Eu tava quase lá. O orgasmo subindo rápido, quente, apertando meu ventre como uma mão invisível. Meu clitóris latejava contra a barriga dele a cada descida, o pau agora meio duro de novo, pulsando fraco, mas suficiente pra me levar ao limite. Meu gozo escorria farto, molhando tudo, pingando no chão, o cheiro forte de sexo e medo enchendo o ar.
Sem parar de quicar, sem tirar os olhos dele, virei o rosto pro lado, ainda com aquela cara de louca, o sorriso crescendo devagar, torto, quase rasgando os lábios:
— Timóteo... quantos tiros secos eu dei?
— Dois... acho que dois... — ele respondeu com um desdém preguiçoso, como se aquilo fosse só mais uma piadinha de escritório.
— Porra, Timóteo, a vida dele depende disso e você não sabe? — rosnei, virando de novo pro negão, olhando direto nos olhos dele que já lacrimavam grossos, lágrimas escorrendo pelas têmporas pretas e suadas, misturando com o suor que pingava do queixo. — Primeiro, deixa essa porra dura... segundo, você é bom de matemática? Se acertar, eu paro agora.
— Não, madame, por favor... — ele choramingou, a voz saindo em soluços curtos e trêmulos, o corpo inteiro tremendo embaixo de mim como se estivesse prestes a desabar.
— A arma tem seis tiros e uma bala. Eu dei dois. Quantos... qual a chance de você morrer no terceiro? — perguntei devagar, sílaba por sílaba, quicando mais forte agora, os quadris batendo contra os dele com violência.
Ele respirou fundo, o peito subindo rápido, os olhos vesgos fixos no cano rosa colado na testa. Concentrou-se, a vida dele pendurada num cálculo idiota que ele nem tinha certeza. O silêncio pesou, só se ouvia o som úmido das minhas coxas batendo na pele dele, o rangido da cadeira, os soluços abafados da Amanda no canto.
— CINQUENTA! — ele respondeu imediatamente, quase gritando, desesperado.
— ERRADO.
Clique.
O tambor girou mais uma vez, vazio de novo. O tiro não veio. Ele desabou num choro alto, soluçando como criança, o corpo convulsionando embaixo de mim, lágrimas escorrendo sem controle, o pau encolhendo ainda mais de pavor puro.
— Vai, deixa esse pau duro... se eu gozar logo, eu te libero, tá bom, amor? — falei, apertando a arma mais ainda contra a testa dele, o cano afundando na pele suada até deixar uma marca vermelha.
Mudei o ritmo de novo. Comecei a quicar mais rápido, mais fundo, subindo quase até a cabeça e descendo com força, batendo o clitóris contra a barriga dele a cada descida. O atrito era perfeito agora — meu grelo inchado roçando na pele quente e suada, enviando choques elétricos direto pro ventre. O pau dele, ainda meio mole, entrava e saía escorregadio, mas começava a inchar de novo, traído pelo corpo que respondia ao meu movimento bruto, ao meu cheiro, ao meu molhado escorrendo abundante pelas coxas dele.
Eu tava quase lá de novo. O orgasmo subia em ondas pesadas, quentes, apertando meu ventre como uma mão invisível. Comecei a gemer alto, sem controle, a voz saindo rouca e entrecortada, misturando com risadas loucas que escapavam entre os dentes:
— Ahhh... caralho... isso... isso... — gemia, quicando mais forte, os quadris girando em círculos rápidos agora, esfregando o clitóris com desespero contra a barriga dele, sentindo o pau inchar devagar, pulsar fraco mas insistente dentro de mim. — Tá sentindo, negão? Tá sentindo como eu tô quase gozando na sua porra de pau mole?
Ri alto, uma risada maluca, histérica, enquanto as lágrimas dele escorriam e o corpo tremia inteiro. Meu molhado pingava farto, molhando tudo, o som úmido e obsceno enchendo o escritório junto com meus gemidos altos e as risadas que não paravam:
— Ahhh... vai... endurece logo... eu tô quase... quase... — gemia, a voz subindo de tom, o corpo inteiro tremendo de prazer acumulado, os músculos internos apertando ele com força, sugando, querendo mais, enquanto eu quicava sem piedade, rindo e gemendo loucamente, os olhos arregalados fixos nos dele, o cano da arma ainda firme na testa suada. — Goza comigo ou morre tentando, amor... porque eu não aguento mais... ahhh, caralho!
Não ia...
Minhas pernas estavam doendo já, os músculos das coxas queimando de tanto quicar, tremendo de fadiga e tesão acumulado. O pau dele estava até durinho agora, inchado o suficiente pra preencher, mas não dava a pressão que eu queria — faltava aquela rigidez de ferro, aquela pulsação forte que me fazia sentir no controle absoluto. Ele entrava e saía escorregadio, meio mole ainda de medo, e eu apertava os músculos internos pra tentar forçar mais, mas o corpo dele traía, encolhendo a cada respiração rasa e apavorada.
Amanda estava sentada no sofá agora, escondendo o rosto nas mãos, choramingando baixinho, os ombros tremendo em soluços abafados. Eu tinha que parar logo ou ia estragar a cabeça da menina de vez — ela já tava no limite, os olhos vermelhos e inchados, o corpo encolhido como se quisesse sumir no estofado.
— Amigo! — falei alto, esperando ele terminar de rezar o Ave Maria em voz trêmula e abrir os olhos de novo, vidrados e cheios de lágrimas. — Você gosta de cu?
— Se a senhora quiser, madame, eu gosto... por favor... — choramingou, a voz saindo em fiapos, o corpo inteiro tremendo embaixo de mim.