Capítulo 26

Só existia aquela sensação: o ventre apertado pela mão dela, a buceta cheia e latejante, o clitóris sendo adorado devagar, o prazer subindo em ondas grossas que ameaçavam me romper a qualquer segundo.

E ela ainda não deixava.

Me mantinha ali, suspensa num fio invisível de prazer que esticava e esticava sem romper. O corpo inteiro tremia, músculos das coxas contraindo em espasmos curtos, útero apertando em ondas que subiam e desciam sem alívio. Implorava com o quadril, com os gemidos roucos que escapavam sem controle, com o clitóris inchado que latejava pedindo misericórdia.

— Ainda não, linda… — murmurou contra a parte interna da minha coxa, voz rouca e quente vibrando direto na pele molhada, como se as palavras fossem lambidas. — Me dá sua mãozinha, dá?

Desci um braço sem entender, pesado, lento, e ela guiou meus próprios dedos até minha buceta. Colocou-os ali, exatamente onde eu mais precisava, e ordenou baixo, quase um sussurro mandão:

— Se toca pra mim.

Eu obedeci.

Os dedos escorregaram fáceis na umidade toda, circulando o clitóris devagar porque qualquer pressão mais forte ameaçava me jogar no abismo. Enquanto eu me tocava, ela se levantou. Ficou de pé na minha frente, me olhando com um sorriso satisfeito, olhos semicerrados como quem admira uma deusa caída no sofá. E então se despiu sem pressa.

A blusa saiu primeiro, revelando os seios redondos, um levemente maior que o outro — assimetria linda, humana, perfeita. Mamilos grandes, bicos grossos e escuros, já duros de tesão. A barriguinha ligeiramente protuberante, suave, arredondada como uma entidade antiga da fertilidade, me fez salivar sem querer. Ela desceu o short e a calcinha juntos, jogando tudo na cadeira ao lado. Permitindo-se ficar nua por inteira. A pele brilhando de suor leve, coxas grossas, sexo exposto, lábios inchados e úmidos reluzindo na luz fraca do abajur.

Que mulher!

Ela me posicionou mais ao centro do sofá, com as mãos firmes nos meus quadris, me abrindo ainda mais. Ela poderia ter me feito gozar de mil formas: mão por fora esfregando rápido, dedos dentro curvando forte, boca sugando o clitóris até eu gritar. Ou até com o cotovelo se quisesse, mas Mara tinha um jeito dela, um jeito que me excitava e me matava ao mesmo tempo.

Ela subiu por cima de mim com cuidado e eu achei que ia sentar na minha cara, que ia me sufocar com o peso quente e molhado dela. Mas não. Ela cruzou as pernas com as minhas e sentou devagar, encaixando o sexo quente e melado no meu.

Foi como se dois lábios se beijassem.

Um beijo apaixonado, lento, profundo. O calor dela se misturou ao meu na hora. Os clitóris se tocaram, inchados, sensíveis, escorregadios. Ela começou a mexer o quadril em círculos curtos, pressionando, roçando, esfregando. A tesourinha veio voraz, sem aviso.

O prazer explodiu em múltiplas camadas.

Cada movimento dela mandava ondas que se chocavam dentro de mim. Meu clitóris roçava no dela, quente, molhado, o atrito perfeito porque estávamos as duas encharcadas, os sucos se misturando, escorrendo pelas coxas, pingando no sofá. Eu gemia alto agora, sem vergonha, sem filtro. Coloquei a mão na boca pra abafar, mordi os dedos, mas os sons vazavam mesmo assim — gemidos roucos, choramingos, risinhos nervosos misturados com desespero. A outra mão apertou meu próprio peito, dedos torcendo o mamilo com força porque a dorzinha aguda só aumentava tudo.

Ela acelerou.

O quadril dela batia no meu em ritmo crescente, voraz, os seios balançando devagar acima de mim, barriga macia roçando na minha. Eu sentia cada detalhe: o calor úmido do sexo dela colado no meu, os clitóris se esfregando em círculos apertados, o atrito que fazia faíscas subirem pela coluna, o útero contraindo forte como se quisesse sugar tudo pra dentro.

O primeiro orgasmo veio como uma onda que não avisa.

Começou fundo, no ponto que ela tinha massageado antes, subiu rápido, apertou o ventre inteiro e explodiu. Minhas coxas tremeram violentas, o quadril empurrou contra o dela sem controle, um grito abafado na mão, lágrimas quentes escorrendo pelos cantos dos olhos. O corpo inteiro convulsionou, buceta apertando no vazio, clitóris pulsando contra o dela em espasmos longos e gostosos.

Mas ela não parou. Continuou mexendo, mais devagar agora, prolongando.

O segundo veio em cima do primeiro, sobreposto, como se o prazer não tivesse onde mais ir e resolvesse se acumular de novo. Mais fundo, mais lento, mais intenso. Eu arqueei as costas, unhas cravando nas minhas próprias coxas, gemendo louca, o corpo tremendo inteiro como se estivesse sendo atravessado por eletricidade morna. O clitóris latejava tanto que doía de bom, o útero contraindo em ondas que pareciam não acabar nunca.

O terceiro foi louco e eu me desfiz.

O prazer virou uma coisa sem forma, sem começo nem fim. Só sensação pura: calor molhado se misturando, clitóris roçando no dela em atrito perfeito, quadris batendo, gemidos se misturando no ar denso de maconha e sexo. Eu gritei baixo, mão na boca mordendo forte, lágrimas escorrendo, corpo convulsionando em ondas que subiam e desciam sem parar. O orgasmo se esticou, se prolongou, virou múltiplos ao mesmo tempo, um dentro do outro, até eu não saber mais onde terminava um e começava o outro.

Quando amansou, eu estava mole, tremendo... ofegante.

Ela desceu devagar, deitou o corpo quente em cima do meu, seios colados nos meus, barriga na minha barriga, sexo ainda encostado no meu, molhado, latejando juntos. Beijou minha boca devagar, língua preguiçosa, gosto de vinho, maconha e nós duas misturados.

Eu sorri contra os lábios dela, olhos fechados, corpo exausto e pleno.

— Você é uma menina muito fácil de fazer gozar sabia? Privilegiada, eu queria ser assim.

Eu quis retrucar alguma coisa, ou mandar ela calar a boca, mas me mexer era fazer o corpo vibrar de novo e eu fiquei ali, quietinha com ela pesando sobre mim, relaxando gostoso.

Continua...