Capítulo 23
— Transar chapada — soltou baixo, a voz saindo rouca, carregada, como se cada palavra fosse um toque. — Nossa, é como se tudo ficasse lento e mais sensível, uma coisa que não dá pra descrever direito. A pele reage de um jeito preguiçoso, quente, arrastado, sabe? Cada roçar vira faísca, cada beijo estica pro infinito, o corpo inteiro acorda pedindo mais, latejando em câmera lenta até você explodir devagar, tremendo por dentro.
Ela fez uma cara de desejo puro, os olhos distantes por um segundo, como se estivesse lembrando de uma foda específica, o peito subindo mais rápido sob a blusa solta, os bicos marcando o tecido fino. Senti uma dorzinha bater lá embaixo, quente e urgente, o clitóris latejando de leve só com a imagem que ela pintava, o corpo traindo com um formigamento que subia pelas coxas. Mordi o lábio inferior involuntariamente, forte o suficiente pra doer um pouquinho, o gemido quase escapando, e ela viu — os olhos dela desceram pros meus lábios inchados, depois voltaram pros meus olhos, o sorriso crescendo safado.
— E beijar então? — continuou ela, voz mais baixa ainda, arrastada pela maconha, inclinando o rosto pro meu, tão perto que eu sentia o calor da respiração dela batendo na minha boca. — Nossa, é muito bom. A língua desliza devagar, quente, como mel grosso, cada sucção estica, o gosto da outra pessoa gruda na pele, no nariz, e você sente tudo dobrado, triplicado, até o ar ficar grosso de tesão.
— Beijar? — repeti devagar, a voz saindo mole, rouca, os olhos grudados nos dela que me fitavam com uma expressão maliciosa, os lábios dela brilhando úmidos do vinho e da fumaça. Era como se o rosto dela se movesse pouco a pouco, em câmera lenta, os olhos semicerrados de tesão evidente, as pupilas dilatadas engolindo a luz fraca do abajur.
Sim, eu descobri ali, na porra da primeira tragada: fumar maconha me dá um tesão enoorme, daqueles que acendem devagar e queimam tudo por dentro, o corpo inteiro formigando. Meu quadril se mexeu sozinho no sofá, roçando de leve na almofada, e eu prendi a respiração, sentindo o cheiro dela invadir meu nariz, misturado com a fumaça doce, me deixando tonta de vontade.
E ela veio, sem mais aviso, o corpo deslizando no sofá como fumaça preguiçosa, invadindo completamente meu espaço pessoal até eu ficar sem ter pra onde correr — encostada no braço do sofá, as costas coladas no tecido macio, o joelho dela entre os meus agora, pressionando de leve, quente sob o short jeans curto. Confesso: apesar da coragem zero piscando na cabeça como neon vermelho, eu não queria fugir mesmo. Chapada de maconha pela primeira vez, o mundo inteiro rodando lento e doce, o tesão acendendo devagar como brasa, eu só queria me jogar, deixar ela me guiar pra onde aquilo ia dar, o corpo todo formigando de expectativa.
Mara encostou o rosto no meu primeiro, nariz roçando o meu num toque fantasma, quente e úmido, a respiração dela batendo nos meus lábios como vapor morno de vinho e fumaça doce. Os olhos castanhos fundos se semicerraram, brilhando de tesão lento, e a boca dela veio — macia, inchada, pressionando a minha devagar, como se cada milímetro fosse um segredo sendo desembrulhado. Não foi beijo bruto, não; foi lento, gostoso pra caralho, sensorial até doer de tão vivo: os lábios dela quentes e cheios se moldando aos meus, úmidos de saliva e vinho tinto encorpado, o gosto terroso da maconha grudando na língua quando ela roçou a ponta devagar, lambendo o contorno inferior como se provasse mel grosso. Eu soltei um suspiro rouco, o corpo amolecendo na hora, e abri a boca pra ela, sentindo a maconha esticar tudo — cada toque virando eternidade, a pele da boca pulsando sensível, faíscas quentes subindo pela nuca e latejando direto na buceta, que inchava devagar, úmida e quente pedindo mais.
A língua dela invadiu preguiçosa, rodando em círculos longos e molhados contra a minha, sugando de leve com uma pressão que parecia sugar o ar dos meus pulmões, saliva escorrendo espessa pelo canto da boca, o som pequeno e indecente de chupada ecoando no silêncio do apartamento. Cada volta da língua mandava ondas pelo corpo: pele arrepiando devagar, mamilos endurecendo sob a camiseta fina, roçando o tecido e enviando choques retos pro ventre. Eu gemi baixinho na boca dela, um som bobo e chapado, e sorri contra os lábios dela, o riso molhado misturando com o tesão, os dentes roçando de leve os dela num morder suave, brincalhão.
A mão dela subiu pro meu rosto primeiro, palma aberta e quente envolvendo a bochecha, polegar traçando o osso da mandíbula devagar, pressionando pra me manter colada, guiando o beijo mais fundo enquanto os dedos se enfiavam no cabelo da nuca, puxando de leve, possessivo. Desceu pro pescoço depois, unhas riscando a pele sensível da traqueia, traçando a veia que pulsava rápida, o toque leve como pluma mas incendiando tudo — formigamento quente subindo pela coluna, o corpo todo se derretendo, mole como manteiga no calor dela. Chegou no ombro exposto pela alça da camiseta escorregando, apertando a carne macia com firmeza preguiçosa, massageando em círculos lentos que faziam minha pele latejar, sensível pra caramba, cada poro acordando, pedindo mais. Eu quase me dissolvi ali, o quadril se mexendo sozinho contra o joelho dela, gemendo rouco na boca, o tesão dela espelhando o meu — sorriso safado roçando os meus lábios entre chupadas, respiração pesada e entrecortada, corpo pressionando mais, seios esmagando no meu braço.
Ela afastou os lábios por um fiapo, só o suficiente pra lamber meu lábio inferior inchado, sugando com dentes num morder leve, e murmurou contra minha boca, voz rouca e baixa, olhos cravados nos meus, pupilas dilatadas de desejo puro, sorriso petulante brilhando:
— Posso fazer o que eu quiser com você?
Entre para comentar
Para participar dos comentários, faça login com a sua conta! É rapidinho!