Ela hesitou, os olhos arregalados, a boca entreaberta como se fosse protestar, dizer que não queria, que aquilo era demais. Mas eu não deixei nem uma palavra sair. Antes que qualquer som escapasse, puxei o rosto dela de novo pra mim e beijei com mais fome, engolindo o protesto inteiro, minha língua dançando na dela, dominando, mordendo, enquanto minha mão guiava o canudo até o pó. Ela aspirou obediente, o narizinho roçando a pele quente e dura do pau dele, o corpo inteiro tenso no meu colo, tremendo como uma folha.

Ela não sentiu nada, claro — só o pó subindo seco e amargo, sem onda, sem barato, mas o rosto dela ficou confuso, os olhos piscando rápido, esperando algo que não veio.

Eu ri contra a boca dela, soltando o beijo só pra descer de novo no pau dele, chupando fundo e molhado, a língua rodando a cabeça grossa, sugando o pó que ainda grudava ali junto com o pré-gozo salgado. Alternava sem parar: um segundo engolindo ele até o fundo da garganta, sentindo ele pulsar desesperado, os gemidos roucos dele enchendo o escritório, no outro voltando pra boca da Amanda, beijando voraz, mordendo os lábios até deixar inchados e vermelhos, a mão firme no cabelo dela pra não deixar escapar nem um centímetro.

Eu não deixava ela tocar no pau dele, não deixava ela chegar perto — ela era cara demais. Só revezava: chupava ele com força, lambendo cada centímetro da pele preta brilhante, depois voltava pra ela, beijando até ela gemer baixinho nos meus lábios, confusa, o corpo traindo o medo com arrepios quentes, as mãos agora apertando minhas coxas sem perceber.

Até que o negão, já louco de tesão, segurou a base do próprio pau com a mão trêmula e ofereceu pra cara dela, murmurando rouco e idiota:

— Quer provar também, novinha?

Eu virei a cabeça devagar pra Amanda, que ainda estava no meu colo, ofegante, os lábios vermelhos e inchados dos meus beijos. Sorri pra ela — um sorriso largo, lento, daqueles que não tem nada de doce, só promessa de coisa ruim. Ela entendeu na hora. Os olhos dela se arregalaram, o corpo inteiro travou, e o medo puro tomou conta do rostinho. Num segundo ela se levantou correndo, quase tropeçando nos próprios pés, e fugiu pro sofá, encolhendo-se no canto mais distante, abraçando as próprias pernas como se aquilo pudesse protegê-la do que estava por vir.

O homem, com o pau de fora, duro e brilhando de saliva e pó, não entendeu porra nenhuma. Piscava confuso, olhando de mim pra ela, a mão ainda meio suspensa no ar, como se esperasse que alguém explicasse a piada.

Eu esperei ela chegar até o sofá com toda a tranquilidade do mundo, deixando o silêncio pesar, sentindo o ar ficar grosso de tensão. Só então me levantei devagar da cadeira, sem tirar os olhos dele. Tirei a calcinha devagar, deslizando o tecido fino pelas coxas, e joguei em cima da mesa com um gesto displicente. Levantei a saia até formar um cinto na cintura, deixando a buceta exposta, o ar frio batendo na pele molhada. Passei a mão ali, entre as pernas, e caralho… estava encharcada, escorrendo, os dedos saindo brilhando de tanto tesão acumulado, o cheiro subindo forte.

Respirei fundo, saboreando o momento, sentindo o coração bater pesado no peito. Peguei a .45 rosa da mesa, girei o tambor com um movimento seco — clique, clique, clique —, fechei com um estalo final e me afastei dele dois passos. Apontei o cano direto pro meio da testa dele, firme, sem tremor.

— Ô seu filho da puta — minha voz saiu baixa, gelada, mas carregada de uma raiva que latejava tão forte quanto minha buceta. — Agora eu perdi a paciência contigo totalmente. Vamos ver quantos pecados você cometeu essa noite, hein? Senta na porra da cadeira agora!

Ele travou por um segundo, o pau ainda duro mas começando a murchar de pavor, o suor escorrendo pelo peito preto. Depois obedeceu rápido, quase tropeçando, sentando nu na cadeira de couro com as mãos tremendo nas coxas, os olhos fixos no cano rosa que brilhava apontado pra ele.

Amanda, do sofá, respirava curto, os olhos grudados na cena, sem piscar. Timóteo, encostado na parede, só observava, quieto, já sabendo que o jogo tinha virado de vez pro meu lado.

Eu me aproximei cavalgando ele de joelhos e me encaixando em cima dele, os olhos deles viraram e ele gemeu louco, eu quase deixei a arma cair quando senti aquele pau grande demais para mim entrar de uma vez, eu deveria ter ido mais devagar.