Capítulo 27

Eu fiquei ali deitada naquele sofá apertado, curtindo toda a paz do momento. Era estranho de certo modo. Eu tinha gostado, claro, mas era algo pra mim meio sem sentimento. Fiquei pensando: "poxa, qual foi a última vez que alguém me convidou, ofereceu um jantar e depois me comeu com calma?" Eu não lembrava disso ter acontecido. E ela não forçou nada. Foi tudo natural, gostoso, sem pressa.

Era bom me sentir acolhida e desejada dessa forma. Eu não era boba, sabia que aquela mulher tinha executado um plano direitinho pra transar comigo. E eu não caí feito uma patinha — eu me joguei. Claro que eu queria. Não sou criança.

Estava ali deitada com ela no sofá, trocando beijos preguiçosos e fazendo carinhos leves, completamente relaxada, quando vi meu telefone vibrando em cima da mesa.

— Seu telefone está tocando, não vai atender? — ela perguntou baixinho, a voz ainda rouca.

Eu olhei de canto. Não precisava conferir pra saber quem era. Lelê tinha me ligado um monte de vezes. No geral ela era desligada, mal me dava atenção, e agora, justo hoje, parecia que sabia exatamente o que eu estava fazendo e não parava de insistir.

— Eu sei quem tá ligando e não quero atrapalhar a minha paz — respondi, puxando ela mais pra perto. — Se tiver te incomodando, eu desligo.

Ela sorriu, passou a perna por cima da minha e deu um beijo lento no meu pescoço.

— Então desliga… A gente ainda não terminou aqui.

E aí que eu me dei conta da merda. Eu não queria desligar. Eu só queria estar bem com a Lelê, queria que ela me respeitasse, me desse uma boa explicação pro que tinha acontecido.

— Ah! Tá muito longe, não quero sair dos seus braços! — falei me esticando preguiçosamente e serpenteando meu corpo por cima dela com uma sensualidade desajeitada de uma cabra.

Mara me olhou feliz quando percebeu o que eu queria. Os olhos dela brilharam.

— Minha vez… Será que eu consigo arrancar uns bons gemidos de você?

Ela sorriu, fez menção de falar algo, mas preferiu ficar quieta. Eu desci pelo corpo dela devagar. A pele de Mara era diferente, mais grossa que a minha, mas ao mesmo tempo suave e aveludada, bem hidratada, pele de quem se cuida. Era extremamente agradável ao toque.

Fui descendo pela barriga dela, beijando devagar, sentindo o calor subir. Minhas mãos acompanhavam o caminho, deslizando pelos lados do corpo, apertando de leve a cintura, descendo pelas coxas. Cada beijo que eu dava deixava uma marca molhada na pele dela. Mara respirava mais fundo, o peito subindo e descendo, e eu sentia o corpo dela reagindo aos meus toques.

Aqui está a versão aprimorada com muito mais sensações táteis:

Quando cheguei na pelve dela, parei por um segundo só pra olhar de perto. Nossa… era grande. Os lábios eram cheios, carnudos, bem desenhados e completamente depilados. O que mais me impressionou foi a umidade. Eu sempre achei que com o passar da idade as mulheres ficassem mais secas, mas com Mara isso era um mito. Ela estava encharcada. Tudo brilhava, inchado, num tom arroxeado lindo, o clitóris aparecendo inchadinho no topo.

Eu abaixei o rosto e chupei.

A primeira coisa que senti foi o calor. A pele dela estava quente, quase febril contra minha boca. Passei a língua plana bem devagar desde a entrada até o clitóris, sentindo a textura macia e molhada dos grandes lábios — eram grossos, carnudos, escorregadios de tanto tesão. O gosto era forte, doce e levemente salgado, e a umidade dela era tanta que escorria pela minha língua, pelo queixo, pingando devagar.

Quando rodeei o clitóris com a ponta da língua, ele pulsava contra mim, duro e quente, como um pequeno coração latejando. Eu o chupei devagar, sentindo ele inchar ainda mais entre meus lábios. Mara soltou um gemido grave e apertou os dedos no meu cabelo. Eu desci novamente, enfiando a língua entre os lábios grossos, sentindo as paredes internas quentes, macias e encharcadas me apertarem. Era como mergulhar em veludo molhado e quente.

Subi e desci a língua várias vezes, lambendo tudo, sentindo a textura diferente de cada parte: os lábios externos mais firmes, os internos finos e sedosos, o clitóris pequeno e rígido. Quanto mais eu chupava, mais ela escorria. O líquido quente escorria pela minha boca, pelo meu queixo, molhando meu pescoço. O cheiro dela subia forte, inebriante, me deixando zonza.

Mara mexia o quadril devagar contra meu rosto, esfregando a buceta molhada na minha boca e no meu nariz. Eu sentia os músculos das coxas dela tremendo contra minhas bochechas, a pele lisinha e quente apertando minha cabeça. Cada vez que eu sugava o clitóris com mais força, ela arqueava as costas e cravava as unhas no meu couro cabeludo, um arrepio percorrendo todo o corpo dela.

Eu estava completamente molhada, o rosto encharcado, o queixo pingando, os lábios inchados de tanto chupar. E quanto mais eu sentia o gosto, o calor e a textura dela na minha boca, mais eu queria continuar.

Uma das melhores coisas que eu descobri no sexo com mulheres foi o oral. Tanto fazer quanto receber. Juro que eu não sei qual eu prefiro. Embora eu ainda não tenha tanta experiência em fazer, a sensação sensorial é mágica. Meus lábios ficam levemente formigando, sensíveis e inchados de tanto sugar, e meu cérebro recebe uma carga absurdamente alta de estímulos. E meu Deus, como isso me excita.

E Mara era uma delícia de chupar.

Eu sentia o calor úmido dela contra minha boca, a pele macia e quente dos lábios grossos deslizando nos meus. Cada vez que eu passava a língua por toda a extensão, recolhia aquele mel quente e viscoso que escorria sem parar. O gosto era forte, doce, levemente salgado, e quanto mais eu chupava, mais ela produzia. Meu queixo já estava molhado, pingando, e o nariz ficava enterrado naquela carne quente e macia.