Capítulo 55

Eu já não tinha idade para sentir aquele frio na barriga antes de um encontro, mas ali estava eu, andando de um lado para o outro no quarto do motel como se fosse um garoto de vinte anos. O lugar era simples, mas aconchegante: paredes brancas com detalhes em madeira escura, luz suave vinda dos abajures, uma cama king coberta por lençóis brancos impecáveis que pareciam me chamar. Havia um cheiro leve de lavanda no ar, misturado com o aroma discreto do sabonete que eu tinha usado no banho. No canto, uma pequena mesa com duas taças e uma garrafa de vinho que eu abrira mais cedo, só para deixar o ambiente mais acolhedor.

No celular, as mensagens dela chegavam como pequenas faíscas: “Já estou no elevador”, “Nossa, tô tremendo”, “É agora mesmo?”. Cada palavra dela me fazia sorrir. Conhecemo-nos na internet havia semanas. Ela era tão jovem – quase vinte, e uma curiosidade infinita. Falava de tudo com uma sinceridade que me desarmava: livros, filmes, medos, desejos. Eu me apaixonei pelo jeito como ela via o mundo, como se ainda acreditasse que tudo podia ser bonito, mesmo sabendo que nem sempre era. E quando ela confessou, quase envergonhada, que nunca tinha estado com ninguém, que queria que fosse comigo, algo dentro de mim se acendeu – não só desejo, mas uma ternura imensa, uma vontade de cuidar, de fazer tudo certo.

O interfone tocou. “Sua visita chegou”, disse a recepcionista com voz neutra. Meu coração deu um salto. Corri os olhos pelo quarto mais uma vez: luz baixa, música suave saindo do celular, preservativos discretamente na gaveta da cabeceira. Respirei fundo, destranquei a porta, deixei só uma fresta e esperei.

A campainha.

Abri devagar.

E lá estava ela.

O corredor do hotel era mal iluminado, mas ela parecia brilhar. Vestidinho leve de algodão azul, cabelo solto caindo em ondas pelos ombros, pernas longas e lisas, um colar delicado no pescoço. O sorriso era enorme, mas tremia um pouco. Os olhos – meu Deus, aqueles olhos castanhos escuros – me encontraram e se encheram de um brilho úmido, como se ela estivesse segurando o choro de emoção.

— Oi… – sussurrou, a voz mais fina do que no áudio.

— Oi, linda – respondi, abrindo mais a porta e estendendo a mão.

Ela entrou devagar, as mãos apertadas uma contra a outra na frente do corpo, olhando tudo com uma curiosidade quase infantil. Passou por mim e o perfume dela me envolveu: algo doce, de baunilha com flores, misturado com o calor da pele jovem. Fechei a porta com cuidado, e o clique do trinco pareceu ecoar demais.

Ela parou no meio do quarto, virando-se para mim ainda olhando em volta. As bochechas coradas, o peito subindo e descendo rápido sob o tecido fino do vestido.

— É… lindo esse quarto – disse, rindo nervosa, os olhos passeando pela cama, pela janela com vista para a cidade apagada.

Eu me aproximei devagar, sem pressa. Coloquei as mãos nos ombros dela, leves, só para sentir que era real.

— Você está linda. E pode ficar tranquila, tá bem?

Ela assentiu, mordendo o lábio inferior. Os olhos desceu até a minha boca, depois voltaram aos meus olhos. Eu vi o desejo ali, misturado com medo, com vontade de se entregar e de fugir ao mesmo tempo.

Tudo então foi diferente do que jamais eu haveria poder imaginado.

Quando nossas bocas se tocaram, quase sem querer, como se nenhum dos dois tivesse coragem de dar o primeiro passo de verdade, senti algo que não sentia há décadas: o mundo inteiro pareceu desacelerar e se tornar… confortável.

A boca era pequena, macia, com um gostinho doce cosmético de morango de seu batom cor de bronze. Os lábios tremiam um pouquinho, mas se abriram para mim com uma confiança tão pura que meu peito apertou. Beijei devagar, só pressionando, sentindo o calor úmido e quente de sua boca, o arzinho que escapava pelo nariz dela e esquentava minha bochecha.

Depois deslizei a língua, só a pontinha, pedindo licença. Ela respondeu com um suspiro tão leve que quase não ouvi, mas senti no corpo todo. A língua dela era tímida, curiosa, roçando a minha como quem descobre um mundo. Fiquei ali, sem pressa, só provando, acariciando, até que ela se soltou um pouco mais e o beijo ficou molhado, quente, cheio de pequenos sons que ecoavam no quarto silencioso.

Puxei-a pela cintura com as duas mãos. O corpinho dela veio fácil, como se já me pertencesse. Senti os seios firmes se apertarem contra meu peito, o coração dela batendo descompassado contra o meu. Minhas mãos desceram um pouco, parando na curva delicada das costas, logo acima da bundinha, só segurando, acolhendo. Ela se encostou mais, as coxas roçando nas minhas, o vestido fino deixando passar todo o calor da pele jovem.

Eu sorri no meio do beijo e como brincadeira joguei ela com força na cama sobre gritinhos agudas e risos de protestos, mais beijos vieram e ela parecia estar cada minuto mais relaxada.

Eu a sentei na cama, entre minhas coxas abertas. Estava completamente nu, e ela ainda com aquela calcinha branca de algodão de bichinhos, tão simples e tão perfeita. O quarto estava quente, o ar carregado do nosso cheiro, do perfume dela, do vinho que eu tinha tomado antes.

A mãozinha dela desceu hesitante, os dedos trêmulos, como se fosse tocar em algo sagrado. Quando finalmente encostou, foi só a pontinha dos dedos no meio do meu pau. Ela prendeu o ar.

— Meu Deus… é… tão quente — sussurrou, os olhos arregalados, brilhando de curiosidade e espanto.

Eu sorri, sem dizer nada, só observando. Ela abriu mais a mão, envolveu devagar, como se estivesse segurando algo que pudesse quebrar. Sentiu o peso, levantou um pouquinho, deixou descer. Depois virou a cabeça de lado, fascinada, olhando de todos os ângulos, como quem descobre um brinquedo novo.

— É… mais gostoso do que eu imaginava… e tão macio aqui em cima — disse baixinho, passando o polegar na cabeça, sentindo a pele esticada, o líquido que já começava a aparecer. Ela riu, envergonhada, mas não tirou a mão. — Parece que pulsa sozinho…

Eu deixei que ela brincasse. Ela pesava na palma, media com os dedinhos, virava para um lado, para o outro, fascinada com as veias, com a diferença de textura entre a haste dura e a ponta aveludada. A cada descoberta, um “nossa…” escapava, meio riso, meio suspiro. As bochechas dela estavam ruborizadas, mas os olhos não desgrudavam.

De repente ela parou, olhou para cima, mordendo o lábio com força.

— Eu… eu não sei fazer… — confessou, a voz quase sumindo. — Nunca… nunca chupei ninguém. Você… me ensina? Por favor?

Ela disse isso tão doce, tão sincera, que meu coração deu um pulo.

— Claro que ensino, meu amor — respondi, a voz rouca de vontade e de ternura. — Vem cá… devagar… só faz o que você quiser fazer, tá bem? u sentia o hálito quente dela roçando minha pele.

Ela começou sem pressa, como quem ainda está descobrindo. Primeiro só os lábios, um beijo tímido na cabeça, depois outro, mais demorado. A boca era tão macia, tão quente, que eu já perdi o ar. Ela abriu devagar, envolveu só a ponta com os lábios, sugando de leve, como se estivesse provando um doce proibido. Um gemido baixo escapou de mim sem querer.

Então ela desceu mais. A língua dela desenhou círculos lentos, molhados, curiosos. Quando sentiu que eu gostava, repetiu, mais firme, mais fundo. A mãozinha com seus dedos pequenos segurava a base, apertando de leve, subindo e descendo num ritmo que ela inventava ali, na hora, como se o corpo soubesse tudo que a cabeça ainda não tinha aprendido.

Eu quis falar, quis guiar, mas a voz morreu na garganta. Era perfeito demais. Ela chupava com uma fome doce, os olhos fechados, as pestanas tremendo, bochechas fundas a cada vez que descia mais. O som molhado, o calor apertado, a língua que não parava de brincar… eu só conseguia passar a mão no cabelo dela, segurando sem puxar, sentindo o corpo inteiro tremer.

De repente senti aquele aperto forte na base da espinha. O prazer subiu rápido demais, violento. Não dava mais pra segurar.

Levantei de um salto, o coração disparado, o instinto tomando conta. Dei a volta por trás dela enquanto ela ainda estava de joelhos, o rostinho virado pra trás, confuso e lindo. Segurei firme nos quadris dela, puxei a calcinha até seus joelhos, já louco, forcei-a de quatro deixando seu sexo exposto.

Eu me ajoelhei atrás dela, as mãos firmes nos quadris, puxando-a mais para trás. Ela estava de quatro, o rosto afundado na colcha branca que destacava mais ainda a beleza de sua pele negra, os braços tremendo de leve. A calcinha branca já enrolada na coxa, e o que eu via me deixou sem ar: a boceta dela, escura e perfeita, aberta como uma flor molhada, os lábios pequenos inchados, brilhando. O interior era de um rosa vivo, quase vermelho, pulsando, escorrendo um filete claro que descia pela coxa.

Passei a língua inteira ali de uma vez, de baixo para cima, forte, sem aviso. Ela soltou um grito abafado contra o colchão, o corpo inteiro se retesando. Não esperei. Chupei os lábios, puxei com a boca, enfiei a língua o mais fundo que consegui, sentindo o gosto doce e salgado dela me inundar. Com dois dedos entrei sem cerimônia devagar no começo, medindo a força necessária, depois firme, sentindo a resistência quente e apertada de quem nunca tinha sido tocada assim. Ela gemeu alto, mas não recuou; empinou mais, como se doesse e fosse bom ao mesmo tempo.

—Continua, por favor… — gemeu ela com a voz presa.

Minha boca desceu de novo, agora focada no clitóris pequeno e duro. Chupei com força, a língua batendo rápido, sem parar. Com a outra mão dei um tapa firme na bunda dela, o som ecoou seco no quarto e vi a carne tremer, ficar vermelha. Ela gritou, mas foi um grito de prazer. Mordi de leve a nádega, depois lambi o buraquinho apertado ali em cima, lento, molhado, sentindo ela se contorcer inteira. Voltei pro clitóris como um possesso, sugando, rodando, batendo com a língua enquanto os dedos dentro dela faziam vai e vem rápido, curvados, procurando o ponto que a fazia tremer mais.

De repente o corpo dela travou. As coxas fecharam na minha cabeça, os dedos agarraram o lençol com força. Ela soltou um gemido longo, rouco, que foi crescendo, crescendo, até virar um grito abafado no travesseiro. O orgasmo veio em ondas violentas: primeiro um espasmo forte que fez a boceta apertar meus dedos como um punho, depois outro, outro, o corpinho inteiro sacudindo como se tivesse levado choque. Eu senti o jato quente molhar minha mão, escorrer pelo meu queixo. Ela tremia inteira, as pernas cedendo, o rosto enterrado no colchão, choramingando meu nome entre soluços de prazer tão intenso que parecia doer.

Era a primeira vez que aquilo acontecia com ela. Eu sabia. Dava pra sentir no jeito que o corpo se entregava sem saber o que fazer com tanto. Ela ficou ali, ofegante, trêmula, a bundinha ainda empinada, pingando, completamente perdida no depois do primeiro orgasmo de verdade da vida dela

Ainda de joelhos atrás dela, não deixei que ela se mexesse. Segurei firme nos quadris, puxei-a para trás com um só movimento e a encaixei no meu colo. A bunda quente e macia dela deslizou sobre meu pau, o calor daquela pele molhada me queimando. Abracei-a por trás com os dois braços, apertando-a contra meu peito, sentindo o coração dela disparado contra o meu antebraço.

Ela virou o rosto para trás, procurando minha boca. O beijo veio torto, desesperado, os lábios se chocando, as línguas se enroscando sem jeito, porque nenhum dos dois conseguia se concentrar em beijar direito. A mãozinha dela desceu entre as próprias pernas, tateando, encontrando meu pau. Agarrou, apertou, guiou a cabeça grossa até a entrada dela. Esfregava ali, pra cima e pra baixo, sem perceber que já estava rebolando devagar, a bundinha rodando em círculos pequenos, como se o corpo soubesse exatamente o que queria antes da cabeça entender.

— Vai, amor… coloca você mesma — sussurrei rouco no ouvido dela, mordendo de leve o lóbulo.

Ela respirou fundo, tremendo. Encaixou a cabeça bem na entrada e empurrou o quadril para trás. Senti a resistência imediata: quente, apertada, quase impossível. Ela soltou um gemidinho meio dor, meio súplica.

— Ai… espera… um segundo… — pediu, a voz trêmula, os olhos fechados com força.

Eu parei, abraçando-a mais forte, beijando o ombro, a nuca, deixando que ela respirasse. Segundos. Cinco, dez. Ela inspirou fundo, soltou o ar devagar, relaxou os ombros… e empurrou de novo.

Um centímetro. Dois.

Ela soltou um gemido longo, rouco, que parecia vir do fundo da barriga.

— Ai… meu Deus… — sussurrou, o corpo inteiro tremendo.

Outro centímetro.

A cabecinha entrou de vez, e a boceta dela apertou tão forte que vi estrelas. Ela arqueou as costas, jogou a cabeça para trás contra meu ombro, a boca aberta num grito mudo. Respirei com ela, sentindo cada pedacinho que entrava.

Mais um pouco.

Ela agarrou meus antebraços, as unhas cravando na minha pele.

— Tá… tá doendo… mas continua… por favor… — pediu, quase chorando de vontade.

Eu segurei firme na cintura dela e deixei que ela controlasse. Ela desceu mais, devagar, centímetro por centímetro, cada avanço acompanhado de um gemido mais fundo, mais animal. Quando senti que estava quase todo dentro, ela parou, ofegante, o corpo inteiro tremendo, as coxas apertando as minhas.

— Tá… quase… — sussurrou, a voz quebrada.

Empurrou de uma vez, com um gritinho abafado.

Todo dentro.

Ela ficou paralisada por um segundo, os olhos arregalados, a boca aberta, sentindo o pau pulsar lá no fundo, preenchendo cada cantinho do seu corpo. Um tremor violento percorreu o corpo dela da cabeça aos pés, como se tivesse levado um choque. A boceta apertou, soltou, apertou de novo, num espasmo involuntário que quase me fez gozar ali mesmo.

— Caralho… — escapou dela, baixinho, incrédula. — Tá… todo dentro de mim…

Eu a abracei mais forte, uma mão no peito dela, sentindo o coração disparado, a outra ainda entre as pernas, roçando de leve o clitóris inchado.

— Respira, amor… — beijei o pescoço dela, sentindo o suor quente na minha boca. — Agora segura firme… eu vou meter.

Eu a segurei firme pelos quadris e comecei a mexer, não era uma metida comum; era um sobe-e-desce confuso, quase uma dança desajeitada e perfeita ao mesmo tempo. Ela sentada no meu colo, de costas, as pernas abertas sobre as minhas, o pau entrando e saindo num ângulo que parecia inventado ali na hora. Cada vez que eu levantava o quadril, ela descia ao encontro, e o choque lá no fundo fazia a gente perder o fôlego.

Minhas mãos subiram e agarraram aqueles peitos gostosos com força, apertando, sentindo os mamilos duros entre os dedos. Puxei o cabelo dela para trás, expondo o pescoço suado, e lambi a orelha inteira, mordi de leve, respirei pesado ali dentro:

— Isso, amor… sente ele todinho…

Ela gemia sem controle: às vezes alto, gritado, às vezes um choramingo baixo que parecia vir da alma. O ritmo mudava o tempo todo: lento e fundo, depois rápido e curto, depois parava só pra eu chupar o lóbulo da orelha dela e ela rebolar sozinha, desesperada. Passei a mão pelo pescoço dela, apertando forte, segurando, marcando posse, e ela gostou tanto que empinou mais, jogando a cabeça pra trás contra meu ombro.

De repente ela começou a se mexer sozinha, socando o quadril pra trás com força, procurando mais, mais fundo, mais rápido.

— Ai… ai… vai… — choramingava, a voz já rouca.

Quando senti que ela estava na beira, seu corpo todo tenso, a respiração falhando, agarrei os dois peitos com as duas mãos, apertei forte, quase doendo, e comecei a meter de verdade: fundo, rápido, violento, o som da pele batendo ecoando alto no quarto.

Foi o bastante.

Ela gozou com um grito longo, rasgado, o corpo inteiro se jogando pra trás contra o meu, colando em mim como se quisesse entrar dentro da minha pele. A boceta apertou meu pau em espasmos tão fortes que eu quase vi estrelas, e ela virou o rosto de lado, procurando minha boca com desespero. Nos beijamos loucamente, língua, dente, saliva, mordida, enquanto ela tremia inteira, as coxas fechando e abrindo sem controle, o gozo escorrendo quente entre nós dois.

Eu não aguentei mais.

Um segundo depois do último tremor dela, senti o gozo subir quente, inevitável. Segurei firme nos quadris, tirei de dentro dela com um som molhado e gozei com força, jatos grossos e brancos que caíram quentes nas costas dela, escorrendo devagar pela curva da coluna, contrastando lindo contra a pele negra brilhando de suor.

Fiquei ali, ofegante, olhando aquilo escorrer: linhas brancas deslizando lentas pela pele escura, pingando na cintura, na bunda, como se eu tivesse marcado o que agora era meu. Era a coisa mais bonita que eu já tinha visto na vida.

Ela não se mexeu. Continuou de quatro, o rosto afundado na colcha, respirando fundo, o corpo ainda tremendo de vez em quando. Eu também não me mexi. Fiquei atrás dela, ajoelhado, as mãos apoiadas em suas coxas, sentindo o calor da pele, o cheiro de sexo e de nós dois no ar.

Nenhum dos dois falou nada. Não precisava.

O quarto estava em silêncio, só o som das nossas respirações se acalmando juntas. O tempo parou. Podia ter durado segundos ou horas, não importava. Tinha um infinito inteiro ali, entre o suor, o gozo escorrendo, os corpos ainda colados.

E ali, quietos, a gente começou um novo caminho.