Capitulo 31
O choque frio me fez arquear as costas, um gemido baixo escapou antes que eu conseguisse segurar. A água batia forte, gelada, pulsando contra o ponto inchado, e eu segurei o chuveirinho firme, abrindo mais as pernas. Movia o jato devagar, de cima pra baixo, depois em círculos, sentindo a água escorrer pelos lábios e pingar no vaso. O frio contrastava com o calor que tava lá dentro, e o prazer subia rápido, pesado, me deixando sem ar.
Enfiei dois dedos de novo, agora com a água batendo junto, fodendo eu mesma enquanto o jato gelado castigava o clitóris. As coxas tremiam, o ventre contraía, o corpo todo se apertando em volta dos dedos. “Vou gozar… porra, vou gozar…”
O orgasmo veio forte, repentino, me fazendo morder o próprio braço pra não gemer alto demais. As paredes internas apertaram meus dedos em espasmos, a buceta pulsando contra o jato gelado, o prazer explodindo em ondas que me deixaram mole, tremendo, ofegante. A água continuava batendo, prolongando tudo, até eu não aguentar mais e desligar o chuveirinho com a mão trêmula.
Fiquei ali sentada, pernas abertas, o peito arfando, a buceta latejando de leve com os últimos tremores. “Caralho, Violeta… você tá fodida mesmo.” O corpo tava satisfeito, mas a cabeça? A cabeça ainda tava cheia dela. E amanhã a gente ia se ver na faculdade. “Como eu vou olhar na cara dela depois disso tudo?”
Eu ainda tava sentada no vaso, pernas abertas, buceta latejando gostoso do orgasmo gelado quando o celular vibrou em cima da pia.
“Caralho, agora não…”
Olhei de canto e vi o nome dela brilhando. Lelê. Chamada de vídeo. Meu coração deu um salto idiota, raiva misturada com aquele tesão que ainda não tinha baixado. Não pensei, só peguei o telefone e atendi sem ligar a câmera.
— Oi, Lelê… fala.
Minha voz saiu rouca, fingindo entendiada.
— Tá puta comigo ainda, nome de flor?
Ela já foi direto, com aquele tom debochado de sempre. Eu cocei os olhos, meio com sono e cansada, mas escondendo a excitação que ainda pulsava entre as pernas.
“Porra, Violeta, você acabou de gozar pensando nela e agora tá falando com ela? Que ridícula.”
— Não, tô com sono só… — fiz uma pausa, o coração apertando forte no peito, obrigando as palavras saírem. — Sua amiga foi embora?
Lelê pareceu não entender as entrelinhas, ou fingiu que não. Falou displicente:
— Pô, ela veio dar um salve e meteu o pé depois. Ficou bolada de eu estar te ligando direto, sabe?
— Hummm… — soltei um murmúrio, sem saber se acreditava naquela história.
Do outro lado ela tava com a câmera aberta, mexendo nas coisas do quarto: ajeitando a cama, jogando livro pro lado, até que pareceu deitar. O barulho do colchão chegou claro.
— E tu, tá fazendo o que?
— Eu vim tomar banho.
— Você tá no banheiro, cadê? Mentira, só acredito vendo.
Eu ri baixo, nervosa. “Não é possível que ela tá pedindo isso justo agora.”
— Eu não vou ligar a câmera, Lelê.
— Não, pera aí, deixa eu te dar um incentivo então.
A câmera dela girou de repente, me deixando tonta por um segundo. Quando parou… lá estavam os peitos dela. Pele muito branca, bicos rosados quase desbotados, lisinhos, relaxados, com aquele piercing brilhando no mamilo esquerdo.
Eu ri, um riso curto e safado que escapou sem querer.
— Pronto, sua vez — disse ela, girando a câmera de volta pro rosto com um sorriso petulante.
— Lelê, eu tô chateada com você. Eu não vou aparecer pelada nunca mais. Esquece.
Ela ignorou completamente o que eu disse, como se eu tivesse falado do tempo.
— Então vou ter que pegar pesado com você…
A câmera girou de novo, tremendo, descendo. Eu vi o short dela sendo abaixado, a barriguinha, o osso do quadril… e gritei antes que chegasse mais baixo:
— Ei, garota! Eu não quero ver sua xereca! Se tu mostrar eu vou bloquear, hein!
Meu coração tava disparado, a buceta deu outra apertadinha involuntária só de imaginar. Eu ainda tava nua no vaso, pernas abertas, o chuveirinho largado do lado, e agora ela querendo me mostrar tudo.
“Caralho…”
A garota era habilidosa. Enquadrou a buceta dela bem de perto, lisa, quase sem nada. Aqueles pelinhos ralos e loirinhos eram tão finos que só quem já tinha chegado bem perto conseguia ver. Perfeita. Inchadinha, rosada, brilhando de um jeito que me fez lembrar do gosto doce e quente que eu tinha sentido na boca dela. Minha boca salivou sem pedir licença.
Mas o cheiro que ainda tava grudado em mim era o da Mara. Forte, maduro, um pouco mais forte. Aquilo me deu um nó no estômago por um segundo. “Putz, Violeta… você tá aqui babando pela Lelê enquanto ainda tá com o cheiro da outra na pele? Que merda é essa?”
— Valeu, Lelê, obrigada. Já vi, tá? Coloca a câmera virada pro rostinho, vai? — falei rápido, voz risonha de vergonha, tentando disfarçar o tesão que subia de novo.
— Não pô, uma hora dessa, duas gatas se falando… tem que rolar uma pepeca. Já que não é a sua, vai a minha. Espera aí.
Ela se levantou, largou o celular virado pro teto e eu fiquei ali, curiosa pra caralho, coração batendo forte no peito.
“Não olha, Violeta. Desliga. Desliga essa porra agora.”
Mas eu não desliguei. Fiquei parada, nua no vaso, pernas ainda abertas, buceta molhada latejando enquanto ouvia ela mexendo no quarto. O teto branco do celular dela girando de leve, o barulho de roupa caindo, e eu imaginando aquela bundinha lisa e branca se mexendo.
Minha mão desceu sozinha de novo, devagar, só pra sentir. Um toque leve no clitóris ainda sensível e eu mordi o lábio pra não gemer.
Eu tô ferrada… completamente ferrada.
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