Capítulo 82

Por algum motivo o moleque tinha tomado remédio e resolvido se exibir, a gente ainda não sabia o motivo de verdade, mas já tinha sacado que ele tava mentindo na cara dura. O que a gente descobriu foi que esses remédios ajudam na paudurescência, mas não deixam o pau durão o tempo todo, não. Se a gente fosse duas adultas normais, íamos só rir da situação e deixar pra lá, mas né, a gente queria era infernizar um pouco a vida dele. Tesão especificamente nele? Não muito, quase nenhum. Mas tesão era uma coisa que Mariana e eu tínhamos de sobra, pra qualquer lado.

Até ali a gente não tinha decidido nada direito, então foi a Mariana que veio com o plano. Ela me abraçou por trás, as mãos segurando meus peitos por cima da blusa bem na cara dele, e cochichou no meu ouvido, o ar quente me dando um arrepio daqueles.

— O que você tem em mente, prima?

Eu não tinha a menor ideia, confesso, minha cabeça tava só rodando com raiva e curiosidade.

— Vamos dar uma esculachada nele, sei lá — falei baixo, tentando imaginar algo que prestasse.

Mariana adorou, porque já desembestou na minha frente agindo sozinha, como sempre. Ela chegou perto dele, que tava sem camisa e segurando o pinto com a mão por cima da bermuda todo sem graça. E pelo visto a coisa tinha amolecido rápido de medo.

— Vem cá, garoto, qual o seu nome?

Ela sabia o nome dele direitinho, só queria fazer bully mesmo, humilhar o coitado.

— Tomtom.

— Tomtom? Isso é nome de cachorro, quem te colocou a porra de um nome de cachorro?

Na hora eu fiquei preocupada com onde a Mariana queria chegar, porque se o moleque contasse isso pra tia Kátia, que já não gostava da mãe dela, ia dar uma guerra dos diabos na família, fofoca pra todo lado.

— Qual a porra do seu nome?

— Thomás!

— Então, muito melhor, a partir de hoje você não vai deixar ninguém mais te chamar de Tomtom, ouviu bem?

Mariana tinha a ponta do dedo quase enfiada no olho do moleque, que tava ali parado, sem camisa e encolhido. Eu senti um calor subir, mistura de medo de dar merda e aquela empolgação de ver ela no controle, porque no fundo eu adorava quando a coisa virava bagunça.

— Deita aí nessa cama, eu quero ver esse pinto.

O Tomtom abriu a boca pra reclamar, tipo “ei, pera aí”, mas a Mariana não deu tempo nem pro ar sair. Com um empurrãozinho, ela chapou o moleque na cama de uma vez, e ele caiu deitado, com as solas dos pés ainda no chão, pernas abertas sem querer. Parecia uma cena ridícula, mas eu senti um calor subir, porque ver a Mariana mandando assim me dava aquela sensação boa de “olha só, a gente tá no controle agora”.

Ela, que parecia possessa de raiva — mas eu sabia que era mais putaria do que raiva —, deu um puxão forte na bermuda dele, e o pau saltou pra fora, balançando no ar como se tivesse vida própria.

— Não cobre o pau não, você não queria mostrar? Agora a gente quer ver essa rola — disse ela, virando pra mim por cima do ombro, escondendo um sorriso safado atrás daquela cara de brava. — Vem, Julinha, vem ver a rolinha dele.

E eu fui, tentando me segurar pra não rir alto, mas confesso que curiosa pra caralho. Ele parecia ter algo usável ali entre as pernas, e não era feio, só novinho demais, com aquela pele lisa e sem graça de quem ainda não sabe o que fazer com o que tem. Poderia ser divertido, e aquilo eu preciso confessar, ia dar muita merda se alguém batesse na porta agora.

Quando cheguei perto, vi direitinho: ele tinha um pau desses que amolecem e ficam grandes, sabe? Era comprido, jogado pro lado, meia-bomba, com a cabeça meio rosada aparecendo, pulsando devagar como se estivesse acordando.

— Ué, Tomtom…

— Thomás — Mariana me cortou rápido, com aquela voz firme, me olhando de canto como se dissesse “lembra do plano, prima”.

— O pau não era pra estar duro? Você mentiu pra gente… Eu achei que ia ver ele durinho.

Eu olhei com uma cara desanimada, voz maliciosa e sonsa, fingindo uma tristeza quase de verdade, tipo “ai, que decepção, garoto”. No fundo, eu tava adorando ver ele ali, vermelho, sem saber onde meter a cara.

— Que decepção, né, prima? E se a gente fizer ele tomar a cartela inteira?

— Não sei, prima…

A gente ficava falando essas asneiras uma pra outra, ignorando ele de propósito, e o pau dele ia dando sinais de vida, pulsando mais forte, ganhando volume aos poucos, como se ouvisse a conversa e resolvesse entrar na brincadeira. Mas o mais interessante era a dinâmica entre mim e a Mariana: as duas querendo pegar, eu via nos olhos dela aquela faísca, e ela via na minha, mas nenhuma começava, esperando a outra dar o primeiro passo, tipo uma competição boba que a gente sempre fazia.

Até que eu não aguentei mais e falei baixo, olhando pra porta:

— A porta tá fechada?

Claro que tava, se eu estivesse fazendo alguma merda com a Mariana no mesmo quarto eu apostava minha vida que a porta estaria trancada. Aquela quando for pro inferno o diabo vai dar as chaves para ela manter todos os capetas do lado de dentro!

E foi aí que eu dei uma congelada.

Sabe quando você para um segundo, tipo respirando fundo, esperando o juízo bater na porta e ele não vem, só fica aquele silêncio com barulho de grilo na cabeça, zoando que nem em desenho animado? Foi exatamente isso que rolou ali.

E eu meti a mãozona na piroca do moleque.

Era um pau gostoso de segurar, daqueles que você fecha a mão e ainda sobra um pedaço bom pra fora, eu apertava e ele ainda tava meio mole, mas a pele era quente e macia, tipo camurça, sabe? Eu sentia ele tremendo na palma, pulsando devagar, e quanto mais eu movimentava a mão pra cima e pra baixo, mais ele crescia, enchendo, ficando pesado. A Mariana tava com uma cara de tesão do caralho, os olhos grudados na minha mão sondando a rola dele, como se fosse a coisa mais hipnotizante do mundo.

E o Tomtom, sei lá, eu ignorei completamente a cara dele naquela hora, talvez pra não perder a sanidade, porque se eu olhasse ia dar culpa ou risada, e eu não queria nenhuma das duas. Mas sobre o pau, eu nem precisava falar bem, a Mariana tava vendo tudo e ela sabia, o olhar dela dizia “caralho, prima, olha isso”.

— Eita, prima, eu falei pra você pegar os pepinos, e você não pegou, e agora o que a gente vai enfiar na bundinha dele?

O Tomtom arregalou os olhos, deu uma risada sem graça, abriu a boca pra falar alguma coisa e travou, ficou quietinho. Eu sabia que se eu quisesse enfiar um braço inteiro ele deixaria, o moleque estaa disposto a qualquer coisa pra ter chance de comer nós duas, dava pra ver no desespero mudo dele.

— Pois é, prima, mas a gente enfia o dedo — a Mariana disse, sentando do lado dele na cama e indo direto pro saco, apertando com cuidado, rolando as bolas na mão. — Meu Deus, que saquinho molenga. Esse é daqueles que quando o cara mete fica balançando tipo bola de demolição em obra, destruindo tudo.

Eu fiquei pensativa ali, nenhum dos caras que eu tinha pegado era assim, o saco mais solto, mais pesado.

— Eu não tive ninguém assim, o Pedro é mais sacudo, mas não chega a tanto.

— O Otávio, menina, o pau dele de quatro batia no meu umbigo.

— Olha, que exagerada você é Mariana!

A gente estava falando os nomes dos caras que a gente tinha dado, comparando pau, saco, tudo na maior naturalidade, e o Tomtom ouvia ali deitado na cama, vermelho que nem tomate, tudo isso sem a gente tirar a mão da rola dele um segundo sequer, como se fosse a coisa mais normal do mundo manter ele durinho enquanto fofocava sobre os outros. Eu sentia o pau dele latejando mais forte a cada nome que saía, e no fundo eu adorava isso, aquela sensação de “olha só, a gente manda aqui, e você só escuta”. Mas ao mesmo tempo, uma pontada de vergonha batia, tipo “caralho, Julinha, o que você tá fazendo com esse moleque?”, mas o tesão ganhava fácil, sempre ganhava.

Uma hora a gente se olhou, eu e a Mariana, e foi tipo telepatia pura, aquelas conversas sem palavra que só prima que se conhece desde pirralha entende. A gente sabia que não ia parar só na punheta coletiva, não, aquilo ali era só o aquecimento, o pau dele já tava duro que nem tronco, pulsando nas nossas mãos como se pedisse mais. A Mariana olhava em volta, checando a porta de novo, o quarto silencioso, eu olhava pro Tomtom ali deitado, vermelho que nem pimentão, ninguém querendo dar o próximo passo.

Mas eu não aguentei, caralho, o tesão subiu de vez, aquela curiosidade misturada com vontade de mandar na situação, de ver ele se contorcendo por minha causa. Me sentei do lado dele na cama, do oposto da Mariana, prendi o cabelo num rabo de cavalo rápido, soltei um riso daqueles convidativos pra ela, tipo “vem, prima, vamos bagunçar isso aqui”, e falei alto o suficiente pra ele ouvir e tremer.

— Tem uma coisa que a gente não fez juntas ainda!

E caí de boca no moleque!