Capítulo 6

AVISO DE CONTEÚDO

Este conto contém cenas de extrema violência, crime, dominação e situações moralmente questionáveis. Não é recomendado para leitores sensíveis. Se esse tipo de narrativa não é para você, sugiro que procure outra leitura.

Eu fazia movimentos calmos, deliberadamente errados, daqueles que confundem a cabeça de qualquer um. Dava sinais misturados, deixando ele imaginar o que quisesse, criando uma bagunça na mente dele. Ele estava se passando por militar, bancando o durão, querendo vender uma imagem que eu sabia que era pura encenação. Já cansada daquela palhaçada toda, saquei da gaveta a .45 rosa — minha Julinha, sempre fiel — e apontei direto na direção dele, puxando o cão para trás com um clique seco. Eu esperava o susto, claro, talvez uma reação mais “militar”, tipo um contra-ataque ou uma pose de herói. Mas o homem travou na minha frente, choramingando como uma criança, implorando pela vida, os olhos vidrados de pânico puro.

— Ei, ei, não… não! Não brinca com isso, moça! Por favor, guarda isso!

— Eu não tô brincando — respondi, virando a arma de lado, fingindo inspecionar o cano como se fosse a primeira vez que via uma daquelas. Inclinei a cabeça, franzindo a testa, e passei o dedo pelo gatilho de um jeito desajeitado, como se estivesse testando um brinquedo novo. — Eita, essa arma não tem trava? Onde fica essa porra? Ah, espera, é aqui? — Toquei no ferrolho errado de propósito, girando a arma na mão como se fosse uma chave de fenda, deixando o cano balançar perigosamente perto da cara dele.

— Dona, isso não é brinquedo, guarda isso! Pelo amor de Deus! — ele esticava as mãos espalmadas pra frente, como se aquilo pudesse parar uma bala, o corpo inteiro tremendo, suor escorrendo pela testa.

Vocês sabem que eu não sou idiota e sei manusear muito bem uma arma — atiro desde os treze anos, caralho. Mas ali, brincando de desentendida, eu via o medo dele crescer, virar pavor, e isso me dava um tesão danado. Era como se cada fingimento meu apertasse um gatilho na mente dele, deixando ele mais quebrado, mais meu.

— Seu pau é grande?

— Como? — Ele, que antes era todo medo, agora piscava em espanto puro, como se eu tivesse trocado de idioma no meio da conversa.

— Pau grande, rola grossa, sabe? Pinto enorme, daqueles que faz mulher repensar a vida? — completei, inclinando a cabeça com um sorriso malicioso, como se estivéssemos batendo papo sobre o tempo.

O homem me olhou fixo por um segundo, depois deu dois passos vacilantes para trás, na direção da porta, os olhos dançando entre mim e a saída, como se calculasse se dava pra correr.

— Volta aqui, porra! Se der mais um passo, você vai voltar pra casa mancando — se tiver sorte e eu estiver de bom humor.

Ele congelou no lugar, não voltou, só ficou ali, me encarando com uma mistura de constrangimento e pavor cru, o peito subindo e descendo rápido demais.

— Senhora, eu vim aqui procurando trabalho… se não tiver vaga, só me deixa ir embora, por favor. Eu não tô entendendo nada disso.

— Responde minha pergunta, vai! Eu tô curiosa, caralho. Não me faz perder tempo.

Ele engoliu seco, desviando o olhar para o chão, as mãos tremendo ao lado do corpo.

— É normal, senhora. Tamanho normal.

— Normal… — repeti, soltando uma risada baixa, zombeteira, abrindo um sorriso largo e fingindo curiosidade inocente. — Ah, vai, quando homem fala assim é porque tem um pinto pequeno, daqueles que some na mão. Você deixa eu ver? Vai, mostra pra mim.

— Senhora? A senhora quer ver meu pau? — A voz dele saiu estrangulada, os olhos arregalados, como se eu tivesse pedido pra ele pular de um prédio.

— É, homem, que mal tem? De repente é um fetiche novo que você pode desenvolver — ser abusado numa entrevista de emprego! Imagina você contando isso pros seus amigos: “Ei, galera, a patroa me pediu pra mostrar o pau e eu mostrei!”.

Eu ri alto, estava me divertindo pra caralho com a cara dele, sentindo o tesão subir devagar, quente, molhando lento minha calcinha, só de ver o quanto eu o controlava ali, como um boneco nas minhas mãos. Fiquei em silêncio, esperando o próximo movimento dele, cruzando os braços e inclinando a cabeça com um sorriso malicioso, como se aquilo fosse o melhor entretenimento do dia. Ele começou a olhar de um canto para o outro, os olhos nervosos dançando pela sala, suando frio, o peito subindo e descendo rápido. Andou devagar até o meu lado da mesa, fazendo um gesto de rosto pedindo permissão para se aproximar, como um cachorro esperando aprovação antes de se aproximar do dono. Desabotoou o jeans com as mãos tremendo, deixou o zíper descer devagar, e tirou uma enorme maça preta aveludada de dentro da cueca. Estava mole, mas tinha uma substância ali, grossa, pesada, pendendo como uma promessa de algo maior.

Eu parei com calma, reparando naquilo tudo, inclinando o corpo pra frente na cadeira para ver melhor, sem pressa. Eu sempre achei os paus pretos mais bonitos, eles têm uma uniformidade de cor linda, um tom profundo e liso que brilha sob a luz, como chocolate derretido. Mas aquele ali tinha um problema que era o que mais me incomodava: era peludo pra caralho, daqueles matos selvagens que estragam a vista.

— Deixa duro! Vai…

Ele piscou rápido, o rosto corando de vergonha misturada com um brilho de resignação, como se soubesse que não tinha saída e, no fundo, estivesse aceitando o jogo — talvez até gostando da humilhação, vai saber. Engoliu seco, assentiu devagar com a cabeça, murmurando um “sim, senhora” baixinho, quase inaudível, e começou a mexer na própria carne, os dedos envolvendo o pau mole com uma lentidão hesitante, mas obediente, os olhos baixos evitando os meus, o corpo inteiro tenso como se estivesse se rendendo a uma ordem inevitável.

Enquanto ele tentava ficar duro do meu lado, se masturbando com movimentos desajeitados, suando e respirando pesado, eu peguei o telefone mais uma vez, ignorando ele por um segundo pra mandar uma mensagem pro Timóteo: “Urgência aqui no escritório. Preciso de você agora, traz a Amanda logo.” O homem do meu lado se matava se masturbando, apertando e puxando com mais força, mas a coisa estava lenta demais pro meu gosto, mole ainda, balançando sem vida, e eu já estava ficando impaciente, sentindo o tesão virar frustração.

Logo veio a resposta: “Mais 15 minutos, patroa, os dois estaremos aí.” Suspirei, jogando o telefone na mesa com um baque seco, e olhei pro pau dele ainda mole, pendurado ali como uma decepção. Não ia esperar. Me inclinei pra frente, agarrei a base dele com uma mão firme, sentindo o calor e a textura aveludada sob os dedos, e sem aviso, enfiei na boca.

Chupei devagar no início, a língua rodando pela cabeça grossa, o meu nariz batendo nos pelos irritantes, sugando com força pra puxar o sangue pra lá. Ele gemeu surpreso, os quadris tremendo, e eu acelerei, engolindo mais fundo, a boca quente e úmida envolvendo tudo, alternando entre sugar e lamber, sentindo ele inchar devagar na minha garganta. O gosto salgado e terroso encheu minha boca, e eu ri por dentro, sentindo o poder absoluto enquanto ele endurecia rápido agora, crescendo grosso e pulsante contra a minha língua, os gemidos dele virando grunhidos desesperados, o corpo inteiro se rendendo ao meu controle.

— Ele fica mais duro que isso? — perguntei analisando a coisa.

— Geralmente sim, gatinha! — falou de um jeito orgulhoso, inchado de ego, como se tivesse ganhado na loteria só porque eu tinha colocado a boca nele.

Esse filho da puta me chamou de gatinha? Eu tinha ouvido isso certo? Meu sangue ferveu na hora, um ódio quente subindo pela garganta, mas eu preferi ignorar por enquanto — porra, eu odeio que me chamem assim, ainda mais um indigente qualquer, um fodido da vida achando que pode me tratar como uma vadia de esquina. O fato dele estar com o pau na minha boca não muda nada, gatinha… que absurdo, caralho. Eu poderia ter mandado ele calar a boca na hora, enfiado a arma na goela dele e apertado o gatilho só pra ver o cérebro espirrar na parede, mas não, eu sou doida demais pra isso. Me controlei, mordi a língua e continuei o jogo, sentindo o tesão misturado com a raiva virar uma bomba-relógio no meu ventre.

Soltei o pau dele da minha boca com um estalo molhado ressoando no ar, ele deu um gemido alto, daqueles que ecoam como um cachorro ganindo, e eu remexi na gaveta procurando pelos meus remédios. Peguei dois: um era vitamina B12, porque minha memória estava péssima ultimamente, e o outro era um remédio de impotência, dose cavalar — nunca se sabe quando vai precisar.

— Você tem problema de coração, amor? — perguntei, forçando um tom doce, mas por dentro já calculando se ia precisar limpar o chão depois.

— Que eu saiba não, amor… — respondeu ele, todo bobo, achando que aquilo era flerte, repetindo o “amor” como se fôssemos namoradinhos.

Eu olhei pra ele, puta que pariu… eu vou ter que matar esse cara? O ódio subiu de novo, quente, latejante, mas eu me segurei — porra, eu é que sou doida, né? Sorri por fora, mas por dentro já imaginava o Pastor rezando uma oração enquanto o Janjão arrastava o corpo pro carro.

— Ô, campeão? Eu não sou o seu amor, e eu não sou sua gatinha, tá entendendo bem? — falei devagar, inclinando a cabeça, o tom baixo mas afiado como uma navalha, deixando o aviso pairar no ar.

Ele me olhou confuso, ainda com um riso idiota na cara, piscando devagar como se tentasse processar. Na mente imbecil e pobre dele, ele estava achando que tinha se dado bem, que eu tava brincando, que aquilo era parte do jogo e ele ia sair dali com uma história pra contar pros amigos — coitado, não fazia ideia de que eu era a rainha dessa porra toda.

— Toma isso aqui, precisa de água? — estendi o comprimido pra ele, ignorando o resto, ainda controlando a raiva que borbulhava.

Ele pegou da minha mão, fez uma cara preocupada, com a pílula entre os dedos como se fosse uma bomba.

— Isso é que droga? Eu não curto essas coisas, amor… — repetiu o “amor” de novo, o desgraçado, como se não tivesse ouvido uma palavra do que eu disse.

— Engole logo essa porra! — ordenei, pegando a arma novamente da gaveta e apontando direto pro peito dele, o cano rosa brilhando sob a luz, sentindo o tesão e a raiva se misturarem de novo, quente, me fazendo pulsar por dentro enquanto via o medo voltar aos olhos dele.

continua