Capítulo 8
AVISO DE CONTEÚDOEste conto contém cenas de extrema violência, crime, dominação e situações moralmente questionáveis. Não é recomendado para leitores sensíveis. Se esse tipo de narrativa não é para você, sugiro que procure outra leitura.
Parei de chupar o homem, a boca ainda formigada pelo gosto salgado e quente dele, o pau latejando ereto na minha mão como uma barra de ferro preta. Tinha algo que eu queria fazer há tempos, era exatamente pra isso que eu tinha trazido aquele pedaço de carne ali. Puxei ele mais pra perto com firmeza, o corpo dele obedecendo sem resistência, o calor da pele dele queimando contra a minha coxa. Minha .45 rosa estava do lado, tambor aberto, uma única bala na câmara — pronta pra uma roleta russa se eu ficasse entediada. Com a outra mão, peguei o cartão de visita que usava pra raspar e arrumei uma das fileiras grossas de cocaína sem soltar o pau dele um segundo, apertando a base só pra sentir ele pulsar de nervoso.
— Eu vou colocar essa carreira no seu pau — avisei, a voz baixa, divertida. — Se você deixar cair isso no chão, você vai lamber tudinho, entendeu bem?
Ele tinha algum medo nos olhos, claro, mas no fundo estava se divertindo, o idiota. Achando que tinha caído numa suruba de gente rica, numa orgia de elite onde tudo era permitido. Até a calça que ele teimava em manter na cintura ele tirou de vez, chutando pro canto como se agora estivesse 100% dentro do jogo. Bati a fileira certinha na rola dele — o pó branco contrastando lindo contra a pele preta aveludada, grudando um pouco na umidade da minha saliva. Não ficou perfeito, algumas partículas escorregaram, mas eu achei muito divertido fazer aquilo, ri sozinha só de imaginar a cena.
Catei meu canudo de ouro branco, apoiei a ponta bem na base do pau dele, onde a carreira começava, e mandei pra dentro numa aspirada longa e profunda. O pó subiu queimando, me dando vontade espirrar, mas não bateu nada.
— Eita cacete! Puta merda, essa foi forte — murmurei, piscando rápido lutando para não espirrar aquilo, mas na real eu não sentia nada.
— E você, Amanda, quer? — perguntei, virando pra ela com um sorriso largo, o canudo ainda na mão.
— Não, senhora... — respondeu ela baixinho, sussurrando cheia de medo, os olhos fixos no pau dele, o rosto vermelho de vergonha e medo.
— E você, Timóteo?
Ele estava no telefone, colocou no mudo rapidinho e respondeu sem hesitar, com aquela cara de quem já conhece meus exageros:
— Eu não vou cheirar o pó na rola de um negão, desculpa aí, patroa, mas pode mandar o Janjão e o Pastor virem aqui me desovar se quiser.
Ri alto com a resposta dele, mas já estava impaciente de novo, o tesão latejando forte entre as coxas, precisando de mais ação, mais controle.
— Então vem, Amanda.
Ela veio devagar, cheia de medo, os passos hesitantes no carpete caro do escritório, a expressão de quem queria gritar que não estava nada confortável com aquilo — os olhos baixos, os lábios apertados, as mãos tremendo de leve ao lado do corpo. Parecia uma menininha perdida num pesadelo que não conseguia acordar.
Puxei ela pelo braço com firmeza e sentei no meu colo de lado, as pernas magras dela sobre as minhas, o corpinho quente e tenso se encaixando contra mim. Segurei o queixo dela com os dedos, levantei aquele rostinho assustado e beijei sua boca — rápido, possessivo, minha língua invadindo sem pedir licença, abrindo os lábios macios dela com facilidade, provando o gosto doce e nervoso, um gemidinho abafado escapando da garganta enquanto eu mordiscava o lábio inferior antes de soltar, deixando ela ofegante e vermelha.
Sem perder tempo, raspei outra fileira grossa com o cartão, o pó branco caindo certinho sobre a rola preta e dura dele, que pulsava ali do lado, o negão respirando pesado, os olhos vidrados na cena, o pau latejando ainda mais com o medo misturado ao tesão.
— Agora você, filha. Vem cá, aprende direitinho — falei baixo, entregando o canudo de ouro branco pra mão trêmula dela, guiando até a base do pau dele.