Capitulo 30

Eu cheguei em casa com o corpo todo mole, sabe aquele jeito que fica depois de um sexo que te desmonta direitinho? As pernas ainda tremiam de leve, a buceta latejando gostoso, quente, molhada de um jeito que a calcinha grudava e me lembrava o tempo todo do que tinha rolado com a Mara. Fechei a porta devagar, encostei as costas nela e soltei o ar num suspiro longo. "Caralho, Violeta, você tá elétrica por fora mas por dentro tá uma bagunça do caralho."

A casa tava escura, só a luz da rua entrando pela janela, e eu fui andando devagar pela a sala, sentindo cada passo ecoar no peito. Amanhã era o primeiro dia da faculdade, o trote, a correria pra pegar matéria, as caras novas me olhando de cima a baixo. "E se ninguém gostar de mim?" O medo apertou a barriga, frio, mas logo veio o riso nervoso. "Pera aí, sua idiota... você nem começou a aula e já transou duas vezes, com duas sapatão diferentes. Alguma coisa tá dando certo nessa vida, né?"

Parei na frente do espelho grande que ficava na parede da sala. Tirei a camiseta devagar, deixei ela cair no chão e fiquei ali, nua da cintura pra cima, olhando meu corpo. Os seios ainda sensíveis, bicos duros, a barriga inchada de tanto comer. "Eu não sou feia, porra. Olha essa bundinha aqui, firme, essa pele macia... A Lelê, se fosse esperta, ia querer ficar comigo pra valer." O pensamento veio quente, safado, e eu ri sozinha, um risinho baixo que saiu meio debochado.

"Meu Deus, garota, você tá falando de namoro agora?" Vi minha própria cara no espelho brigando comigo, as bochechas vermelhas, o olhar fugindo pro lado como se eu tivesse sido pega no flagra. "Calma, Violeta, você acabou de sair da casa da Mara, ainda tá com o cheiro dela, e já tá sonhando com a Lelê te chamando de nome de flor?"

A pontinha de culpa bateu forte no peito quando o nome da Mara voltou. Eu sabia que ela era cabeça feita, madura, aquela mulher que planeja tudo e ainda te faz gozar como se fosse arte. Mas eu... eu senti que usei ela. "Não queria ter ficado com ela, caralho. Não queria ter transado. Por que eu cedi? Foi por causa da Lelê, daquela raiva misturada com tesão que me deixou zonza? Ou foi só curiosidade com garota mais velha, fantástica, que sabe exatamente onde tocar pra me fazer derreter?" Fiquei ali, dedos traçando a curva do meu seio sem querer, o corpo ainda quente da lembrança, mas a cabeça girando. "Putz, eu sou uma vacilona mesmo. Amanhã vou ter que encarar a faculdade, o trote, e ainda morar com a Lelê... melhor tentar viver em paz, né? Senão vai ser um semestre do caralho."

Só que nesse meu plano de tentar viver em paz, tinha um pequeno problema: a Lelê.

“Caralho, Violeta, você acabou de sair da casa da Mara toda gozada e ainda tá pensando nela?”

Eu tinha meio que começado uma siririca pra ela mais cedo, depois transei com a Mara como se o mundo fosse acabar, mas meu corpo tava pedindo um pouco mais. Os toques no meu seio na frente do espelho lembraram ele que ainda tava vivo. Senti um aperto involuntário entre as pernas, quente, molhado, quase dolorido. Cruzei os braços na frente dos peitos por impulso, como se isso fosse esconder a vergonha que subia junto com o tesão. Olhei pros lados — a casa ainda um breu, só a luz da sala acesa, o ventilador velho rangendo no canto.

“Eu já me lavei na casa dela… por que ainda tô me sentindo pegajosa assim?”

A calcinha tava enrolando úmida entre as pernas, me assando, grudando na pele sensível. Precisava era de um banho… ou de um chuveirinho.

Ou de uma siririca para fechar o dia.

Caminhei pro banheiro, acendi a luz e pisquei contra o branco dos azulejos. Olhei pro vaso: tinha um chuveirinho ali, daqueles de mão. “Eu odeio fazer isso no vaso, puta merda.” No box, alguém tinha retirado a mangueira e tampado a saída do chuveiro. “Em casa onde tem duas mulheres isso não pode ficar assim.” Fiz uma nota mental de consertar amanhã, levantei a tampa do vaso pra conferir a limpeza e suspirei aliviada.

Tirei os tênis com o pé, empurrei a calça e a calcinha de uma vez, deixando tudo amontoado no chão. Sentei no vaso com as pernas bem abertas, uma apoiada na tampa, a outra esticada pro lado. O ar frio bateu direto na buceta inchada e eu tremi.

Deixei a mão direita correr solta pelo corpo. Comecei pelos seios, apertando de leve, sentindo os bicos duros roçarem na palma. Desci pela barriga, quando cheguei lá embaixo, já tava encharcada pra caralho. Os dedos escorregaram fácil entre os lábios, abrindo eles devagar, sentindo o calor que saía de mim. Circulei o clitóris com a ponta do dedo médio, bem leve, só pra provocar. O corpo respondeu na hora — um arrepio subiu pela coluna, as coxas tremeram de leve.

“Putz… tô molhada demais.”

Enfiei dois dedos de uma vez, devagar, sentindo as paredes quentes e molhadas me apertarem. Entrei e saí num ritmo preguiçoso, o som molhado ecoando baixinho no banheiro vazio. O polegar ficou no clitóris, pressionando em círculos curtos, cada volta mandando uma faísca pro ventre. Mordi o lábio inferior, o coração disparado, o peito subindo e descendo rápido. “Será que a Lelê tá pensando em mim agora? Ou tá rindo com a amiga dela?” A raiva misturada com tesão só me deixou mais molhada.

Tirei os dedos brilhando, respirei fundo e peguei o chuveirinho. Abri a água gelada — bem gelada, do tipo que arrepia a pele inteira. Ajustei a pressão no jato fino e apontei direto pro clitóris.

“Caralho…”