Capítulo 7

Minha boca se abriu inteira, como se eu estivesse chocada, olhos arregalados, tentando puxar ar que não vinha. O pau dele me invadiu até o fundo, esticando tudo de novo, batendo no colo do útero com uma pressão que fez meu ventre se contrair forte. Ele bombou uma, duas vezes devagar, só pra sentir, como se quisesse se certificar de que eu ainda estava ali, toda aberta pra ele. Minha mão instintivamente foi pra barriga, sentindo o volume dele se movendo dentro de mim, entrando e saindo, grosso, quente, implacável. Eu já estava sensível demais do orgasmo anterior, o clitóris latejando, as paredes internas hipersensíveis. Quis chorar, quis pedir um segundo pra respirar, pra processar, mas o corpo traía: as coxas se abriram mais, o quadril subiu sozinho ao encontro dele.

— Agora, quando tiver dentro dela, aperta os peitos dela com força. Soca até a metade e alterna com umas bem no fundo.

Meu marido era meia-boca na cama, fazia tudo direitinho, esforçado, mas sem aquela fome crua. Mas ali, falando pelo viva-voz, ele tinha uma autoridade que eu nunca tinha ouvido. Sabia a teoria na ponta da língua, sabia exatamente o que me fazia perder o controle. E Daniel obedecia como um aluno aplicado: mãos grandes subiram pros meus peitos, apertando forte, dedos cravando na carne macia, mamilos entre os indicadores sendo pinçados com pressão que doía gostoso. Ele socava até a metade, ritmado, depois dava uma estocada funda, brutal, que me fazia arquear as costas e soltar um grito rouco.

Eu tentava falar com Dedé, tentava dizer alguma coisa, qualquer coisa:

— Amor… eu… ahn… porra…

Mas as palavras saíam entrecortadas, engolidas pelos gemidos. Cada metida me roubava o ar, me fazia perder o fio. Daniel acelerava, o pau deslizando fácil na buceta encharcada, batendo fundo, saindo quase todo e voltando com força. O som molhado da nossa pele se chocando se misturava com os gemidos meus e os grunhidos dele. Meu corpo tremia inteiro, suado, entregue, os peitos balançando sob as mãos dele, a buceta apertando em volta do pau como se quisesse segurar pra sempre.

— Vou gozar… caralho, Ju… vou gozar…

A voz do Daniel saiu rouca, urgente. Dedé interrompeu na hora, voz firme:

— Goza nos peitos dela, Daniel. Ela não tem uns peitos bonitos?

Daniel não respondeu com palavras. Só confirmou com um grunhido baixo, positivo, safado. Saiu de dentro de mim de repente, o pau pulsando, vermelho, inchado. Se ajoelhou sobre mim, uma mão no pau, a outra ainda apertando meu peito. Gozou forte, jatos quentes espirrando nos meus peitos, respingando na barriga, alguns alcançando minha boca aberta de tanto gemer. O sêmen grosso, quente, escorreu pela pele, pingou nos mamilos duros, escorreu pros lados. O celular escorregou pro lado, caiu na cama, salvando a tela de ficar bem na frente, mas ainda ligado, ainda transmitindo tudo.

Eu fiquei ali, ofegante, o corpo mole, suado, gozado, os peitos brilhando com o sêmen dele, o gosto salgado na língua. Respirei fundo, sentindo o coração martelar no peito, o prazer residual pulsando devagar entre as coxas.

— Vou tomar um banho… — murmurei, voz rouca, quase rindo de nervoso e satisfação.

Desliguei o celular com a mão trêmula, joguei de lado e me levantei devagar, pernas bambas, o corpo inteiro marcado, satisfeito, livre. O banho quente ia lavar o suor, o sêmen, mas não ia apagar o fogo que ainda queimava baixo na barriga.

Eu só pedi um banho pra não explodir ali mesmo. Saí do quarto ainda tremendo, o corpo aceso, cada músculo latejando com os ecos do que tinha acabado de acontecer. O sêmen dele secando devagar nos peitos, na barriga, na boca — um lembrete quente e pegajoso que eu carregava na pele como uma tatuagem temporária. Caminhei pro banheiro devagar, sentindo o ar condicionado gelado contrastar com o fogo que ainda queimava entre as coxas.

Daniel veio atrás, nu, pau balançando meio mole agora, mas com aquele sorriso safado de quem sabe que ganhou o dia. Ele me viu parada debaixo do chuveiro, olhos perdidos na parede de azulejo, e não forçou. Ficou só ali, conversando baixo, trocando beijinhos molhados no ombro, na nuca, enquanto a água quente escorria por nós dois. Eu ria das bobagens que ele falava, deixava ele ensaboar minhas costas, apertar meus peitos de leve, mas minha cabeça já estava em outro lugar. Em casa. No Dedé.

Tinha algo novo ali dentro de mim. Um sentimento estranho, quente, que não era culpa nem medo. Era excitação misturada com curiosidade. Como ele estava lidando com aquilo tudo? Será que realmente gostava? Claro que gostava — eu via nos olhos dele, ouvia na voz rouca pelo telefone, sentia na forma como ele mandava, controlava sem gritar. Mas era tudo tão novo, tão estranho, tão excitante que meu corpo respondia só de pensar. A buceta latejava de novo debaixo da água, mesmo depois de tantas fodas.

Depois do banho, voltamos pra cama. Mais uma ou duas rodadas — nada épico, só tesão preguiçoso, corpos colados, gemidos baixos, ele me virando de lado e metendo devagar enquanto eu rebolava contra ele. Não vou contar os detalhes hoje. Foram boas, mas o fogo de verdade já tinha sido aceso antes, no viva-voz, com a voz do meu marido guiando tudo.

Deixei o Daniel na porta da casa dele com um beijo rápido e dirigi de volta pro escritório pra pegar uns papéis que esqueci. Depois, pra casa. O engraçado era essa sensação grudada na pele: como se eu tivesse feito algo errado pelas costas dele. Como se ele ainda não soubesse. Meu corpo inteiro carregava o cheiro de sexo, o gosto dele na boca, mas eu me sentia uma adolescente voltando de uma escapada, coração acelerado de expectativa.

Quando virei a chave na porta, o clique ecoou na sala quieta. Dedé estava no sofá, notebook no colo, dedos parando no teclado por um segundo. Ele ergueu os olhos rápido, só um instante, e riu baixo — um riso curto, cúmplice, como quem guarda um segredo safado que só ele entende. Depois voltou pro trabalho, como se eu fosse só mais uma interrupção gostosa.