— Cheira logo essa merda. Vai. As três fileiras.

E ele me obedeceu.

Tive que enfiar o canudo improvidado com uma nota de 200 no nariz dele e empurrar o pano da camisa contra a outra narina pra que não fizesse sujeira.

— Se desperdiçar, eu arranco seu nariz fora. Tá me ouvindo?

Foi quase engraçado vê-lo cheirar aquele pó, amarrado na minha frente, enquanto eu ria, me divertindo.

Esperei, sem dizer nada, enquanto ele tentava dar conta das três fileiras. E ele cheirou. Vi quando, quase imediatamente, o barato bateu.

Os olhos arregalaram, os músculos ficaram tensos, a respiração acelerada.

— Rapaz, você vai ter que me compensar, você sabe disso?

Ele piscou algumas vezes, tentando focar em mim.

— Sim, senhora, eu… eu tenho parte do dinheiro ainda comigo! Fiz uns investimentos, eu posso levantar o resto! — A fala saiu rápida, desesperada, elétrica de cocaína.

— Não, seu filho da puta. — Inclinei a cabeça levemente. — Eu estava numa mesa com um ator de Hollywood, com a mão no meio das minhas pernas, quando me chamaram por sua causa.

Ele ficou completamente perdido.

— Q-q-quê?

Eu ri.

— Eu também não acreditei.

Me levantei devagar, abaixei a calcinha sem pressa, dobrei e coloquei de lado. Andei até ele do outro lado da mesa de metal, passei minhas pernas de cada lado como se fosse sentar em seu colo, mas me acomodei na mesa, abrindo as pernas.

Deixei que tivesse a melhor visão de mim.

— Gosta de buceta?

Ele travou. As mãos atadas às costas, os olhos esbugalhados, os tremores começando a bater.

— Você é surdo, porra?

Saquei a arma que me incomodava nas costas e encostei a arma na testa dele, firme.

— Você vai me chupar. E tem três minutos pra me fazer gozar maravilhosamente bem.

A expressão dele era puro pânico.

Talvez achasse que eu estivesse brincando. Talvez ainda estivesse tentando entender se isso era uma punição ou um jogo. Mas, depois de um segundo congelado, ele engoliu seco e veio devagar.

A arma continuava pressionada contra a testa dele, mas não era isso que o fazia tremer agora.

Sua língua tocou minha pele quente com hesitação, um primeiro contato tímido, macio, molhado, quente, deslizando devagar sobre meus lábios inchados. Eu já estava molhada antes, mas agora estava escorrendo.

Ele testou, provou, explorou, e o gosto do meu tesão bateu nele como um choque elétrico. Eu vi nos olhos dele. O vício começou ali.

Então, ele sugou.

Minha respiração ficou curta quando senti os lábios dele se fechando em torno do meu clitóris, a língua deslizando ao redor, apertando de leve, provocando antes de se aprofundar de verdade. A pontinha circulou devagar, quente e precisa, pressionando, provocando, até deslizar para baixo e lamber toda a extensão de mim, desde a entrada molhada até o topo, voltando a fechar os lábios ao redor do meu clitóris inchado.

Minha respiração ficou pesada.

Os gemidos vieram sem que eu quisesse, escapando no meio da minha respiração entrecortada. Ele alternava entre sugar e lamber, explorando cada dobra, cada curva, cada centímetro da minha pele encharcada, sem nenhuma hesitação agora. A língua se afundou o máximo que conseguiu, deslizando e esfregando, quente e ágil, pressionando e deslizando, enquanto o nariz dele roçava contra meu clitóris, enviando pequenos choques pelo meu corpo.

O calor subiu rápido.

Minha excitação descia em filetes, escorrendo até meu cu, molhando completamente a parte interna das minhas coxas, enquanto ele se enterrava ainda mais entre elas, lambendo tudo o que conseguia, faminto, desesperado. Cada lambida arrancava um espasmo do meu ventre, um arrepio na minha espinha, o prazer acumulando tão rápido que minha visão já estava ficando turva.

Então, ele focou onde devia. O ritmo dele mudou.

A língua se moveu firme e precisa, massageando meu clitóris em círculos rápidos, cada deslize empurrando meu prazer para mais perto do limite. A sucção aumentou, intercalada com lambidas longas, ávidas, devorando tudo o que eu dava para ele. Minha outra mão segurava o cabelo dele com força, guiando, forçando seu rosto contra mim, e não larguei a arma um segundo, enquanto meu quadril começou a se mover por conta própria, deslizando contra sua boca, montando o prazer como se estivesse cavalgando ele.

Ele gemeu contra mim, e a vibração se espalhou como eletricidade pelo meu ventre, fazendo minha cabeça pender para trás, os olhos fechados, o prazer crescendo, crescendo, crescendo…

Eu estava quase lá.

Minhas coxas se fecharam ao redor da cabeça dele, prendendo-o ali, sufocando-o com o cheiro e o gosto do meu prazer. Ele não podia sair. Não podia respirar. Não podia parar.

E quando gozei, gozei forte.

Meu corpo se arqueou, minha boca se abriu, mas nenhum som saiu nos primeiros segundos, só o choque quente do orgasmo rasgando cada músculo do meu ventre, me fazendo perder o fôlego.

Meu gozo escorreu pela boca dele, sujando seu rosto, descendo pelo queixo, pingando no chão.

Me joguei para trás, rindo horrores daquela situação, ainda sentindo os espasmos leves correndo pelo meu corpo. Se eu contasse isso para as minhas amigas, nenhuma delas ia acreditar.

— Ah, que merda. — Ri ainda mais, passando a mão pelo rosto. — Eu deveria ter filmado isso. Como eu sou burra!

Olhei para baixo e vi a expressão dele. Não era um rosto de quem tinha prazer. Era um rosto de quem achava que estava vivo.

O pobre diabo olhava pra mim com aquele sorriso nervoso, o brilho vidrado da cocaína nos olhos, pensando que, se eu estava satisfeita, ele sairia dali respirando.

Homem é muito ingênuo.

Desci da mesa devagar, as pernas bambas, ainda sentindo os choquinhos sutis do orgasmo reverberando entre minhas coxas. Me recuperei com calma, respirando fundo, ajeitando o cabelo enquanto ele permanecia imóvel, os olhos fixos em mim, entre o alívio e o puro pânico.

Passei a mão pelo rosto dele, sujando sua pele com meu gozo. Só porque eu podia.

— Caralho, bonitinho, você chupa muito bem. — Sorri, olhando para ele de cima. — Parabéns.

Os olhos dele piscaram rápido, como se tentasse entender se aquilo era uma sentença de morte ou um elogio real.

— Por isso que eu não concordo quando as mulheres dizem que homem não sabe chupar. — Peguei minha calcinha de cima da mesa, sacudi e subi pelas pernas devagar. Adoro ver um homem assistir enquanto eu me visto. — Vocês só precisam dos incentivos certos.

Abaixei o rosto até a altura dele, sussurrando no seu ouvido:

— Uma arma na cabeça… e cocaína.

Vi quando ele engoliu seco. Os tremores voltaram. Seu peito subia e descia rápido demais, os olhos dançando de um lado para o outro, perdido entre o efeito da droga e a incerteza do que vinha a seguir.

E eu gostava disso.

O medo misturado à excitação.

Mas eu já tinha brincado o suficiente.

— Mas chega de conversa. Preciso ir embora.

Peguei a arma e verifiquei a trava, destravando com um clique seco.

— Eu nunca sei como destrava essa merda… — murmurei, pensativa.

Então, sem hesitar, apontei novamente para a cabeça dele.

E apertei o gatilho.