Capítulo 54
O beijo veio como um trovão.
Ele não pediu licença: simplesmente tomou minha boca, forte, bruto, a língua invadindo, engolindo meu gemido antes que eu pudesse soltar. Senti o impacto descer pelo peito, explodir no ventre, pulsar direto entre as pernas. Era fome pura, raiva acumulada, meses de olhares contidos agora despejando tudo de uma vez. Mordia meu lábio, sugava minha língua, me devorava como se quisesse me engolir inteira.
As mãos dele agarraram minha cintura, me colaram contra o corpo duro, e subiram por baixo da saia num arranco violento. Dedos grossos baixaram o shortinho de proteção, um que eu usava por conta dos meus maus modos, junto com a calcinha, puxando tudo pra baixo de uma vez. O ar frio bateu na pele exposta, na buceta já inchada, molhada, latejando. Um choque gelado que fez meu corpo inteiro estremecer.
O beijo ficou suspenso no ar quando ele me soltou de repente. Antes que eu respirasse, suas mãos me viraram com força, me empurrando contra a bancada da cozinha. Meus quadris bateram no mármore frio com um baque seco que reverberou nas costelas. Ele me puxou de volta, me dobrou sobre a pia, a saia subindo sozinha, me deixando empinada, exposta, o ar gelado lambendo a pele quente.
“Meu Deus, ele vai meter em mim agora.” O pensamento atravessou o cérebro como um raio.
Fiquei ali, bunda pro alto, rosto colado no granito gelado, ouvindo os sons atrás de mim: respiração pesada, zíper descendo, tecido caindo no chão. Um grunhido baixo, animalesco, que fez minha buceta apertar sozinha.
A primeira palmada caiu pesada, aberta, estalando alto na carne. A ardência explodiu, subiu pelas costas, desceu até os dedos dos pés. Abri a boca num grito mudo.
Outra. Mais forte. A pele queimou, formigou, latejou.
Ele afastou minhas nádegas com as duas mãos, abriu tudo, me deixando escancarada pro mundo. Senti o ar frio na entrada, o mel escorrendo pelas coxas, a vergonha misturada com um tesão que doía.
Então veio a língua dele.
Quente, larga, lambendo de baixo pra cima, como um bicho, chupando o clitóris inchado como se fosse um doce que ele tinha esperado anos pra provar. Eu urrei, um som rouco, animal, que nem sabia que morava em mim. As pernas tremeram, os joelhos cederam, só fiquei de pé porque ele me segurava.
Outro tapa, mais seco, mais fundo. A ardência se misturou com o prazer até eu não saber mais onde começava um e terminava o outro.
De repente dois dedos grossos entraram de uma vez, sem aviso, sem delicadeza.
Não era afobado como os garotos da escola. Era certeiro, profundo, a curva perfeita acertando aquele ponto que faz o mundo apagar. Ele enfiou até o fundo, dobrou, mexeu, como se soubesse exatamente onde apertar pra me desfazer. Meu corpo desabou na bancada, peitos esmagados no mármore, braços moles, só gemidos escapando, um atrás do outro, cada vez mais altos, mais desesperados.
Eu não existia mais.
A língua dele dançava no meu cu, quente, molhada, insistente, enquanto os dois dedos dentro da buceta faziam um movimento lento, torturante, abrindo espaço, esfregando aquele ponto que me deixava cega. A outra mão abria minha nádega com tanta força que doía, mas a dor se misturava com tudo e virava prazer. Eu sentia cada centímetro de pele esticada, cada nervo exposto, o ar frio entrando onde nunca tinha entrado, o calor da boca dele tomando tudo.
Eu estava tão perto.
Tão perto que já não respirava direito.
Era um aperto que começava lá no fundo do ventre, subia em ondas, descia pesado, voltava mais forte. Meu corpo inteiro tremia, as coxas sacudindo, os dedos dos pés se curvando no chão frio. Eu tentava segurar, tentava respirar, mas não tinha mais controle. Minha boceta apertava os dedos dele sozinha, em espasmos desesperados, como se implorasse pra gozar.
— Por favor… por favor… — Eu nem sabia se falava alto ou se era só dentro da cabeça.
O prazer crescia, crescia, crescia… virou uma bola de fogo que não cabia mais em mim, mas, eu senti o exato segundo em que quebrou. Gozei com um grito rouco, longo, que rasgou a garganta. O corpo inteiro travou, as costas arquearam, a cabeça caiu pra trás. A onda veio tão forte que vi branco, vi estrelas, vi nada. Era um terremoto dentro de mim: a buceta pulsando, jorrando, o cu se contraindo na língua dele, o clitóris latejando tão rápido que doía de tão bom. Eu tremia inteira, descontrolada, perdida, chorando de prazer.
E foi exatamente nesse segundo, quando eu estava mais aberta, mais mole, mais entregue que ele se levantou, segurou meu quadril com as duas mãos e meteu tudo de uma vez.
Fundo.
Sem aviso.
Sem piedade.
O grito que saiu de mim não era humano. O pau dele me rasgou ao meio, me encheu até o útero, me esticou tanto que senti cada veia, cada centímetro queimando caminho. O orgasmo que estava indo embora voltou com força dobrada, girou dentro de mim como um furacão, me levantou do chão. Meu corpo travou de novo, as pernas pararam de existir, os braços desabaram na bancada. Eu não respirava mais. Só sentia ele fundo, fundo, fundo, me invadindo inteira, tomando o que era dele.
O mundo girou.
A cozinha sumiu.
Só existia o ritmo dele, bruto, implacável, cada estocada batendo tão fundo que eu sentia na garganta. Ele segurava meu cabelo com força, um punhado inteiro enrolado no punho, puxando minha cabeça pra trás até o pescoço doer, me forçando a arquear mais, a me abrir mais, a receber mais. Cada vez que ele entrava, o pau grosso escorregava inteiro, saía quase todo, voltava com violência, esticando, enchendo, marcando. Eu sentia cada veia pulsando dentro de mim, a cabeça dele batendo no fundo, abrindo caminho onde ninguém nunca tinha chegado.
De repente ele soltou o cabelo. Dois dedos, os mesmos que tinham me aberto a bocete inteira por dentro, apareceram na frente da minha boca. Molhados, brilhando de mim. Ele enfiou sem pedir licença, fundo, até eu engasgar com o gosto da minha própria boceta, doce, salgado, vergonhoso. Eu chupei desesperada, lambi, gemi em volta deles enquanto ele metia mais forte, mais rápido, o som molhado das nossas peles batendo ecoando alto.
Então a mão trocou.
Voltou pro meu pescoço, apertou firme, cortando o ar de novo. O mundo ficou pequeno, estreito, só o pau dele e a pressão nos pulmões.
Eu gozei outra vez, sem aviso, sem controle.
A boceta apertou ele com tanta força que ele grunhiu alto, quase perdeu o ritmo. O orgasmo veio em ondas violentas, me sacudindo inteira, me fazendo tremer da cabeça aos pés, jatos quentes escorrendo pelas coxas, o corpo convulsionando em volta dele como se quisesse prender pra sempre.
Ele saiu de dentro de mim de uma vez, com um som molhado que ecoou na cozinha vazia. Minhas pernas cederam na hora; eu quase desabei no chão, mas ele me segurou pelo braço, me virou de frente e me deu um tapa seco no rosto, forte o bastante pra arder, leve o bastante pra não marcar de verdade.
— Viu no que dá mexer com homem mais velho, sua putinha?
A voz dele era rouca, satisfeita, cruel.
Me empurrou pra baixo.
— De joelhos.
Obedeci sem pensar, o chão frio nos joelhos, o corpo ainda tremendo dos orgasmos. Ele segurou meu queixo com uma mão, forçando minha boca a abrir, e com a outra começou a se tocar, rápido, firme, o pau vermelho e brilhante de mim bem na frente dos meus olhos.
— Abre bem essa boquinha sua safada.
Eu abri.
Ele gemeu baixo, os músculos do braço tensos, e gozou.
Jatos quentes, grossos, acertaram meu rosto inteiro: um no olho que fez arder e lacrimejar, outro no cabelo que grudou nos fios, mais um escorrendo pelo nariz, pela bochecha, pingando no queixo. Ele riu, um riso baixo, saciado, quase carinhoso.
— Pronto, vagabundinha. Agora aprendeu.
Soltou meu queixo, deu um tapinha leve na minha bochecha melada.
— Se arruma, limpa essa cara e vai pra tua casa. Seus pais devem estar te esperando pro jantar.
— Sim papai — respondi patéticamente tentando entender meu lugar no mundo.
Ele virou as costas, como se eu já tivesse deixado de existir.

