Capítulo 9

Se o pau dele era bom de chupar e de mesinha pra cheirar em cima, dentro da buceta era melhor ainda, caralho. Grosso, quente, pulsando como se tivesse vida própria, preenchendo cada centímetro de mim de um jeito que fazia meus olhos revirarem sem eu querer. Eu respirei fundo antes de começar a mexer propriamente, ajustei o quadril pra encaixar melhor, sentindo ele bater fundo, e melhorei a pegada da arma. Coloquei o cano da .45 rosa bem entre os olhos dele, colado na testa suada, o metal frio contrastando com o calor que subia do meu corpo.

A posição era uma merda. Se ele estivesse deitado, de costas na mesa ou no chão, ia ser perfeito — o braço esticado, o cano apontando reto pro cérebro sem esforço. Mas ali, cavalgando ele na cadeira, o cabo da arma ficava estranho na minha mão. Grande demais pra uma mulher, o cano longo demais, pesado. Ela foi encomendada exatamente pra meter medo, amor. Pra isso que ela servia: pra fazer o outro tremer antes mesmo de eu decidir se ia atirar ou não.

O negão estava amarelo, vesgo, olhando pro cano colado entre seus olhos na testa como se pudesse ver a bala lá dentro. O suor escorrendo pela cara preta bonita, o peito subindo e descendo rápido demais, o pau ainda duro dentro de mim, mas tremendo de pavor.

— Eu mandei você tirar a porra da roupa e você não tirou nada na hora... e por isso...

Um clique seco da arma bem cuidada ressoou alto no escritório. Eu puxei o cão pra trás devagar, sentindo o mecanismo obedecer com precisão. Dentro de mim, ele se retesou todo — o pau pulsou uma vez forte, quase me fazendo gozar, e o corpo inteiro dele ficou rígido como pedra.

— Não, senhora, por favor... a senhora tá cheirada, por favor... não faz isso...

Timóteo, que já tinha largado o telefone faz tempo, protestou irônico do canto da sala:

Patroa, vai sujar tudo aqui de sangue e hoje não dá pra sair com corpo pra desova, a senhora sabe. Ele vai ficar fedendo aqui até amanhã...

— Cala a boca, infeliz — rosnei sem nem olhar pra ele.

Amanda gritava no sofá, em prantos, as mãos tapando a boca como se pudesse impedir o que estava acontecendo:

— Não, por favor, não mata ele! Pelo amor de Deus, senhora, não faz isso!

Eu? Nem ligava. Queria rir alto, mas mordi o lábio pra não perder a pose. Dei duas cavalgadas fortes no pau dele, querendo que ficasse mole de medo, mas o desgraçado teimava em ficar duro. Depois uma esfregada funda, lenta, sentindo a cabeça grossa bater deliciosamente na porta do meu útero, me fazendo quase perder o fôlego.

— Puta merda... — murmurei, a voz saindo rouca, quase gemendo. — E esse é por achar que ia se dar bem comigo, seu fudido.

Clique.

O som do tiro não veio. Só o clique vazio, seco, ecoando como um tapa no silêncio. Mas o pânico do homem explodiu embaixo de mim como se a bala já tivesse atravessado o crânio. O corpo dele convulsionou inteiro, os músculos das coxas tremendo violentos, o pau que antes pulsava grosso e quente agora encolhendo de medo, tentando fugir pra dentro dele mesmo, ficando mole devagar, escorregadio de suor e do meu gozo que escorria abundante.

Eu rebolava devagar, possessiva, esfregando o clitóris inchado na barriga dura dele, sentindo os pelos ásperos roçarem a pele sensível, cada giro enviando choques quentes direto pro meu ventre. O pau entrava e saía devagar, macio demais agora, escorregando sem força, mas eu apertava os músculos internos pra segurar ele lá dentro, pra não deixar escapar, pra forçar ele a ficar. Meu grelo latejava roçando na pele quente e suada da barriga dele, o atrito perfeito, molhado, me fazendo gemer baixo, quase me derretendo.

— Ain... pegou bonzão no meu grelo... — falei, a voz saindo rouca, derretida de prazer, os olhos semicerrados enquanto eu rebolava mais fundo, sentindo o clitóris inchar ainda mais contra a barriga dele.

Mas respirei fundo, o ar saindo trêmulo, e de repente dei um berro que fez até o Timóteo pular na parede:

— DEIXA ESSA PORRA DURA, CARALHO!

Mudei o ritmo na hora. Comecei a quicar forte, bruta, subindo e descendo com violência, o pau mole batendo sem graça dentro de mim, mas eu não parava. Cavalgava como se quisesse quebrar ele, os quadris batendo contra os dele com força, o som úmido e violento enchendo o escritório. Meu rosto estava perto do dele, olhos arregalados, cara de maluca, um sorriso torto e divertido esticando os lábios enquanto eu olhava direto nos olhos vesgos e aterrorizados dele.

— Mas sabe o que eu fiquei mais puta? — rosnei, quicando mais rápido, o pau começando a inchar de novo apesar do medo, o corpo dele traindo a mente. — É você dar em cima da minha afilhada, seu filho da puta. Tu acha o quê? Que um bosta como você vai estragar minha afilhada?

— Perdão, senhora... — ele choramingou, a voz quebrada, lágrimas escorrendo pelos cantos dos olhos, o corpo tremendo inteiro embaixo de mim enquanto eu quicava sem piedade.