Capítulo 88

Eu peguei o cintaralho com uma mão só, sentindo o peso dele na palma, a borracha firme e fria, as veias grossas marcadas sob os dedos como se fosse uma coisa viva. Na hora um frenesi louco subiu pelo meu corpo inteiro, tipo fogo que não explica, só queima. Meu grelo latejou forte, a buceta apertou sozinha, molhada de novo em segundos, como se o cansaço de antes fosse mentira. Eu queria aquilo agora, na hora, sem pensar, sem esperar, sem nada. O tesão virou uma coisa selvagem, insana, me fazendo rir sozinha de nervoso e vontade pura, o coração batendo na buceta, as pernas tremendo de ansiedade.

Mariana tava ali do lado, testando um chicotinho na mão, dando uma batidinha leve na própria coxa pra ver o som, quando eu agarrei o braço dela e puxei quase arrastando, saindo correndo com o cintaralho balançando na outra mão. Ela veio tropeçando atrás, pelada, os peitos balançando loucamente a cada passo, protestando alto mas já rindo, o chicotinho ainda firme na mão livre dela me dando chicotadas leves nas pernas.

— Ô sua doida varrida, para aí! Tá me levando pra onde com essa porra? — ela gritou, tentando soltar o braço mas sem força de verdade.

— Cala a boca e vem comigo, sua vaca!

— Mas eu deixei as coisas lá, Julinha, caralho!

— Depois você pega, porra!

— A porta ficou aberta, sua maluca!

— Ninguém vai ver, depois a gente fecha, vem, para de encher o saco!

— Mas eita, o que você quer que é de tão urgente, hein?

Eu parei de repente no meio do closet, virei pra ela ainda segurando o braço dela firme, e ergui o cintaralho na altura do rosto dela, balançando ele como se fosse um troféu sujo, a voz rouca de tesão, quase rosnando, os olhos grudados nos dela:

— Eu vou te comer pra caralho, sua safada.

Ela arregalou os olhos, depois caiu na gargalhada, o rosto corado na hora, o tesão voltando forte porque ela sacou que eu não tava brincando nem um pouco. O chicotinho ainda balançava na mão dela, esquecido no meio da correria, e ela deu uma batidinha leve no ar como se testasse a ideia.

— Caralho, Julinha, você tá louca de vez, hein? — ela disse, rindo mas já mordendo o lábio, os olhos brilhando. — Mas se for pra testar... eu topo.

Entramos no meu quarto, esquecendo completamente do Tomtom, a porta fechada com chave dessa vez. Eu enfiei aquelas tiras pelas pernas tentando acertar, afivelei daqui e apertei dali, até ficar tudo firme; era mais fácil de colocar do que eu imaginava. Dei uma balançada e parecia pronto, o troço apontando pra frente, pesado e estranho entre minhas pernas.

Mariana ainda ria, balançando o chicotinho na mão como se fosse um brinquedo novo, ela parecia adorar o barulhinho de vupt que fazia.

O tesão tava forte demais, não dava pra brincar. Agarrei ela pela nuca, puxei forte e meti a boca na dela, beijo babado, língua invadindo sem pedir. Enquanto isso, enfiei a mão entre suas pernas, dedos direto na buceta molhada, sentindo o calor e o melado escorrendo. Mexi rápido, dois dedos dentro, polegar no grelo, até ela gemer na minha boca. Tirei a mão toda brilhante e esfreguei no cintaralho, molhando ele inteiro, a borracha ficando escorregadia e quente.

Mariana agora estava molinha com o chicote na mão.

— Fica de quatro pra mim, prima — falei baixo, voz grossa, sem pedir.

Ela hesitou um segundo, rindo nervosa, mas obedeceu, virou de costas e ficou de quatro na cama, bundinha empinada. Eu peguei o chicote da mão dela, tirei com cuidado mas firme, e joguei do meu lado na cama, ao alcance.

— Caramba, a ideia disso tá me dando muito tesão.

Ela olhou pra trás, olhos brilhando de tesão e um pouco de provocação.

— Vai devagar, hein, sua tarada. Não quero sair andando torto amanhã.

Eu ri baixo, posicionei atrás dela, a cabeça do cintaralho roçando na entrada dela, quente e úmida. Empurrei devagar, sentindo a resistência, depois o deslize molhado quando entrou. Ela gemeu alto, cabeça caindo pra frente, mãos apertando o lençol.

— Caralho... isso é grosso...

Eu segurei a cintura dela, comecei devagar, entrando e saindo, sentindo o movimento no meu corpo também, o cinto apertando contra o meu grelo a cada estocada. O tesão era tanto que eu já tava gemendo junto, rebolando pra sentir mais fricção. Peguei o chicote do lado, dei uma batidinha leve na bunda dela, só pra ver a pele ficar vermelha.

— Empina mais, Mari. Quero ver você toda aberta pra mim.

É estranho, eu nunca tinha me imaginado de fato fazendo aquilo. O prazer não era dos melhores, o troço roçando em mim de um jeito meio estranho, sem aquela fricção direta que eu conhecia, mas o tesão de estar comendo alguém era mágico. Eu sempre tive essa fantasia maluca de ser homem por um dia só pra saber como eles sentem as coisas, e agora ali, comendo a minha prima, era como se eu tivesse ganhado o dia. Ter a visão de um lugar que normalmente era eu quem ocupava, ver a bundinha dela empinada, a buceta abrindo toda vez que eu empurrava, aquilo me deixava louca.

Eu comecei a meter mais cadenciado, na velocidade que eu achava que devia, tentando achar o ritmo certo. Era difícil coordenar aquele movimento novo pra mim, o quadril indo e voltando, o cinto apertando contra o meu grelo a cada estocada. Eu não sentia o pau entrando de verdade, mas adorava poder apertar a cintura dela com força, ver ela arreganhando pra mim gostoso, gemendo baixo e empinando mais, o corpo dela tremendo de leve. Aquilo me enchia de tesão, me fazia sentir no controle total, tipo "olha só, agora sou eu que tô mandando, que tô enchendo ela".

Mariana virou a cabeça de lado, olhando pra trás com os olhos semicerrados, a boca entreaberta.

— Caralho, Julinha... vai devagar não, vai mais forte... isso aí tá batendo gostoso.

Ela não deveria ter falado aquilo pra mim.