Capítulo 85
Eu não queria sentar, eu queria que ele me comesse de verdade, me pegasse por trás e socasse forte, dominando um pouco porque eu tava cansada de mandar o tempo todo. Meu medo era não saber fazer direito, me empalar errado com aquela rola fina mas cabeçuda, doer pra caralho ou dar merda tipo rasgar algo que não devia, porque eu ainda era inexperiente nessas posições, sempre imaginava que ia sair errado e eu ia acabar chorando de dor em vez de prazer.
Mas eu tinha coragem sim, o tesão falando mais alto que a vergonha. Saí de cima da cara dele — que tava toda babada e vermelha, o coitado respirando fundo como se tivesse saído do fundo do mar —, me posicionei de quatro na cama, empinada como uma diaba safada, a bunda pro alto, as pernas abertas o suficiente pra mostrar tudo, sentindo o ar frio bater na buceta molhada e o grelo latejando pedindo atenção.
— Ô seu merdinha mentiroso, depois tu respira, vem cá me comer!
Eu disse isso virando a cabeça pra trás, com voz firme mas tremendo um pouco por dentro, o coração na boca de ansiedade e medo de doer, mas o desejo avassalador ganhando, porque eu queria sentir ele me arrombando, socando forte enquanto a Mariana olhava, rindo cúmplice do lado, e eu ali toda puta sendo comida. O moleque hesitou um segundo, olhos arregalados, mas veio, ajoelhando atrás de mim, a cabeça do pau roçando na entrada, quente e escorregadia, e eu rebolando leve pra guiar, pensando "só vai, seu bostinha, mete".
Eu nunca na minha vida tinha dado pra um homem nessa posição, não que ele fosse um belo exemplar de homem, mas estava servindo bem. Pare pra pensar: o garoto inexperiente tava comendo duas gostosas — sim, nós somos duas lindas gostosas! — e até o momento ele tava dando conta do recado.
Eu senti quando o pau dele entrou, e meu Deus, meus olhos viraram pro fundo, as pernas tremeram inteiro, fiquei frouxa de um jeito estranho que achei que fosse fazer xixi ali se tivesse barriga cheia. O calor da cabeça abrindo tudo, a pele quente deslizando devagar, esticando as paredes por dentro até bater no fundo, a pressão gostosa enchendo cada pedacinho. Ele parou ali, deu uma tremida breve, uma pausa curta, e eu respirei fundo, o peito subindo rápido.
Ele começou lento, um vai e vem preguiçoso, a fricção quente roçando tudo, o barulho molhado subindo baixo a cada estocada. Eu olhei pra Mariana e soltei, voz tremendo:
— Caralho... é bom, tá?
Eu queria explicar o que eu sentia, o prazer subindo como onda quente do grelo pro estômago, mas a coisa dentro de mim não deixava falar direito, só saía gemido rouco de felicidade. Aquilo era um paraíso e eu provavelmente tava morta e não sabia.
O garoto começou aumentando o ritmo, as mãos dele agarrando minhas coxas, socando mais forte, o pau batendo fundo toda vez, o saco dele batendo na minha bunda com estalo molhado. Eu me perdi completa, comecei de quatro empinada e agora tava com a cara jogada no colchão, os peitos esmagados na cama, a bunda empinada mais alto ainda, rebolando pra trás pra encontrar cada metida. A Mariana do meu lado ria alto, batia na minha bunda com tapas que ardiam gostoso, chacoalhava meu quadril e gritava "vai, safada! empina mais!", e o moleque metia sem parar, o suor pingando nas minhas costas.
Aquilo não me fez gozar, mas foi forte pra cacete e durou muito tempo, o corpo inteiro tenso, o prazer se acumulando como uma bola de fogo que não explodia, só queimava mais e mais. E só paramos porque ele cansou.
— Ah, preciso descansar um pouco — reclamou ele, ofegante, saindo devagar de dentro de mim, o pau ainda duro brilhando todo molhado.
Eu ia reclamar pra caralho, mas quando me virei pra olhar pra cara dele, vi que o moleque tava destruído: pingando suor, rosto vermelho, respirando pesado que nem se tivesse corrido uma maratona inteira. Pensei "imagina se eu mato esse garoto, esses nerds filhinhos de papai são todos asmáticos e esse daí não é do tipo que corre nem pra pegar ônibus". Coitado, tava acabado mesmo.
Ele se levantou cambaleando e foi pro banheiro, provavelmente pra jogar água fria na cara ou no pau, sei lá. Nós duas ficamos deitadas ali na cama enorme, abraçadas, rindo daquela merda toda, o corpo mole, o ar condicionado gelando a pele suada.
— Julinha, você fica muito gostosa dando de quatro, olha como você me deixou — ela passou dois dedos na própria buceta e quando trouxe de volta mostrando, parecia que tinha passado um tubo inteiro de cola de isopor, os dedos brilhando e grudando.
A minha buceta tava um rio de molhada, a pele roxa, inchada e muito sensível, tipo depois de uma surra de tesão que não acaba. Em poucas vezes isso aconteceu eu fiquei cansada como hoje, o corpo inteiro pesado, as pernas tremendo ainda.
— Mariana, eu nem me lembro quando eu fiquei cansada assim trepando com alguém — parei tentando lembrar quando. — Com homem, nenhum.
Na verdade eu lembro do boquetão que eu fiz no meu padrasto e eu fiquei cansadinha de chupar, mas boquete não é sexo. Eu ia falar da casa da [[ep-32-o-presente-de-diana|Diana]] que a Mariana não tava...
— É prima, acho que eu cansei assim só com você e naquela vez de nós duas com a Diana.
Mariana olhou pro lado, deu uma risada baixa e veio com essa, a voz ainda rouca de tesão:
— Nossa, eu super chamaria a Diana pra vir pra cá, sabia? Imagina nós três aqui nessa cama gigante, bagunçando tudo...
— Seria foda, mas o moleque ia morrer só de ver ela e jamais que ela viria fuder o moleque com a gente.
— Por que não? — ela ergueu uma sobrancelha, o sorriso safado voltando.
— Ahn, ela é toda fresca.
— Ahn, Júlia, não tem essa de fresca na putaria não... — ela se aproximou mais, colando o corpo no meu, a mão deslizando devagar pela minha barriga. — A Diana é do tipo que finge que não quer, mas quando entra no fogo, ela vira outra pessoa. Lembra daquela vez? Ela chegou toda certinha e terminou tesourando com a gente até o sol nascer.
— É, mas ela ia olhar pro Tomtom e falar "quem é esse magrelo?" — eu ri, sentindo o calor dela colado no meu de novo, a pele suada grudando na minha, aquele cheiro bom de sexo misturado com o perfume dela que eu conheço de cor.
— Pois é, mas a gente convence. Imagina: ela aqui, lambendo você enquanto eu sento na cara dele... ou as duas em cima dele ao mesmo tempo. Ia ser o caos mais gostoso da vida.
— Você é doida, Mari — falei, mas já sentindo o grelo latejar só de imaginar, uma pontada quente subindo entre as pernas de novo, mesmo o corpo todo mole de cansaço. — Por que a gente não chama a família toda logo e faz um surubão?
— O Pedro e o Otávio? — ela teve um estalo, os olhos brilhando como se tivesse ganho na loteria.
— Sim, mas esquece isso, se eles vierem e o bostinha ficar com ciúmes e dizer que a gente tá trazendo namorado pra cá, vai dar merda depois pra mim.
— Mas eles são nossos primos...
— E o bostinha não é burro. Ele já sacou que a gente tá aqui de sacanagem, se aparecer primo metendo pau na gente, ele vai contar pra tia Kátia na hora, e aí fodeu.
Mariana deu uma gargalhada baixa, rolando pra cima de mim de leve, o peito dela roçando no meu, os bicos ainda durinhos de tesão.
Eu ri baixinho, o corpo relaxando aos poucos, mas o grelo ainda latejando de leve só de pensar na bagunça . "Caralho, a gente é louca mesmo", pensei, abraçando ela mais forte, sentindo o coração dela bater contra o meu.
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