— Deixa duro! Vai...

Ele piscou rápido, o rosto corando de vergonha misturada com um brilho de resignação, como se soubesse que não tinha saída e, no fundo, estivesse aceitando o jogo — talvez até gostando da humilhação, vai saber. Engoliu seco, assentiu devagar com a cabeça, murmurando um "sim, senhora" baixinho, quase inaudível, e começou a mexer na própria carne, os dedos envolvendo o pau mole com uma lentidão hesitante, mas obediente, os olhos baixos evitando os meus, o corpo inteiro tenso como se estivesse se rendendo a uma ordem inevitável.

Enquanto ele tentava ficar duro do meu lado, se masturbando com movimentos desajeitados, suando e respirando pesado, eu peguei o telefone mais uma vez, ignorando ele por um segundo pra mandar uma mensagem pro Timóteo: "Urgência aqui no escritório. Preciso de você agora, traz a Amanda logo." O homem do meu lado se matava se masturbando, apertando e puxando com mais força, mas a coisa estava lenta demais pro meu gosto, mole ainda, balançando sem vida, e eu já estava ficando impaciente, sentindo o tesão virar frustração.

Logo veio a resposta: "Mais 15 minutos, patroa, os dois estaremos aí." Suspirei, jogando o telefone na mesa com um baque seco, e olhei pro pau dele ainda mole, pendurado ali como uma decepção. Não ia esperar. Me inclinei pra frente, agarrei a base dele com uma mão firme, sentindo o calor e a textura aveludada sob os dedos, e sem aviso, enfiei na boca.

Chupei devagar no início, a língua rodando pela cabeça grossa, o meu nariz batendo nos pelos irritantes, sugando com força pra puxar o sangue pra lá. Ele gemeu surpreso, os quadris tremendo, e eu acelerei, engolindo mais fundo, a boca quente e úmida envolvendo tudo, alternando entre sugar e lamber, sentindo ele inchar devagar na minha garganta. O gosto salgado e terroso encheu minha boca, e eu ri por dentro, sentindo o poder absoluto enquanto ele endurecia rápido agora, crescendo grosso e pulsante contra a minha língua, os gemidos dele virando grunhidos desesperados, o corpo inteiro se rendendo ao meu controle.

— Ele fica mais duro que isso? — perguntei analisando a coisa.

— Geralmente sim, gatinha! — falou de um jeito orgulhoso, inchado de ego, como se tivesse ganhado na loteria só porque eu tinha colocado a boca nele.

Esse filho da puta me chamou de gatinha? Eu tinha ouvido isso certo? Meu sangue ferveu na hora, um ódio quente subindo pela garganta, mas eu preferi ignorar por enquanto — porra, eu odeio que me chamem assim, ainda mais um indigente qualquer, um fodido da vida achando que pode me tratar como uma vadia de esquina. O fato dele estar com o pau na minha boca não muda nada, gatinha... que absurdo, caralho. Eu poderia ter mandado ele calar a boca na hora, enfiado a arma na goela dele e apertado o gatilho só pra ver o cérebro espirrar na parede, mas não, eu sou doida demais pra isso. Me controlei, mordi a língua e continuei o jogo, sentindo o tesão misturado com a raiva virar uma bomba-relógio no meu ventre.

Soltei o pau dele da minha boca com um estalo molhado ressoando no ar, ele deu um gemido alto, daqueles que ecoam como um cachorro ganindo, e eu remexi na gaveta procurando pelos meus remédios. Peguei dois: um era vitamina B12, porque minha memória estava péssima ultimamente, e o outro era um remédio de impotência, dose cavalar — nunca se sabe quando vai precisar.

— Você tem problema de coração, amor? — perguntei, forçando um tom doce, mas por dentro já calculando se ia precisar limpar o chão depois.

— Que eu saiba não, amor... — respondeu ele, todo bobo, achando que aquilo era flerte, repetindo o "amor" como se fôssemos namoradinhos.

Eu olhei pra ele, puta que pariu... eu vou ter que matar esse cara? O ódio subiu de novo, quente, latejante, mas eu me segurei — porra, eu é que sou doida, né? Sorri por fora, mas por dentro já imaginava o Pastor rezando uma oração enquanto o Janjão arrastava o corpo pro carro.

— Ô, campeão? Eu não sou o seu amor, e eu não sou sua gatinha, tá entendendo bem? — falei devagar, inclinando a cabeça, o tom baixo mas afiado como uma navalha, deixando o aviso pairar no ar.

Ele me olhou confuso, ainda com um riso idiota na cara, piscando devagar como se tentasse processar. Na mente imbecil e pobre dele, ele estava achando que tinha se dado bem, que eu tava brincando, que aquilo era parte do jogo e ele ia sair dali com uma história pra contar pros amigos — coitado, não fazia ideia de que eu era a rainha dessa porra toda.

— Toma isso aqui, precisa de água? — estendi o comprimido pra ele, ignorando o resto, ainda controlando a raiva que borbulhava.

Ele pegou da minha mão, fez uma cara preocupada, com a pílula entre os dedos como se fosse uma bomba.

— Isso é que droga? Eu não curto essas coisas, amor... — repetiu o "amor" de novo, o desgraçado, como se não tivesse ouvido uma palavra do que eu disse.

— Engole logo essa porra! — ordenei, pegando a arma novamente da gaveta e apontando direto pro peito dele, o cano rosa brilhando sob a luz, sentindo o tesão e a raiva se misturarem de novo, quente, me fazendo pulsar por dentro enquanto via o medo voltar aos olhos dele.

continua