Capítulo 11

A curiosidade ainda queimava lá no fundo, mas o tesão era uma fogueira que consumia tudo. Perguntar qualquer coisa agora ia quebrar o encanto, transformar o ar carregado em conversa fiada, deixar o corpo esfriar. Meu cu latejava vazio, uma ardência gostosa que se espalhava pelas nádegas, implorando por preenchimento, por mais. O corpo inteiro tremia de antecipação, pele arrepiada, respiração curta.

Engoli em seco. Respirei fundo pelo nariz, soltei o ar devagar pela boca e deixei sair, voz rouca, murmurando:

— Tá. Eu vou de quatro.

Virei devagar, sentindo cada músculo protestar de vergonha. De joelhos na cama, mãos apoiadas no colchão, bunda empinada sem querer. Me sentia ridiculamente feminino, como se estivesse vestindo um papel que não me cabia — e ao mesmo tempo cabia perfeitamente. Estranho e certo ao mesmo tempo. A vulnerabilidade me envolvia como um cobertor quente: estar inteiro à mercê dela, sem defesa, sem fingimento, era assustador… e delicioso.

Barbara se posicionou atrás de mim. Senti o ar mudar quando ela se aproximou. O pau de silicone roçou de leve na minha entrada sensível, pincelando a borda ardida, testando. Tentou empurrar, mas o corpo resistiu, travado. Ela pegou mais lubrificante — ouvi o clique do frasco, senti o frio escorrendo —, espalhou generosamente na cabeça grossa e na minha pele quente. Então empurrou de novo.

Urrei baixo, um som rouco e quebrado. A cabeça abriu caminho, esticando o anel com uma queimação aguda que durou só um segundo. Depois veio o alívio: o silicone deslizando devagar, tocando fundo na próstata. Meu Deus… era como atravessar um incêndio e de repente encontrar um lago fresco. O corpo inteiro tremeu, pernas bambas, barriga contraindo. Só consegui balbuciar, voz fina e trêmula:

— É aí… aí é bom…

Ela riu atrás de mim, um riso satisfeito, quase orgulhoso. Deu um tapa firme na minha bunda dura — o som ecoou, a pele ardeu gostoso, e meu cu apertou em volta do pau falso como resposta.

— Empina, amor… empina essa bundinha pra mim — mandou ela, voz rouca de tesão. — Vou fazer com você igual você sempre faz comigo. Vou me vingar direitinho.

Ela ria, sem imaginar o estrago que aquelas palavras causavam dentro de mim. Porque enquanto ela falava, minha cabeça voava: imaginava um homem de verdade atrás de mim. Mãos grandes me segurando pelos quadris, pau quente e pulsante forçando entrada, me arregaçando sem dó, me dominando por inteiro. Só de pensar nisso meu cu mordia o silicone com força, quase querendo parti-lo ao meio, latejando descontrolado.

— Amor…

— Oi, bebê?

— Eu sou o quê seu?

Ela parou um segundo, o pau falso ainda enterrado até a metade. Depois respondeu baixinho, colando o corpo nas minhas costas, boca roçando minha orelha:

— Meu viadinho

A palavra desceu por mim como mel quente misturado com veneno. Meu pau deu um salto, babando mais pré-gozo na barriga. Soltei, voz rouca e suplicante:

— Então mete no seu viadinho… mete?

Ela não esperou mais.

Recuou devagar, quase todo o comprimento saindo, deixando meu cu piscando desesperado no vazio. E então avançou com vontade.

A base bateu contra minhas nádegas num estalo molhado e alto. Meu corpo foi jogado pra frente, joelhos escorregando no lençol. A próstata levou o impacto direto — um choque elétrico que subiu pela espinha, fez meus olhos revirarem, a boca se abrir num gemido longo e indecente.

— Caralho… assim… mais forte… — pedi, voz tremendo. — Me fode… vai fundo…

Barbara agarrou meus quadris com as duas mãos, unhas cravando na carne suada. Puxou pra trás e socou de novo, mais rápido, mais fundo. O ritmo virou selvagem: entrava até a base, saía quase todo, voltava com força. Cada estocada fazia minhas bolas balançarem, meu pau duro bater na barriga, deixando fios grossos de porra voando.

— Isso… empina mais… rebola pra mim, viadinho… — ela rosnava, voz carregada de poder e desejo.

Eu obedecia sem pensar. Empinava mais alto, arqueava as costas, rebolava devagar no começo, depois mais rápido, sentindo o pau falso mexer dentro de mim, roçando em todos os lugares certos. O prazer subia em ondas quentes, elétricas.

— Mais rápido… porra… bate lá no fundo… — orientei, sem vergonha nenhuma. — Gira o quadril… isso… bem aí… não para… mais forte… me come …

Ela obedeceu. Girava o quadril em círculos largos enquanto metia, o silicone pressionando a próstata sem piedade. Cada giro mandava um raio direto pro meu pau, que latejava inchado, babando sem parar. Meu corpo inteiro tremia, músculos contraindo, cu apertando forte em volta dela a cada estocada.

— Vai gozar assim, né? — ela sussurrou, voz rouca. — Só levando no cu… sem encostar na rola…

— Acho que sim… tá vindo… caralho… tá vindo forte…

Ela apertou meus quadris com mais força, unhas cravando fundo na pele suada, e meteu até o talo. Ficou lá dentro, imóvel por um segundo, só girando o quadril devagar, em círculos preguiçosos e precisos, pressionando exatamente aquele ponto inchado que fazia meu corpo inteiro se contorcer. Meu abdômen travou, o peito subiu e desceu em espasmos curtos, as pernas tremeram como se fossem ceder. O prazer veio como uma onda violenta: subiu da base da espinha, explodiu na barriga, espalhou-se pelo peito e explodiu no pau sem que ninguém o tocasse.

Gozar foi inevitável. Jatos grossos, quentes, quase dolorosos de tão intensos, voaram alto, pingando no lençol amarrotado, escorrendo pela minha barriga, respingando até no queixo. Gemi longo, rouco, um som que começou baixo e virou quase um grito abafado contra o travesseiro. O cu piscava descontrolado em volta do pau falso, apertando e soltando em espasmos ritmados, como se quisesse sugar cada gota de prazer que ainda restava. Meu corpo inteiro tremia, pernas moles, braços sem força, ondas quentes me atravessando de ponta a ponta até eu não aguentar mais e cair para frente, morto.