Capítulo 28

Eu não me lembro da última vez que gozei assim com ele. Foi visceral, bruto, como se meu corpo inteiro tivesse sido atravessado por um raio. Eu me sentia poderosa, dona de tudo, como se o caminhão de merda que existia entre nós tivesse desaparecido por alguns segundos. O orgasmo não veio devagar, não anunciou, não deu aviso. Explodiu de repente, varrendo tudo. Eu chamava ele de lixo, de merda, de corno, cuspia as palavras com raiva e tesão misturados, e veio forte, me fazendo tremer inteira, gritar rouca, acordar os vizinhos com os gemidos que saíam sem controle.

Caí estatelada na cama, procurando ar, o peito subindo e descendo rápido, o corpo suado e mole. Junior me olhou de cima, satisfeito, com aquele sorrisinho de quem acha que fez algo certo. Aquilo me irritou na hora. Eu amava ele, mas odiava ver ele tão infeliz, tão submisso, tão disposto a engolir qualquer humilhação. E o pior: mesmo pisando nele, mesmo cuspindo veneno, o idiota parecia gostar. O pau dele ainda latejava, duro, melado da nossa mistura, como se cada xingamento tivesse feito ele inchar mais.

— Deixa eu comer seu cuzinho também? — ele falou com uma cara de pedinte.

— Cala a boca seu corno de merda, eu já falei que o cu é dele.

As palavras saíram secas, cortantes. Eu tinha entrado no jogo de vez. Elas mexiam com ele e comigo. O pau dele deu um pulo só de ouvir, os olhos brilharam com aquela mistura doentia de vergonha e tesão que eu estava começando a reconhecer.

— Vai pegar uma água. E vai e volta pelado.

Ele saiu pela porta obediente como um cão treinado, sem questionar, sem reclamar. O som dos pés descalços no corredor, o silêncio depois. Eu fiquei ali deitada, pernas abertas, buceta ainda pulsando, latejando de tanto tesão acumulado. Procurei no meu banco de dados mental da sacanagem como expandir aquilo. Eu era péssima com essas coisas, nunca gostei da ideia de humilhar alguém, mas agora, vivenciando na pele, eu sentia o gosto. Era bom. Era viciante. Ver ele se derreter, se humilhar, se excitar com a própria dor... aquilo me dava um poder que eu não sabia que precisava.

Quando ele voltou com o copo na mão, nu, o pau ainda semi-duro balançando entre as pernas, eu peguei a água e bebi devagar, sentindo o líquido gelado descer pela garganta seca. Ele ajoelhou na cama, sentou nos calcanhares, esperando como um cachorro fiel. Olhos baixos, respiração pesada, esperando o próximo comando.

— Você quer ver eu dando?

— Sim.

A resposta veio rápida, rouca, sem hesitar.

— Você sabe que eu fodo a Manu também, né?

Ele não sabia. Na hora o rosto dele mudou, brilhou de um jeito estranho, uma mistura de choque e excitação pura.

— Não... eu sabia que ela estava no dia do cara, reconheci uma voz e achei que fosse dela. Mas não tinha certeza.

— E você não se importa?

— Não.

A palavra saiu baixa, mas firme. Ele engoliu seco, o pau dando outro pulo.

— E se eu der pra um amigo seu?

Claro que eu não pensava nisso de verdade, não naquele momento. Foi só pra cutucar mais fundo, pra ver até onde ele aguentava.

Ele parou. Pensou. A coisa pareceu doer de verdade. O rosto dele contraiu, os olhos baixaram por um segundo, como se doesse imaginar. Mas o pau não mentia: voltou a endurecer levemente.

— Você não gosta de ser corno? Então, e se eu quiser dar pra um amigo seu? Me responde, animal. — O animal saiu mais forçado do que verdadeiro, eu queria ofender, eu estava tentando.

Ele respirou fundo, a voz tremendo quando falou.

— Se for pra te ver gozando... eu aguento. Eu aguento tudo.

Eu ri baixo, sacana, sentindo o poder crescer dentro de mim como uma onda quente. Estiquei a perna, encostei o pé no peito dele e fui subindo até o rosto, sem ele reclamar.

— Chupa meu pé, corno. Porque eu vou te contar como eu quero que seja a próxima vez.

A ideia me veio na cabeça naquele instante, e na hora eu senti que ele gostou. Os olhos dele se arregalaram, o pau deu um pulo forte, latejando no ar como se tivesse vida própria. Ele abriu a boca devagar, obediente, e eu enfiei o dedão entre os lábios dele. A língua quente dele envolveu meu pé inteiro, lambendo a sola, chupando cada dedo com uma devoção doentia que me fez arrepiar da cabeça aos pés.

— Sem se tocar, tá me ouvindo?

Ele assentiu com a boca cheia, os olhos fixos nos meus, cheios de uma mistura de humilhação e tesão puro. Eu amava aquilo. Amava ver ele se dobrar, se reduzir, se entregar sem luta. O gatilho era mental, era o poder absoluto de fazer um homem lamber meu pé suado depois de eu ter gozado gritando outro nome na cabeça dele. Meu corpo inteiro vibrava com isso. A buceta latejava de novo, molhada só de ver a servidão dele, de sentir a língua quente deslizando entre meus dedos, limpando cada centímetro como se fosse um privilégio.

Eu empurrei mais fundo, fazendo ele engasgar de leve, depois tirei devagar, deixando um fio de saliva escorrer do canto da boca dele pro queixo. Ele respirava pesado, ofegante, o peito subindo e descendo rápido.

— Quero que seja com um negão, corno. Um cara alto, grosso, pau preto enorme que mal cabe na minha mão. Vou te chamar pra assistir. Você vai ficar sentado na cadeira do canto do quarto, pelado, mãos amarradas nas costas, sem poder tocar. Ele vai me jogar na cama, abrir minhas pernas e meter tudo de uma vez, sem dó. Eu vou gritar alto, gemer o nome dele, dizer que o pau dele é muito melhor que o seu, que ele me abre de um jeito que você nunca conseguiu.

Enquanto falava, eu passava o pé devagar pelo peito dele, descendo pelo abdômen suado, sentindo os músculos contraírem sob a sola. Ele gemia baixo, os olhos vidrados, o pau babando escorrendo pela cabeça e pingando na barriga.

— Ele vai me virar de quatro, bater na minha bunda até ficar vermelha, depois meter fundo na buceta, socando forte, me fazendo gozar uma, duas, três vezes na cara dele. E você vai ver tudo, corno. Vai ver minha buceta esticada em volta daquele pau preto, vai ver eu rebolar pedindo mais, vai ver eu chupar ele depois, engolindo tudo até a garganta, lambendo as bolas pesadas enquanto ele geme que sou a melhor puta que já comeu.