— Rapaz, ou você sai correndo agora, antes que ela pegue a arma e comece a atirar pra te convencer, ou fica e gasta o dinheiro que ganhar aqui em terapia pro resto da vida. Escolhe logo, porque ela é impaciente pra caralho.
Amanda deu uma risada curta, nervosa, mas verdadeira — um dia na firma e ela já tinha visto o suficiente pra entender o clima. O homem olhou pra ela, depois pra mim, ainda achando que tudo era algum tipo de brincadeira pesada, deu de ombros como quem diz "foda-se" e tirou a camisa tranquilamente, jogando no chão. Mas desobediente do caralho, permaneceu com as calças na cintura, só de torso nu, os músculos pretos brilhando sob a luz do escritório, esperando o próximo comando como se ainda tivesse alguma dignidade pra preservar.
— Volta aqui pro meu lado, de pau duro e quieto. Anda.
Eu fiz um movimento claro, teatral: abri o tambor da .45 com um estalo seco, segurei uma única munição entre o indicador e o polegar, deixando as outras cinco tombarem uma a uma dentro da gaveta, tilintando como sininhos de morte. Timóteo me olhou rapidamente, ergueu uma sobrancelha, mas pareceu não se importar — ele já me viu fazer coisas piores por diversão. Amanda, coitada, ficou assustada de verdade: cruzou os braços com força sobre o peito, encolheu os ombros e afundou no sofá como se quisesse desaparecer ali dentro, os olhos arregalados fixos na arma.
— E você tira esse boné idiota da cabeça, porra? — disparei pra ela, sem nem olhar direito.
Ela obedeceu na hora, arrancando o boné e jogando no chão ao lado da mochila, o cabelo bagunçado caindo sobre o rosto corado.
O homem veio para o meu lado novamente, nervoso ainda segurando as calças como um menino cagão com o pau de fora, exatamente do jeito que me deixa bem molhada: pele preta brilhando de suor frio, músculos tensos, pau já meio inchado balançando pesado entre as coxas grossas, os olhos baixos tentando não encarar ninguém. Ele parou pertinho, o calor do corpo dele batendo no meu braço.
Eu me inclinei sem pressa, peguei aquela maça preta com a mão direita — quente, pesada, a pele aveludada deslizando sob meus dedos — e voltei a chupar. Primeiro só a cabeça, envolvendo com os lábios macios, língua rodando devagar pela coroa larga, sentindo o gosto salgado de pele e suor, o cheiro forte de homem subindo direto pro meu cérebro. Ele deu um suspiro rouco, os quadris tremendo de leve, como se lutasse pra não empurrar. Eu desci mais, engolindo centímetro por centímetro, a boca se abrindo ao máximo pra acomodar o volume que crescia rápido agora — o remédio começando a fazer efeito, pulsando contra minha língua, endurecendo como ferro quente dentro da minha garganta.
Eu sentia tudo: o calor latejante preenchendo minha boca, o peso dele na minha mão enquanto eu massageava a base, os pelos ásperos roçando meu nariz a cada descida mais funda, o gosto cada vez mais intenso, mais cru. Meu corpo respondia sozinho — um calor líquido escorrendo, a buceta latejando, molhada pra caralho só de sentir o poder absoluto que eu tinha ali, de ter aquele pedaço de carne enorme na minha boca enquanto ele tremia inteiro, sem saber se ia gozar, se ia morrer ou as duas coisas.
Ele sentia o mundo girar: a boca quente e molhada sugando com força, a língua pressionando a veia grossa embaixo, os dentes roçando de leve só pra lembrar quem mandava, a mão firme apertando as bolas pesadas, puxando devagar. Os gemidos dele eram baixos, contidos, mas escapavam — grunhidos roucos de quem não acreditava no que estava acontecendo, o pau agora rígido como pedra, pulsando contra o céu da minha boca, a cabeça inchada batendo no fundo da garganta a cada chupada mais funda.
Amanda assistia tudo atentamente do sofá, os olhos arregalados, a boca entreaberta, o rosto vermelho como se queimasse de vergonha e curiosidade ao mesmo tempo. Ela apertava os próprios braços com mais força, as pernas cruzadas tão apertadas que os jeans rangiam, mas não conseguia desviar o olhar — cada vez que eu descia mais fundo, ela prendia a respiração; cada gemido dele, ela engolia seco. Era como se estivesse vendo um pornô de outro planeta.
Timóteo, do outro lado da sala, falava baixo ao telefone com o tio Antônio, de vez em quando olhando de relance pra cena, mas sem se alterar muito — no máximo um sorrisinho de canto de boca, como quem diz “mais um dia normal no escritório da patroa”. Ele já tinha visto eu brincar assim antes; pra ele, aquilo era só eu me divertindo enquanto esperava a ligação terminar.