, o shortinho grudado na bunda enquanto eu rebolava no ar.
— Isso, assim, forte, não para — eu mandava rouca, empurrando o peito mais fundo na boca dele, sentindo a língua áspera rodando, os dentes roçando, a sucção me puxando inteira pra dentro dele.
O orgasmo não veio lento: ele me pegou de surpresa, como um soco no meio do peito. Primeiro o ventre travou, duro como pedra; depois uma contração tão forte que eu senti a boceta apertar meus próprios dedos, pulsando, pulsando, pulsando. Um calor líquido explodiu lá no fundo e subiu em jatos quentes, escorrendo pela mão, pingando na coxa, no chão, no silêncio absoluto do quarto. Meu corpo inteiro se curvou pra frente, joelhos cedendo, mordi o próprio braço com força pra não gritar, os dentes marcando a pele enquanto ondas e mais ondas me atravessavam, me rasgavam, me deixavam vazia e cheia ao mesmo tempo. As pernas tremiam tanto que eu precisei me apoiar na cabeça dele, os dedos enfiados no cabelo, segurando firme enquanto o último jato saía, lento, grosso, escorrendo pelos dedos e pingando.
Quando acabou, eu ainda tremia inteira, mas não era mais tremor de prazer: era fúria misturada com tesão, uma Julinha dos infernos que tomou conta de mim num estalo.
Não esperei respirar, não esperei me recompor. Olhei pra minha mão encharcada, brilhando, escorrendo, e levei direto na cara dele, esfregando sem dó na venda, no nariz, na bochecha.
— Conhece esse cheiro, seu filho da puta? — rosnei baixo, mas com raiva suficiente pra ele sentir o veneno. — Conhece, né, seu merda?
Ele tentou virar o rosto, mas eu segurei firme pela nuca e enfiei os dedos na boca dele, empurrando até o fundo, forçando a língua dele a lamber cada gota.
— Chupa. Chupa direito, vai. — empurrei mais, sentindo a língua dele se debatendo, lambendo desesperado, engolindo o gosto da minha boceta como se fosse castigo. — Isso aí é o cheiro da boceta que estava naquela calcinha que você cheirou escondido, seu bostinha. Agora engole tudo, engole o gosto da buceta que você nunca vai comer.
Ia sim, muito.
Ele gemia abafado, a boca cheia dos meus dedos, saliva misturada com o meu gozo escorrendo pelo queixo. Eu esfregava com força, limpando cada dedo na língua dele, sentindo o pau dele latejando no short, duro pra caralho, traindo o quanto tava gostando de ser humilhado.
Eu ri baixo, rouca, puxando a mão de volta só pra dar um tapa leve na cara dele, molhado.
Levantei a blusa devagar, encaixando o bojo em cada peito ainda latejando, sentindo o tecido frio roçar nos bicos molhados e me fazer arrepiar de novo. Puxei as alças com força, como quem fecha a jaula.
Aí tirei a venda dele.
O olhar que ele me deu foi de matar: olhos arregalados, vermelhos de tesão e de vergonha, pupilas gigantes, boca entreaberta com o resto do meu gosto ainda brilhando no lábio inferior. Parecia um cachorro que levou chute e ainda lambe a mão do dono. Medo puro, tesão puro, confusão pura. Ele me encarava como se eu fosse um demônio em sua frente, sentada na cama.
— Agora vai embora daqui que eu quero dormir — falei baixo, fria, sem piscar.
Ele abriu a boca, gaguejou um som que não virou palavra, olhou pros meus olhos uma última vez como quem pede perdão ou implora mais, e não teve coragem pra nada. Levantou num pulo, tropeçando na própria calça, pegou a camiseta do chão e saiu correndo pro corredor sem olhar pra trás, com a porta batendo leve atrás dele.
Eu fiquei ali, sozinha, o quarto fedendo a sexo e poder, sorrindo feito a pior vadia que já existiu.

