Capítulo 99
Eu ri né, safada pra caralho. Estar ali pelada com a Mariana, as duas boiando na piscina enorme dos meus tios, o sol queimando de leve na pele, já tava me deixando com o grelo latejando forte. O corpo dela brilhando todo molhado, os peitos firmes subindo e descendo com a respiração, os bicos escuros arrepiadinhos por causa da água e do ventinho. Não aguentei. Puxei ela pela cintura com as duas mãos, sentindo a pele quente e escorregadia dela colar na minha, e meti a boca na dela num beijo molhado, daqueles que começa devagar mas já vai com fome.
Nossas línguas se enrolaram logo, com gosto de cloro misturado com o calor da boca dela, aquele beijo que a gente já conhecia de cor mas nunca enjoava. Eu apertei a bunda dela com força, enfiando os dedos na carne macia e redonda, puxando o corpo dela todo contra o meu até nossos peitos se esfregarem, bico duro contra bico duro, uma fricção gostosa que me fez gemer baixinho dentro de sua boca. A água batia corria entre nossas pernas, ajudando tudo a deslizar, e eu senti a coxa dela roçando direto na minha periquita, quente, lisa, já melada de um jeito que não era só da piscina.
Mariana soltou um suspiro rouco no beijo, as mãos dela subindo pelas minhas costas molhadas, unhas arranhando de leve, e eu apertei mais a bunda dela, abrindo as nádegas com os dedos enquanto rebolava devagar contra ela, sentindo meu grelo roçar na pele macia da barriga dela. Era aquele tesão familiar, o de quando a gente se pega escondido, mas agora com o sol batendo na pele nua, a água quente em volta e a possibilidade da Laura aparecer a qualquer momento olhando. Meu coração tava disparado, uma mistura de vergonha e aquele poder gostoso de estar mandando no beijo, apertando ela como se fosse minha.
— Caralho, prima... tu tá quente pra porra — murmurei contra a boca dela, mordendo o lábio inferior de leve antes de voltar a enfiar a língua.
Minha mão direita desceu mais, o dedo médio roçando de leve no cuzinho dela por baixo da água, só provocando, sentindo ela tremer e apertar contra mim. A respiração dela ficou pesada, os peitos subindo e descendo rápido colados nos meus, e eu ri baixinho, safada, apertando mais a bunda dela.
— Caralho Júlia, tira a porra da mão do meu cu caralho! — disse ela olhando para a casa — se a mulher chega aqui e vê a gente se dedando vai ser ridículo.
Mariana sempre tentava fugir quando rolava alguma coisa com cu, ainda mais se fosse o dela. A safada era toda corajosa pra dar, mas na hora de levar no rabo não queria, tinha nojo.
Eu não dei mole. Puxei ela pela cintura pra parte mais funda da piscina, onde a água batia no pescoço e só nossas cabeças ficavam de fora. A gente ficou de frente uma pra outra, peito quase colado, respiração misturando com o cheiro de cloro. Olhei bem nos olhos dela e falei baixinho, com aquele tom de quem tá mandando:
— O jogo é o seguinte: a gente vai ficar frente uma pra outra. Quem fizer careta ou gemer primeiro perde.
Pra pegar ela de surpresa no jogo que eu tinha acabado de inventar, enfiei a mão direto entre as pernas dela, sem aviso, dois dedos abrindo a bucetinha quente e procurando o grelo sem dó nenhum. Mariana arregalou os olhos, tentou fechar as pernas e soltou um gritinho misturado com riso e tentou se afastar, mas eu segurei firme com a outra mão na cintura dela.
— Sua filha da puta! — ela xingou rindo, mas já entrou na brincadeira.
Ficamos encostadas de frente uma pra outra, peitos roçando, pernas entrelaçadas de leve na água, fingindo que era um jogo sério onde não podia rir nem gemer. Caralho, que tesão aquilo me deu. A gente se dedando por baixo da água, tentando manter a cara séria, mas eu conhecia ela muito bem. Uma piscada mais forte, uma tremidinha no canto da boca, uma sobrancelha milimetricamente mais levantada... era o suficiente pra eu entender exatamente o que tava acontecendo no corpo dela.
Meus dedos rodavam devagar no grelo inchado dela, pressionando, beliscando de leve, enquanto sentia a bucetinha dela apertando em volta dos meus dedos. Mariana tentou revidar, enfiando a mão entre as minhas pernas também, o dedo médio dela entrando fácil em mim, quente e molhado. A gente ficava se olhando nos olhos, mordendo o lábio, respirando pela boca, tentando não perder o controle. Toda vez que eu acelerava um pouco, ela tremia de leve e fazia aquela cara engraçada de quem tá aguentando firme, e eu ria por dentro porque sabia que ela ia perder feio.
— Tá sentindo, né sua safada? — sussurrei, colando minha testa na dela, nossos narizes quase se tocando.
Ela só apertou mais o dedo dentro de mim como resposta, rebolando de leve contra minha mão, a água fazendo barulhinho entre a gente. Meu grelo tava latejando pra caralho, o tesão subindo rápido, mas quando eu estava decidida a fazer ela gemer primeiro eu ouvi Laura falando.
A Laura vinha caminhando devagar pra beira da piscina, com um robe de tecido leve e fininho que grudava no corpo dela, marcando cada curva dos quadris e daqueles peitos pesados. Chapéu grande na cabeça e óculos escuros, parecendo modelo de revista. Nas mãos ela trazia um balde enorme com três garrafas de espumante geladinho e taças bonitas, que colocou com cuidado na mesinha ao lado da espreguiçadeira.
Ela tirou uma garrafa num gesto todo ensaiado, abriu com aquele estalo gostoso e encheu as taças devagar, caprichando. Mariana ficou olhando rindo, maravilhada com a mulher, nem piada a coitada conseguia soltar. Ela veio até nós na piscina e eu peguei a minha taça, vendo as bolhinhas subindo rápido pra superfície, encantada com essa vida de luxo que eu tava vivendo nesse dia. Meu Deus, que diferença de tomar refrigerante quente em casa.
— E aí, vamos brindar a que? — Laura perguntou, com aquele sorrisinho de quem sabia como ser rica.
Não deu nem tempo de eu abrir a boca pra responder. Mariana se adiantou na hora, voz alta e safada:
— Eu não vou brindar a nada enquanto você estiver de roupa! Tu convenceu nós duas a nadar pelada e agora aparece de roupão aqui na piscina? Injusto pra caralho!
— Calma, Mariana... — falei sem graça, sentindo o rosto esquentar.
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