Capítulo 10

Dedé continuou no telefone, calmo, quase casual:

— Daniel, antes de tu desligar, me responde uma coisa: tu comeu o cu dela?

O torpor de prazer evaporou na hora. Ergui o tronco rápido, ainda sentada nele, pau fundo dentro de mim, e encarei a cara dele. Meu coração disparou. Marcar território já era foda, mas falar do meu cu? Cu não é brincadeira. Eu abri a boca pra protestar, pra dizer “nem vem”, mas o tesão traiçoeiro subiu mais forte ainda com a ousadia dele.

Do outro lado, Daniel deve ter ficado surpreso.

— Não? Ahn, tá, de boa… Vou comer então. Eu tenho que ganhar alguma coisa nessa, né?

Dedé riu, uma risada curta e safada, e desligou o telefone com o polegar. O aparelho caiu no sofá ao lado da gente. Ele me olhou nos olhos, mãos subindo devagar pelas minhas costas, apertando a nuca, me puxando pra perto.

— Amanhã… — murmurou contra minha boca, voz grossa de tesão. — Ele vem aqui. E eu quero ver ele te comer o cu. Ver você se abrir toda pra ele, gemer alto como gemeu agora.

Meu corpo reagiu antes da cabeça. A buceta apertou forte em volta do pau dele, um espasmo novo, quente, que fez eu gemer rouca contra os lábios dele. A ideia me incendiou: dois paus me possuindo, um na buceta, outro no cu, mãos diferentes me segurando, bocas diferentes me devorando. Eu nunca tinha ido tão longe, nunca tinha me entregado assim. Mas ali, sentada no colo do meu marido, com o pau dele ainda dentro de mim, sentindo o sêmen dele misturado com o meu gozo, eu quis. Quis pra caralho.

— Você vai só assistir? — perguntei, voz baixa, rebolando devagar, sentindo ele pulsar de novo.

— Vou. Vou sentar na cadeira do canto, pau na mão, ficar só vendo ele te comer...

Meu corpo inteiro pulsava, o tesão subindo que nem fogo , mamilos tão duros que doíam a cada respiração. Desci até o talo, engoli ele todo com a buceta, apertei forte e travei — uma chave de buceta que não deixava nem ar escapar. Ele gemeu de olho virado para trás.

— Ué… não vai querer me comer também, Dedé?

As mãos grandes dele agarraram minha bunda com força, dedos cravando na carne. Socou pra cima devagar, me fazendo quicar gostoso, o pau batendo fundo, esticando tudo. Mas eu parei o movimento dele com tapas rápidos na coxa.

— Me responde direito, caralho.

— Não… vou só assistir minha putinha se acabar.

— Que porra é essa de só assistir? Que estranho do caralho. Eu queria os dois me comendo ao mesmo tempo, queria sentir como é de verdade, poxa!

Deixa eu confessar aqui rapidinho o que tava explodindo dentro da minha cabeça enquanto eu rebolava devagar em cima dele. Hoje eu falo sem vergonha, mas naquela época ainda era um desejo trancado a sete chaves. Sempre sonhei com dois paus me comendo, dois homens me usando sem dó, mas o preconceito, o medo, a falta de oportunidade… tudo segurava. Eu queria aquilo que ele tava oferecendo, mas por dentro era um furacão prestes a explodir. Sabia que a qualquer segundo podia virar tudo de cabeça pra baixo e mandar tudo pro caralho por hesitação. Até então, a coisa mais safada que eu tinha feito era trair meu marido — e olhe lá: demorou uns meses e isso porque o garoto era um tesão insano e fez esforço pra cacete pra me dobrar.

— Qual o problema, hein? — o corno sendo corno.

— André… eu achei que a gente ia ser parceiro nisso tudo. Você vai ficar só olhando mesmo?

— Sei lá… na real eu curto mais assim. Na hora, se bater a vontade, eu entro. Tá bom assim?

— É que eu queria tentar uma coisa…

— Que coisa?

— Dupla penetração. Será que eu aguento mesmo?

Ele sorriu safado, enfiou o dedo médio direto no rego, roçando a entrada apertada do meu cu e depois pressionando de leve, testando.

— Não vem não… — gemi, apertando os olhos. — Deixa pra amanhã. Se ficar machucado hoje eu não vou conseguir aguentar vocês dois.

Ele tirou o dedo devagar, mas aquele olhar… caralho. Uma mistura foda de frustração e um tesão doentio, como se o fato de eu estar morrendo de vontade e ainda negando pra ele deixasse tudo mil vezes mais quente. Ciúme, curiosidade, desejo puro — aquilo tudo me encharcou mais ainda. Meu clitóris latejava forte contra a base grossa do pau dele, inchado, implorando por mais atrito.

Desci de novo, bem devagar, sentindo cada veia, cada centímetro forçando caminho dentro da buceta já escorregadia. O calor subia em ondas pelo ventre, os músculos internos tremiam, apertando ele como se quisessem sugar tudo. Amanhã eu ia descobrir se aguentava mesmo os dois me fodendo ao mesmo tempo, dois paus me preenchendo até não sobrar espaço. Só de imaginar o cu já piscava, apertava vazio, babando de antecipação antes mesmo de ser tocado.

Por hoje, esse já era o segundo pau. Era estranho e delicioso saber disso. Meu corpo tava exausto, a buceta ardendo de leve depois de tanto Daniel socar sem dó, mas eu queria mais. Sempre quero mais. Me ajeitei melhor no colo dele no sofá, empurrei o quadril pra frente até ele ficar bem na beirada, abracei a cabeça dele com força, enfiei os dedos no cabelo suado e comecei a rebolar esfregando tudo.

— Vem, Dedé… uma rapidinha. Quero gozar pro segundo homem hoje. Quero sentir você leitando forte dentro de mim, enchendo tudo.

Comecei a moer devagar no começo, depois mais rápido, o clitóris roçando na barriga dele. A buceta babava tanto que escorria pelas bolas dele, molhando o sofá. Ele agarrou minha cintura, ajudando no ritmo, socando pra cima em estocadas curtas e brutas. Meu peito subia e descia rápido, os mamilos duros como pedrinhas. O prazer subia em espiral, apertando a barriga, queimando as coxas.

Eu acelerei, rebolando forte, sentindo o pau dele inchar ainda mais dentro de mim. O som molhado, o cheiro de sexo, o calor dos corpos colados — tudo me levou ao limite. Meu cu piscava ritmado, como se quisesse participar. Gozei de repente, um tremor violento que começou no clitóris e explodiu pelo corpo inteiro. Gemi alto no ouvido dele, apertando a buceta com força, ordenhando ele enquanto as contrações me faziam tremer inteira.

Ele não aguentou. Grunhiu rouco, cravou os dedos na minha bunda e gozou fundo, jatos quentes enchendo tudo, escorrendo pra fora enquanto eu ainda pulsava em cima dele. Fiquei ali uns segundos, sentindo o pau amolecer devagar dentro da bagunça molhada, o sêmen dele misturado com meu mel escorrendo pelas coxas.

Levantei sem pressa, o pau dele escapou com um barulhinho obsceno, pingando no sofá. Nem olhei pra trás. O líquido quente escorria pelas pernas, pingava no chão, mas eu não dava a mínima. Caminhei pro banheiro com as coxas colando uma na outra, o cu ainda latejando de tesão reprimido, a buceta ardida e satisfeita ao mesmo tempo.

Entrei no chuveiro, abri a água quente e deixei escorrer tudo. O dia tinha sido longo, safado, intenso. Amanhã seria ainda melhor. E eu mal podia esperar.