Capitulo 98

Na cabeça dela aquela reunião fechada só podia ser merda, e ia sobrar pra ela também. A gente tinha invadido o cofre da putaria juntas, ficamos trancadas aqui um tempão e eu tinha chorado mais cedo. Minha cara devia tá uma merda. Ela captou tudo rapidinho.

— Quer nadar pelada? — soltei de uma vez, tipo um tiro no escuro.

— Tá maluca?! — ela respondeu alto, sem pensar, olhos arregalados de susto.

Laura riu baixinho e eu continuei:

— A Laura chamou a gente pra entrar na piscina, mas ela não trouxe biquíni.

— Ué? Não tem biquíni? Vai buscar um em casa e volta — respondeu a Mariana olhando com desdém pro mulherão. — E eu tenho que nadar pelada porque ela não tem biquíni?

— Não sua burra, a gente quer entrar pelada… as três… sem roupa nenhuma — falei já sem muita convicção, sentindo a vergonha subindo.

— E você, Julinha, vai ficar andando pelada na casa do teu tio, esqueceu das câmeras? — ela perguntou me olhando torto.

— É só só desligar — disse Laura com a maior calma do mundo.

— Que fogo é esse agora? Você tem piscina em casa e quase nunca quer nem entrar, e de repente quer nadar pelada? — Ela virou o olhar pra Laura, como se já tivesse sacado exatamente qual era o motivo do convite.

Eu olhei pra Laura, que tava ali na expectativa, ansiosa, quase mordendo o lábio. Depois olhei pra Mariana, que ficou encarando a piscina lá fora, pensativa, com aquela cara de quem tá calculando o prejuízo. Um silêncio pesado caiu no escritório. Eu já tava sentindo o “fudeu” subindo pela espinha, porque conheço minha prima e vi que ela não ia topar. E quando a Mariana fica quieta assim, geralmente é porque tá puta.

Até que ela descruzou os braços devagar, segurou a borda da blusinha e, do nada, num movimento rápido, subiu a blusa junto com o sutiã, arrancando os dois de uma vez e jogando pro canto da sala.

Ela se virou pra gente, os peitos balançando livres, rindo alto com aquela cara de maluca e gritou entre gargalhadas:

— BORA NADAR PELADA, BANDO DE PUTA!

Eu fiquei parada feito uma idiota, boca aberta, sem acreditar no que tava saindo da boca da Mariana. A safada virou o jogo do nada, como sempre faz, me deixando sem chão. Laura soltou uma risada surpresa, alta e rouca, e eu comecei a rir junto, metade de nervoso puro, metade de um alívio doido que subia pela barriga. Meu coração tava martelando que nem tambor de escola de samba, as mãos suando frio enquanto olhava pra piscina enorme brilhando ali fora.

Laura ainda ria, balançando a cabeça sem acreditar na loucura rápida, e antes que a Mariana saísse correndo e tirasse mais roupa, ela levantou a mão mandando a gente esperar.

— Espera! Eu vou desligar as câmeras!

Alguns cliques no computador da mesa do escritório e ela continuou, com aquela cara de quem tá acostumada a mandar.

— Vai entrando que eu vou pegar toalhas e algo pra gente beber.

Mariana nem pensou duas vezes, catou a blusa que tava enrolada no sutiã e me puxou pelo braço pra área da piscina, toda empolgada. Ela que é mais doida que eu parecia que tava em casa mesmo, baixou a calcinha num movimento rápido e ficou completamente nua ali, bundinha empinada pro ar. Eu olhei pra buceta dela e soltei sem filtro:

— Porra, a gente tá toda pentelhuda... eu tou mais que você ainda...

— Ahh foda-se! Anda logo tira essa porra — disse ela olhando em volta, certificando que não tinha ninguém, os braços se encolhidos de leve como se sentisse frio de repente.

Tirei a roupa devagar, o coração na boca, sentindo um medo ridículo subir pela espinha. Minhas mãos tremiam enquanto puxava a blusa pela cabeça, depois o short, a calcinha... ficava imaginando alguém aparecendo do nada, um funcionário, o motorista, sei lá, e eu ali pelada que nem uma vadia na casa dos meus tios. Meu corpo ainda tava marcado da noite anterior, as nádegas com umas manchas roxas fracas, o cu latejando de leve só de lembrar. Me senti pequena, branquinha, com aqueles pelinhos teimosos que a máquina não pegou direito, os peitos firmes mas nada demais...

Fiquei ali parada, braços cruzados escondendo os bicos arrepiados, olhando pra Mariana nua e rindo como se fosse a coisa mais normal do mundo. Meu Deus, que vergonha do caralho... eu me sentindo a maior pirralha desajeitada do planeta, enquanto ela tava toda solta, rindo e sem nem um pingo de vergonha.

Mariana não me deu nem chance de criar mais vergonha na cara. Ela veio rindo alto, me pegou pelo braço com aquela mão de chanca dela e me puxou direto pra beira da piscina. Eu ainda tentava me cobrir quando ela me deu um empurrão bem no último segundo. Caí na água aos berros, misturando grito de susto com gargalhada nervosa.

Caralho, a água tava uma delícia... geladinha, na medida certa, batendo gostoso na pele quente e arrepiada, passando entre minhas pernas e aliviando aquele latejar que ainda tava no meu cu e na buceta de ontem. A gente nadou embolada que nem duas crianças doidas, braços e pernas se enrolando, peitos roçando um no outro, risada alta ecoando pela área toda. A sensação era boa pra caralho, a água lambendo o corpo inteiro, leve, molhada, fazendo meus bicos ficarem duros de novo enquanto a gente se agarrava, se afundava e ria, o tesão misturado com aquela alegria besta de quem tá fazendo uma merda grande.

Mariana depois de arrumar os cabelos molhados que cobriam o rosto soltou:

— E ai, tu vai pegar a gostosa? — Mariana perguntou baixinho, soltando os cabelos molhados que grudavam no rosto dela.

Eu olhei de canto pra ver se a Laura não tava vindo, e respondi com aquele sorrisinho safado que sai sozinho quando eu tô no cio:

— Ela que quer me pegar!

— Porra Julinha, somos três, alguém vai ficar de fora chupando dedo nessa brincadeira — ela soltou, revirando os olhos mas com aquela cara dela.