Capítulo 7

Eu poderia dizer que nunca me imaginei nessa situação, mas seria mentira. Eu sempre quis isso. No começo era só curiosidade, aquelas coisas que o vício em pornô planta na cabeça, vontade de experimentar algo diferente. Mas não era só isso. Era mais fundo. Eu sempre fui atraído por homem. Sempre. Só que eu convencia a mim mesmo que eu era só uma pessoa sexual demais, com muitos hormônios, que qualquer um que gosta de sexo forte acaba fantasiando essas paradas. Mentira. Era eu. Era sempre eu.

E agora eu estava ali, de barriga pra cima, pernas abertas, travesseiro embaixo da bunda levantando tudo, Bárbara ajoelhada entre minhas coxas, o pau preto de silicone brilhando de lubrificante fresco, apontado direto pra mim. Meu coração batia na garganta, no cu, na ponta do pau que continuava duro encostado na barriga, babando sem parar.

Ela segurou a base do cintaralho com uma mão firme, a outra ainda melada espalhando mais gel na cabeça grossa e depois na minha entrada, rodando devagar, fazendo círculos que me faziam contrair e relaxar sem querer. Olhou pra mim com aquele sorriso misturado de safada e carinhosa, como quem sabe que tá prestes a fazer algo que muda tudo.

— Relaxa o corpo inteiro, amor. Respira comigo. Inspira fundo… solta devagar. Isso. Não força nada agora.

Eu obedeci. Inspirei pelo nariz, expirei pela boca, peito subindo e descendo pesado. Cada respiração fazia meu cu piscar em volta do nada, ansioso, com medo. Ela encostou a cabeça do pau falso bem na entrada. Não empurrou. Só pressionou levemente. Era frio no começo, depois quente porque o lubrificante já tinha esquentado na pele. Senti a pressão redonda, lisa, abrindo devagar a borda do meu anel. Meu corpo inteiro travou.

— Amor… tá grande pra caralho — minha voz saiu rouca, quase choramingando.

— Eu sei. Mas é do tamanho do seu. Você mete em mim direto. Agora é sua vez de sentir. Respira mais fundo. Empurra de leve quando eu falar.

Ela esperou. Não forçou. Ficou ali, só encostando, deixando eu me acostumar com a sensação da cabeça grossa pressionando, abrindo centímetro por centímetro sem entrar de verdade ainda. Meu cu queimava um pouco, mas era uma queimação diferente, não de dor ruim, era de abertura, de coisa nova invadindo onde nunca entrou nada. Meu pau latejou forte, cuspindo mais pré-gozo que escorreu pela barriga.

— Vai devagar, tá? — pedi, voz tremendo.

— Claro, bebê. Eu vou bem devagar. Me avisa se doer demais.

Ela empurrou um pouquinho mais. A cabeça passou a borda. Senti o anel abrir, esticar, queimar forte por um segundo, depois ceder. Um gemido escapou da minha garganta, fino, quase feminino. Meu corpo tremeu inteiro. Ela parou na hora.

— Tá doendo?

— Um pouco… mas não para. Continua.

Ela sorriu, inclinou o corpo pra frente, peitos quase escapando do sutiã de renda, cabelo caindo no meu peito. Deu mais um empurrão lento. Dois centímetros entraram. A sensação era absurda. Cheio. Pesado. Meu cu se contraiu em volta do pau falso como se quisesse expulsar e ao mesmo tempo sugar mais. Senti cada veia marcada no silicone roçando as paredes internas, abrindo caminho devagar. Meu pau pulou sozinho, sem ninguém tocar.

— Caralho… tá entrando… — gemi baixo, olhos fechados, cabeça jogada pra trás.

— Tá lindo assim, amor. Olha pra mim.

Abri os olhos. Ela me encarava, rosto corado, mordendo o lábio inferior. Empurrou mais um pouco. Mais quatro centímetros. Agora era pressão profunda, um peso que eu sentia na barriga, no saco, na base do pau. Meu cu se acostumava devagar, o ardor virando uma sensação quente, cheia, estranhamente gostosa. Ela parou de novo, deixou eu respirar.

— Como tá se sentindo?

— Cheio… porra… muito cheio. Mas é bom. Continua.

Ela começou a mexer de leve, só balançando o quadril em círculos pequenos, sem sair, só girando dentro de mim. Cada movimento fazia o pau falso raspar naquele ponto inchado que ela tinha achado com o dedo antes. Meu corpo inteiro deu um choque. Gemi alto, sem controle, quadril subindo sozinho querendo mais.

— Isso… aí… bem aí… — minha voz saiu quebrada.

— Gostou, né? — ela sussurrou, voz rouca de tesão. — Quer mais fundo?

— Quero… mete mais.

Ela puxou um pouquinho pra trás, só pra ganhar impulso, depois empurrou devagar de novo. Metade entrou. Senti o pau falso abrir tudo, esticar as paredes, preencher cada espaço. Meu cu engoliu devagar, o anel se abrindo largo em volta da base grossa. A pressão na próstata era constante agora, latejando a cada batida do coração dela contra mim. Meu pau babava sem parar, cabeça rosa escura, inchada, brilhando.

— Porra, Bárbara… tá me comendo… — soltei sem pensar, voz de vadia total.

Ela riu baixo, safada, e começou a meter de verdade. Entrava devagar até a metade, saía quase todo, entrava de novo. Ritmo lento, controlado. Cada estocada fazia meu corpo tremer, o cu se acostumando, abrindo mais fácil a cada vez. O barulho molhado do lubrificante ecoava no quarto junto com meus gemidos que eu nem tentava segurar mais.

— Tá gostando de ser fodido, amor? — perguntou ela, voz baixa, provocante, enquanto metia fundo e parava lá dentro, girando o quadril.

— Tô… caralho… tô adorando… não para…

Ela acelerou só um pouquinho, ainda lento, mas mais ritmado. Entrava todo agora, base encostando na minha bunda a cada estocada. Eu sentia o pau falso bater fundo, pressionar a próstata sem dó, fazer meu pau pulsar louco. Meu corpo rebolava sozinho embaixo dela, quadril subindo pra encontrar cada movimento, cu engolindo tudo sem resistência.

— Isso… rebola pra mim… mostra que quer — ela mandou, voz autoritária.

Eu obedeci. Rebolei devagar, sentindo o pau falso mexer dentro de mim, roçando em todos os lugares certos. O prazer subia em ondas, quente, elétrico, diferente de tudo que eu já senti. Meu pau latejava sem ser tocado, pré-gozo escorrendo em fios grossos pela barriga. Eu gemia alto, sem vergonha, voz fina, safada, entregue.

— Vai gozar assim, né? Sem encostar no pau… só levando no cu…

— Acho que sim… porra… tá vindo…

Ela meteu mais fundo, segurou firme, girou devagar lá dentro, pressionando exatamente onde precisava. Meu corpo inteiro contraiu. Barriga, peito, pernas, cu apertando forte em volta do pau falso. Gozei sem aviso. Jatos grossos voaram alto, caindo quente no meu peito, no queixo, na barriga. Gemi longo, rouco, corpo tremendo inteiro, cu piscando descontrolado em volta dela.

Ela parou, deixou eu sentir tudo, o pau falso ainda enterrado fundo, pulsando com meu próprio corpo. Ficamos assim uns segundos, ofegantes. Depois ela se inclinou, beijou minha boca devagar, língua entrando suave.

— Meu viadinho… — sussurrou contra meus lábios.

Meu viadinho.

As palavras saíram baixinho da boca da Bárbara e grudaram na minha cabeça. Rodaram devagar, pesadas, quentes. Se qualquer macho tivesse jogado isso na minha cara, eu já teria explodido: soco na boca, xingamento na sequência, talvez até processo na justiça. Raiva cega, a mesma que usei a vida inteira pra fingir que era o macho perfeito. Mas vindo dela não doeu. Desceu pelo peito, apertou o saco, fez o cu piscar vazio além da ardência que ainda queimava. Gostei. Gostei pra caralho. Pela primeira vez não lutei. Deixei entrar. Aceitei. Era verdade. Soou certo. Soou como algo que sempre carreguei e nunca nomeei.

Meu cu latejava forte depois que ela tirou o pau falso. Queimação subia pela espinha misturada com um vazio que incomodava demais. Era bom, mas doía pra porra. O anel ainda aberto pulsava sensível ao ar frio do quarto. Tinha aquela vontade estranha de empurrar pra fora, como se o corpo quisesse expulsar tudo e ao mesmo tempo implorasse por mais. Meu pau amolecia devagar na barriga, sujo de gozo que escorria pros lados e marcava o lençol. Respirei pesado, corpo mole, destruído de prazer.

Ela se inclinou sobre mim. Peitos roçando minhas costas suadas, cabelo caindo no ombro. Beijou minha nuca devagar, língua traçando a pele molhada.

— Vem, meu viadinho. De quatro agora.

— De quatro?

— Sim. Quero treinar você pra uma coisinha.

— Que coisinha?

Ela riu baixo, safada, voz rouca de tesão. Passou as unhas vermelhas pelas minhas costas, desceu até a bunda e abriu as nádegas com as duas mãos. O ar gelado bateu direto no cu aberto, vermelhinho, latejando. Meu corpo inteiro arrepiou.

— Se você for um bom menino, eu chamo uma pessoa pra participar com a gente. E aí vamos fazer o que a gente quiser com você.

Meu coração disparou na hora. O pau, que tinha amolecido, deu um pulo fraco só de ouvir aquelas palavras. Uma pessoa. Quem. Um cara. Uma mina. Ela falou no plural como se já tivesse tudo combinado, como se tivesse mandado mensagem pra alguém enquanto eu tava ali, cu aberto e latejando.

Será que era um macho? Porra, e se fosse? A ideia acertou em cheio: outro cara atrás de mim, pau de verdade pulsando quente, entrando devagar enquanto ela assistia e mandava eu rebolar. Ou ela querendo que eu comesse alguém junto. Não. Ela disse com você. Eu era o alvo. O viadinho.

A curiosidade queimava, mas o tesão queimava mais forte. Perguntar agora ia matar o clima, virar papo, esfriar tudo. Meu cu ainda piscava vazio, ardendo gostoso, implorando por mais. O corpo tremia de expectativa. Engoli seco, respirei fundo e soltei baixo, voz rouca:

— Tá. Eu vou de quatro.