Capítulo 20
Minha cabeça desligou por completo, deixei o celular do lado, passei a mão em mim, toda molhada à toa. Eu estava mega excitada com a ideia e eu não podia acreditar que ela seria capaz de fazer isso comigo, mas se ela tivesse falado a verdade? Eu queria morrer naquela hora, eu olhei pro vibrador, o de enfiar, e coloquei na minha entrada, eu não sei o que estava pensando, acho que foi meu corpo pela curiosidade de saber como aquilo funcionava, sei lá! Tentei colocar usando as duas mãos, mas não entrava, eu não estava pronta e quando forçava um pouco doía, tava tudo meio colado por dentro.
O telefone tocava insistentemente.
Ignorei, era ela ligando.
Me toquei de novo, parei, toquei outra vez. O som do telefone cortava o quarto, irritante, mas eu não queria mexer. Empurrei o vibrador mais um pouco, doeu forte, tirei na hora, respirei fundo, molhei os dedos na boca e tentei de novo, devagar. Entrou só a pontinha, apertado pra caralho, latejando de dor e tesão mirrado.
O telefone parou um segundo e eu voltei a empurrar, sentindo o corpo resistir.
E ele voltou novamente a tocar insistente.
Olhei de canto puta da vida, mas dessa vez não era ela. Era a Mara.
Fiquei parada, vibrador ainda na mão, corpo quente, coração na garganta. Não queria atender, mas o nome dela na tela me pegou. Hesitei uns segundos, o toque não parava.
Atendi mesmo assim, voz saindo baixa e triste.
— Oi, Mara.
Ela falou numa voz cantada, calma.
— E aí, Violeta. Tudo bem? Vem cá... — uns barulhos de panela alto no fundo e água corrente me ensurdeceram por um segundo — já jantou?
— Não, nossa, eu perdi completamente a noção do tempo, pensei em pedir alguma coisa, por que?
Sem querer, ouvindo a voz, eu coloquei o consolo de novo e senti ele entrando devagar. Mordi os lábios forte e respirei pelo nariz pra não deixar escapar o gemido. A cabeça grossa abriu caminho, a dorzinha inicial virou pressão gostosa, e ele deslizou até o fundo com um som molhado que só eu ouvia.
— Sua voz tá estranha. O que tá rolando?
Ri sem graça, o consolo completamente enfiado em mim e eu tentando empurrar mais, sentindo a pontada no útero já.
— Eu tava deitada, tô bocejando, sono só... preguiça — disfarcei o melhor que pude, movendo ele pra frente e pra trás devagar, curto, só o suficiente pra manter o atrito sem fazer barulho.
Ela ficou quieta um segundo, depois assentiu devagar.
— Vem pra cá jantar comigo?
Eu senti um espasmo fudido, o tesão voltou que nem uma máquina, quente e urgente. O consolo dentro, a voz dela baixa e calma me acertando direto no clitóris sem nem tocar.
— Vou... — respondi quase sussurrando, o quadril mexendo sozinho, empurrando contra o brinquedo.
A voz dela me dava tesão. Cada sílaba parecia roçar em mim. Assenti sem falar, o tesão voltando forte só de ouvir a voz dela calma.
Mantive o consolo enfiado até o talo, a base grossa pressionando o clitóris inchado toda vez que eu respirava fundo. O corpo inteiro latejava, pele arrepiada, suor escorrendo pela nuca e entre os seios. O cheiro de sexo quente subia do lençol amassado, misturado com o perfume velho dela que ainda grudava no travesseiro.
— Mara… o que tem pra comer? — perguntei, voz rouca, quase quebrando no final. O consolo mexia sozinho com o tremor das minhas coxas, a curva acertando fundo, roçando aquele ponto que fazia faíscas subirem pela coluna.
Ela riu baixo, o som vibrando direto na minha buceta como se estivesse lambendo ali.
— Macarrão com molho de tomate caseiro, carne moída bem temperada, cebola caramelizada, alho fritinho… tem queijo ralado — parmesão de verdade e não esses de supermercado — por cima derretendo. Cheiro bom pra caralho aqui, você precisa sentir isso.
O cheiro imaginário invadiu minha cabeça junto com a voz. Empurrei o consolo mais fundo, sentindo a pressão no útero, uma dorzinha gostosa que me acendeu os peitos. Meu quadril subiu sozinho, rebolando curto, o atrito molhado fazendo um barulho baixo e indecente que só eu ouvia.
— Eu preciso levar alguma coisa? — continuei, mordendo o lábio inferior até sentir doer. Os dedos da mão livre apertaram o mamilo duro, torcendo de leve, o choque descendo reto pro clitóris.
— Não precisa, menina. Só vem com fome… e com vontade.
— Sério que foi você que cozinhou? — a voz saiu entrecortada, um gemido quase escapando. O consolo entrava e saía mais rápido agora, o útero contraindo em espasmos curtos, o líquido quente escorrendo pelas coxas e molhando o lençol embaixo da bunda. A pergunta nem fazia sentido.
— Claro. Gosto de cozinhar pra quem merece. — Ela falou devagar, cada palavra arrastada, como se estivesse sussurrando no meu ouvido.
— Que prendada essa mulher… — murmurei, quase sem ar. O prazer subia em ondas pesadas, o corpo inteiro tenso, músculos das coxas tremendo violentos. O consolo batia fundo toda vez, a base esmagando o clitóris, faíscas explodindo atrás dos olhos.
— Onde você mora? — consegui perguntar, voz falhando, respiração rasa e quente.
— Perto do bar, quatro quadras. Te mando o endereço agora.
— Me passa o endereço… — sussurrei, o orgasmo se armando como uma corda esticada prestes a romper. O consolo dentro pulsava junto com meu coração, o útero apertando forte, o clitóris latejando sob a pressão constante.
— Já vou enviar por mensagem, espera aí.
“Espera aí”. A frase caiu como um tapa molhado. O corpo travou. Gozei forte, silenciosa, mordendo o antebraço até deixar marca. As contrações vieram violentas, apertando o consolo lá dentro, o líquido quente jorrando em espasmos, escorrendo pelas coxas, pingando no lençol. O quadril tremeu descontrolado, as costas arqueando, um gemido abafado escapando entre os dentes. A visão escureceu nas bordas, o prazer me atravessando devagar, pesado, interminável, como se o corpo inteiro estivesse sendo sugado pra dentro de mim mesma.
Quando amansou, tirei o consolo devagar, o vazio latejando, o corpo mole e suado na cama. A tela ainda mostrava o rosto dela, calmo, sem saber de nada.
— Recebeu? — perguntou, inocente.
— Recebi… — respondi, voz fraca, rouca, o peito subindo e descendo rápido. — Tô indo.
Eu não nem tinha visto se ela mandou mesmo o endereço.
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