A escolha era dele. Ou se humilhava… ou morria.

Como se a própria favela prendesse a respiração, o silêncio insistia em voltar sempre. O homem no chão gemia, se arrastando na poeira, o rosto torcido pela dor e pelo medo. Cada movimento do homem que se arrastava para perto, era um lembrete do que acontecia com quem abria a boca para falar merda na hora errada. Seu pé era preso apenas por peles e nervos.

O gerente do morro continuava parado, tenso, como um animal encurralado. Seus olhos corriam de um lado para o outro, procurando alguma saída, mas ele sabia que não havia nenhuma.

— Vai broxar? — minha voz cortou o ar, fria, afiada. — O gerente do morro aqui é broxa?

Os homens ao redor começaram a rir, primeiro baixinho, depois mais alto. A zombaria encheu o espaço, afundando o gerente ainda mais na própria vergonha.

— Ihhh, o chefão tá tremendo! — um deles gritou, se dobrando de tanto rir.

— Bota a bundinha dele pra sarrar no G3 que ele fica de PD dona! — outro debochou, as risadas aumentando.

A humilhação escorria dele como suor, os ombros tremendo de vergonha, o olhar fixo no chão. Eu observava cada detalhe, sentindo o gosto do poder, o controle absoluto que tinha sobre aqueles homens. A adrenalina corria quente pelo meu corpo. O domínio sobre eles me incendiava de um jeito que era difícil explicar.

Meu olhar desceu lentamente, avaliando cada reação, cada gota de desespero. O medo, a tensão, a humilhação misturada com a submissão… tudo aquilo me fazia pulsar por dentro. Meu corpo respondia, um calor rastejando sob a pele, escorrendo para onde eu sentia mais.

Me aproximei mais um pouco, deixando minha presença pesar sobre ele como uma sombra sufocante.

— Eu não tenho a porra da noite inteira — soltei, impaciente. — Anda logo.

O homem no chão se moveu devagar, a respiração entrecortada, o corpo hesitante, mas sem opção. Cada movimento dele era carregado de vergonha e dor, e isso só me fazia sentir mais no controle. O gerente estava rígido, os olhos arregalados, os músculos tensos como se esperasse que alguém o arrancasse daquela situação. Mas ninguém ia.

Ele puxou a calça para baixo, revelando a carne flácida, inútil naquele momento. Olhei aquilo com um certo tédio e depois encarei seu rosto de novo, fingindo preocupação.

— Que pequeno! — minha voz saiu suave, quase debochada. — Um gerente de morro tinha que ter um pauzinho maior, não?

As risadas explodiram ao redor. Uma tempestade de zombarias, de comentários venenosos, de uma humilhação que o esmagava centímetro por centímetro.

— Ih, menor, que vergonha, hein! — alguém provocou.

— Ialá a dona te chamou de piroquinha! — outro gargalhou.

Eu via o pavor nos olhos dele, o jeito que o peito subia e descia rápido demais. A humilhação era um peso impossível de carregar. E eu estava ali, sentindo tudo, deixando o poder sobre eles se espalhar pelo meu corpo como um fogo lento e viciante. Meu próprio calor rastejava entre as minhas coxas, úmido, pulsante, o tipo de sensação que eu nunca ignorava.

O homem ajoelhado hesitou por um segundo, mas logo entendeu que não havia escolha. Se aproximou mais, abrindo a boca devagar, encostando os lábios na pele quente do irmão, que tremeu visivelmente.

O primeiro toque foi desajeitado, incerto. Uma língua tímida que mal ousava se mover. O gerente prendeu a respiração, os punhos fechados ao lado do corpo.

— Vai demorar muito? — perguntei, cruzando os braços, impaciente.

O incentivo veio rápido.

— Anda, menor, faz direito! — um deles gritou.

— Bora, faz o trampo aí, já tá na merda mesmo! — outro zombou.

A pressão do momento começou a surtir efeito. Lentamente, o membro antes flácido começou a reagir, endurecendo sob a boca úmida que trabalhava sobre ele. O gerente fechou os olhos com força, a respiração presa entre os dentes.

Eu observava tudo, cada detalhe. O tremor nos músculos dele, os sons molhados e constrangedores, a energia crua do momento. Meu coração batia forte, o calor entre minhas pernas crescendo, latejante. Minha buceta respondia ao espetáculo à minha frente. Eu sentia a umidade escorrer devagar, infiltrando-se no tecido da minha calcinha.

Não importa quem está no controle — um boquete sempre carrega uma tensão crua, um jogo de poder que vai além do simples ato. O calor, a respiração pesada, a sensação úmida da boca se movendo, explorando, sugando.

A boca começou a se mover, lentamente no início, os lábios se fechando com firmeza ao redor da carne que ia ficando dura enquanto a língua girava, massageando, provocando. Ele engolia, sugava, deixando um rastro quente e úmido por toda a extensão.

— Isso, mama tudo… — falei lentamente não conseguindo esconder mais meu prazer.