— Amor, eu vou a reuniões de calcinha e sutiã às segundas de manhã e ainda considero isso estar vestida.
Ela engoliu em seco, o olhar perdido, como se quisesse cavar um buraco no chão e desaparecer.
— Mas eu tô com muita vergonha…
Assim que ouvi isso, precisei baixar a cabeça para me segurar.
Meu corpo acendeu inteiro. Um tesão quente, difícil de explicar, como se alguém tivesse me dado um tapa na buceta por cima da calça. Uma ardência deliciosa, imediata.
Levantei, peguei meu copo e virei um gole de whiskey. Precisava das palavras certas. Andei até ela, invadindo o espaço, sentindo seu cheiro, sua respiração descompassada e parei bem perto do seu rosto. Queria que ela sentisse os meus demônios tocando nela.
Minha voz saiu baixa.
— Ô, sua porra, decide o que você quer da sua vida.
Uma pausa.
— AGORAAAA, CARALHO!
O meu grito estalou no ar como um chicote.
Ela pulou de susto, os ombros se contraíram, os olhos brilharam. Por um segundo achei que fosse chorar, mas o medo a segurou. As mãos foram direto para a calcinha, os dedos tremiam tanto que escorregaram no elástico.
Ela tentou puxar de um lado, depois do outro, mas a peça agarrou nas coxas. Tropeçou nos próprios pés, desesperada para obedecer. O rosto queimava de vergonha, e quando enfim conseguiu descer a calcinha até os tornozelos e soltar o sutiã, ficou curvada, pequena, tentando se esconder mesmo estando nua. Ficou assim, parada, ofegante, como se a qualquer momento alguém fosse acabar com aquilo e dizer que era só um teste.
Mas não era.
Devagar, ela começou a erguer o tronco, mas os braços automaticamente cobriram os seios. Apertava o próprio corpo, tentando sumir.
— Ora, ora… que belo corpo temos aqui. Quanto vai cobrar o programa?
Cruzei os braços, deixando meu olhar passear por ela. O corpo não era espetacular, mas era jovem. Magra, com curvas suaves da juventude, pele viçosa, caramelizada. Nada mal.
— Quinhentos reais — respondeu com uma confiança ensaiada.
Ri de leve, balançando a cabeça.
— Você não vale quinhentos, amor. Desculpa, alguém tem que te dizer isso.
Parei um instante, pensando.
— Timóteo, quanto vale?
Ele nem precisou refletir.
— Cento e cinquenta a duzentos e cinquenta, e já é caro.
— Pensei a mesma coisa. Mulambenta, não sabe nada… Mas se fizer a esperta pode se vender como virgem. Aí sim pode valer rios de dinheiro.
— Sim. Tem aquele jogador de futebol que a gente conhece…
Sorri.
— Pensei nele mesmo. O pirocudo rico que não vale nada!
Me aproximei dela, correndo a mão pelos seus ombros nus. Ela se encolheu, mas não se afastou. Prendi seus cabelos, estudando seu corpo trêmulo. Colei mais perto, deixando que sentisse minha pele tocando a dela. Meus dedos deslizaram devagar, provocantes, só o suficiente para sentir quando ela se arrepiava.
E então aconteceu.
Ela inclinou levemente a cabeça para a direita, um reflexo involuntário de entrega. Pequeno, sutil. Mas eu vi.
Olhei para Timóteo, satisfeita, e inclinei a boca ao ouvido dela.
— Eu te pago os seus quinhentos reais hoje, tá bem?
Me aproximei mais, sentindo o calor do corpo dela contra o meu.
— Empina pra mamãe, empina…
Ela hesitou, mas o instinto falou mais alto. A bunda subiu devagar, tímida, quase pedindo desculpa por estar ali. Meu peito apertou de tesão. Meu Deus, eu precisava de um pau naquele momento, mas nada ia me satisfazer mais do que ver aquela garota aprendendo a ser tocada.
Havia algo nela que me deixava insana. Aquela pureza inexperiente, a forma como seu corpo entregava segredos que a boca ainda não sabia confessar. Não estava depilada direito, tinha feito às pressas, desesperada para não passar vergonha provavelmente. Pequenos cortes na virilha, pelos teimosos perto das dobras. O cheiro era misturado — sabonete, perfume íntimo, mas por trás disso, o cheiro cru de sexo, forte, verdadeiro.
Deslizei os dedos por entre suas pernas sem pressa, sem forçar nada. Apenas explorando, testando seus limites.
O primeiro som dela foi um suspiro preso.
— Isso, amor… Aprende a gemer pra mamãe…
Meus dedos ficaram úmidos. O brilho molhado se espalhava entre suas coxas, um líquido leitoso escorrendo pelo centro da sua inocência. Meu coração martelou forte no peito. Sem pensar, levei o dedo à boca. O gosto terroso, quente, me subiu como uma febre.
Aquilo bateu em mim como fome.
Sede.
Violenta.
Afundei o rosto entre suas pernas, minha língua pegando tudo de uma vez, da buceta latejante até o cuzinho apertado. Ela gritou.
— Ahhh!
O corpo inteiro se encolheu num espasmo, as mãos agarrando a mesa como se precisasse de algo sólido para não despencar no vazio.
Lambi de novo.
Dessa vez, devagar, espalhando a língua quente por toda sua entrada. O gemido dela veio arrastado, desesperado.
— Isso… geme pra mim, princesa…
Meus dedos apertaram suas nádegas, afastando mais, deixando meu rosto se encaixar perfeitamente ali. O gosto dela escorria na minha língua, doce e salgado ao mesmo tempo.
Quando chupei seu cuzinho pela primeira vez, ela se arqueou inteira.
— Meu Deus… Ahhh…
As pernas tremiam sem controle, os dedos dela brancos de tanto apertar a mesa.
— Isso… Aprende a rebolar direitinho pra mamãe…
Eu ria contra sua pele, lambendo sem piedade, viciada naquele gosto. Ela já não tentava mais se conter. Seu corpo tinha aprendido. E agora, só queria mais.
Levantei o olhar e vi Timóteo assistindo à cena, satisfeito. Fiz um gesto discreto para que ele chegasse mais perto. Ele veio, todo bobo, como se tivesse ganhado um presente inesperado.