Capítulo 32

Coloquei a xícara vazia na bancada com força. Subi na pia num pulo. O granito gelado mordeu minha bunda nua na hora. A água da torneira tinha molhado toda a bancada e, molhou a calcinha inteira assim que eu encostei a bunda, senti o nervoso do frio batendo direto no clitóris por cima do tecido fino. Um choque frio que me fez soltar um suspiro rouco, quase gemido.

Júnior virou o rosto. Olhos arregalados, boca entreaberta, a esponja pingando na mão parada no ar. Não entendeu porra nenhuma.

Eu abri as pernas devagar, sentindo a calcinha grudar na pele quente e inchada, o tecido agora marcava cada curva. A água continuava caindo, e ele já não mais lavava a panela limpa.

— Júnior… — minha voz saiu grossa, mandona. — Abaixa aqui e me chupa. Você tem cinco minutos pra me fazer gozar.

Ele piscou duas vezes, rápido. Largou a esponja na pia com um ploc molhado. Ajoelhou devagar, os joelhos batendo no piso frio com um som seco. O rosto ficou na altura exata da minha buceta. O hálito quente dele bateu primeiro na pele molhada, depois a ponta da língua roçando o tecido ensopado, hesitante.

Eu agarrei o cabelo dele com as duas mãos, puxei forte pra frente, colando o nariz dele na calcinha.

— Tira com a boca. Agora.

Os dentes dele pegaram a borda da renda. Puxaram devagar pra baixo. O tecido deslizou pelas coxas molhadas, grudou um pouco na pele antes de cair no chão com um som úmido. O cheiro da minha excitação subiu forte, misturado com sabão e café. Ele respirou fundo pelo nariz, os olhos fechados por um segundo, como se estivesse se afogando.

A língua veio quente, aberta, lambendo da entrada até o clitóris numa passada lenta e pesada. Eu arfei, as costas arqueando contra o espelho frio atrás de mim. Ele lambeu de novo, mais fundo, abrindo os lábios com a ponta da língua, explorando a umidade que escorria sem parar. Chupou o clitóris com pressão, sugando devagar, depois mais forte, a língua girando em círculos apertados.

Minhas coxas tremeram. Os dedos cravados no cabelo dele puxaram mais, forçando a boca contra mim. O som molhado da língua dele na buceta enchia a cozinha, misturado com os gemidos baixos que escapavam da minha garganta sem eu mandar.

— Isso… chupa direito, corno… mais forte… — minha voz saiu entrecortada, rouca.

Ele obedeceu. Enfiou a língua fundo, depois voltou pro clitóris, chupando com fome, os lábios envolvendo tudo, sugando até doer de tão gostoso. A água ainda pingava da torneira aberta, molhando o cabelo dele, escorrendo pelo rosto, misturando com a minha umidade. O cheiro era puro sexo: salgado, quente, molhado.

Eu sentia o gozo subindo rápido, apertado, violento. As coxas tremiam mais forte, o ventre contraindo, os mamilos doendo de tão duros contra a camiseta.

— Quatro minutos… — gemi, olhando o relógio de relance. — Anda, porra… me faz gozar…

Ele acelerou. Língua rápida no clitóris, dois dedos entrando fundo na buceta, curvando pra cima, batendo no ponto certo enquanto chupava sem parar. O som era obsceno: molhado, guloso, desesperado.

Eu gozei de repente. O corpo inteiro travou, as costas batendo no ladrilho da parede jogando os utensílios no chão, um grito rouco rasgando a garganta. A buceta pulsou forte em volta dos dedos dele, escorrendo quente pela mão, pelas coxas, pingando na pia. As pernas tremeram tanto que quase escorreguei.

Ele continuou lambendo devagar, limpando tudo, até eu empurrar a cabeça dele pra trás com um suspiro exausto.

— Levanta. — ordenei, ainda ofegante.

Ele se ergueu devagar, o pau agora duro, latejando, melado de pré-gozo, a boca brilhando com a minha umidade.

Eu desci da pia, as pernas bambas. Peguei a calcinha molhada do chão, joguei na cara dele.

— Lava e pendura no varal e limpa essa bagunça que eu não quero cozinha zoneada.

Saí da cozinha sem olhar pra trás, o corpo ainda tremendo de dentro pra fora, como se cada nervo estivesse carregado de eletricidade. O gosto do poder ainda grudado na língua, quente, salgado, viciante. A buceta latejava tanto que eu sentia o pulsar ecoando nas coxas, molhada de novo, escorrendo devagar pela pele quente. Poderia dar pra um batalhão inteiro ali mesmo, sem fôlego, sem pensar. Se Manu estivesse na sala, eu a jogaria no sofá e faria ela gemer até esquecer o próprio nome. Mas não. Trabalho. Maldito trabalho.

Corri pro banheiro, abri o chuveiro no máximo quente. A água bateu na pele como agulhas, escaldante, lavando o suor, o cheiro de sexo e café, mas não o fogo. Esfreguei rápido entre as pernas, os dedos escorregando na umidade que não parava de sair. Saí pingando, peguei a toalha e me sequei duas vezes, mas quando abri as pernas pra passar o creme, vi o brilho escorrendo de novo pela parte interna das coxas. Porra. Peguei um protetor na gaveta, colei na calcinha fina de renda preta, sentindo o tecido absorver na hora. Ainda assim, sabia que ia passar o dia inteiro com aquela sensação pegajosa, quente, me lembrando do que eu queria fazer em vez do que eu precisava fazer.

No quarto, abri o armário. Escolhi a saia lápis cinza-escura que abraçava a bunda, a blusa branca justa o suficiente pra marcar os mamilos quando eu ficasse excitada — e eu já estava. Me maquiei rápido: base leve, batom vermelho escuro que deixava a boca parecendo molhada, rímel pra deixar os olhos mais famintos. Prendi o cabelo num coque baixo, solto o suficiente pra cair algumas mechas no pescoço quando eu inclinasse a cabeça.

Voltei pra cozinha. Ele ainda estava lá. Nu. De costas, secando a pia agora, como se o ritual o mantivesse ancorado. A bunda branca contrastando com a pele morena das costas, os músculos das omoplatas se mexendo devagar. O pau pendurado, mas já um pouco mais cheio, como se soubesse que eu estava olhando.

Peguei a cafeteira, servi mais uma xícara. O vapor subiu quente no rosto. Abri o celular, fingi olhar a agenda, mas meus olhos desviavam pra ele o tempo todo. Queria sentar ali mesmo, na mesa, abrir as pernas e mandar ele enfiar tudo de uma vez, mas não. Provocação primeiro.

Rolei os contatos. Achei o nome. Liguei.

Ele atendeu no primeiro toque.

— Oi, tô dirigindo, mas pode falar.

— Oi, amor… tudo bem? — fiz uma pausa longa, deliberada. Levantei os olhos pro Júnior. Ele parou o que fazia, as mãos molhadas ainda na pia, o corpo inteiro tenso. Eu queria que ele não só ouvisse. Queria que visse. — Eu tava querendo te chamar pra sair hoje depois do trabalho. Topa?

Do outro lado, a voz saiu imediata, rouca, animada.

— Claro.

Sem pergunta. Sem hesitar. Perfeito.

Desliguei. O silêncio caiu pesado na cozinha, só o pingar da torneira e a respiração dele acelerando de leve.

Virei pro Júnior devagar. Ele me encarava agora, olhos baixos mas fixos, o pau já meia-bomba, a glande brilhando um pouco.

— Hoje eu vou dar pra um cara aí — falei baixo, quase casual, mas cada palavra saindo pesada. — Não volto cedo, então... não me espera está bem?

Dei as costas. Peguei a bolsa na cadeira, joguei no ombro. O couro frio roçou na pele do braço arrepiado.

Então ele falou baixinho, quase um sussurrar.

— Sim, senhora.

A voz saiu tremida, rouca, carregada de uma mistura de vergonha e tesão que me acertou direto entre as pernas. O protetor absorveu mais um pouco na hora. Meu corpo inteiro tremeu, um arrepio subindo pela espinha, os mamilos endurecendo contra o sutiã fino.

Não respondi e nem olhei pra trás.

Saí batendo a porta com força, o eco reverberando no corredor vazio. Caminhei até o elevador com as coxas se roçando, o tecido da saia grudando na pele úmida, o cheiro do meu próprio tesão subindo sutil toda vez que eu dava um passo.

No elevador, sozinha, encostei a testa no metal frio e sorri.

Um sorriso lento, safado, faminto.

Hoje ia ser longo, e bom pra caralho, mas eu nem sabia o que estava fazendo direito.