Capítulo 11
No dia seguinte o Daniel não me dava sossego. Meu estagiário safado ficava rondando minha mesa, olhos famintos, voz baixa roçando no ouvido toda vez que passava:
— Hoje vai rolar mesmo? Como vai ser? Você vai deixar ele assistir enquanto eu te fodo?
Eu estava pingando só de ouvir. A buceta latejava dentro da calcinha, os mamilos roçavam no sutiã e doíam de tão duros. Por mim, eu trancava a porta da sala, sentava na mesa e mandava ele me comer ali mesmo, rápido e bruto, até eu gozar gemendo baixo pra não chamar atenção. Mas eu me controlava. Controlava ele também. Inventei uma tarefa chata pra caralho do outro lado da empresa só pra tirar aquele pau duro da minha frente antes que eu fizesse merda no meio do expediente.
De tarde fugi pra depilação, queria ficar bem lisinha e macia, pronta pra ser devorada. Aproveitei e fiz unhas vermelhas fortes, cabelo solto e brilhante. André avisou que ia na farmácia e mercado comprar tudo: bebida, lubrificante, camisinha extra. Eu disse pra pedir pizza mesmo. O nervosismo já subia pela espinha como eletricidade. Coração acelerado, boca seca, barriga embrulhada de tesão misturado com medo. E se eu travasse? E se desse ataque de riso? E se André olhasse e se arrependesse no meio da foda?
Depois de tudo pronto, cheguei em casa tremendo de ansiedade. Tomei banho quente, passei óleo na pele até ficar brilhando, me maquiei bem puta: boca vermelha, olhos esfumados. Escolhi a lingerie preta que deixa tudo exposto, o conjunto que uso só em dias de putaria pesada. Antes de vestir, gritei:
— Dedé! Vem aqui.
Ele apareceu na porta do quarto. Eu estava pelada, pele ainda úmida, buceta lisinha latejando.
— Como vai ser isso? Tô muito nervosa… você não quer cancelar não? — falei num momento de arrependimento momentâneo.
Ele me olhou de cima a baixo, devagar.
— Não, meu amor. Você só tá nervosa. Relaxa.
— É que eu não sei… eu fico já vestida assim, toda puta, ou no meio da conversa eu saio eu saio e visto isso? — perguntei, mostrando o conjuntinho de renda preta que abraçava meus peitos e mal cobria a buceta.
Ele pegou a lingerie, passou os dedos na renda, me olhou com aquele brilho safado.
— Vestida. Se exibindo toda gostosa pro Daniel. Ele vai pirar quando te ver assim.
— Só pro Daniel, André? Pra você não?
Ele baixou os olhos, voz rouca de vergonha e tesão:
— Eu não me importo… quero agir como se nem estivesse aqui. Só quero ver vocês dois.
Aquilo me deixou ainda mais molhada. Saber que ele ficava louco só de olhar, que meu prazer o excitava tanto… era lucro puro pra mim.
— Então ele vai me comer e você não vai querer participar mesmo?
— Posso participar… mas prefiro ficar olhando.
— Mas se eu quiser tentar o DP, porra, André… eu nunca mais vou ter essa chance — resmunguei, já imaginando dois paus me abrindo ao mesmo tempo.
Ele riu, cara de corno manso, safado, excitado:
— Aí a gente vai ter que chamar mais um cara pra te comer direito.
Eu quase engasguei. A ideia me acertou como um choque direto no clitóris. Nem eu tinha pensado nisso. Na minha cabeça era só Daniel e André, os dois que eu queria. Mas ouvir ele falando em trazer mais um… meu cu piscou, a buceta soltou mais um fio de mel.
— Cara, aí já é demais, né? Você já tá me empurrando pra um e já pensa em chamar mais gente?
Ele só sorriu, aquele sorriso vadio que dizia que a ideia também deixava ele duro pra caralho.
— André, sai agora. Deixa eu me arrumar que ele deve estar chegando.
Peguei a lingerie, sentei na cama e fiquei olhando pro vazio, o coração martelando no peito. Aquilo era novo pra caralho. Eu não fazia ideia de como agir, não conhecia as regras dessa putaria toda. Ri sozinha da minha cara e, morrendo de vergonha, digitei no Google: “como dar pro amante com o marido assistindo”. Achei que ia ser só piada, mas puta merda… tinha centenas de sites falando do assunto. Fui rolando, lendo por cima, e a coisa era bem mais pesada do que eu imaginava: regras, protocolos, sinais, limites. Meu corpo reagiu na hora. Eu estava pelada sentada no colchão, pernas abertas, e quando me levantei pra checar vi o fio grosso de mel escorrendo pro colchão, brilhando na luz do quarto.
A buceta babava só de ler.
Decidi na hora: não ia me arriscar a aparecer toda produzida na sala e depois travar, ficar sem graça ou voltar atrás como uma idiota. Vesti um short largo e uma calcinha bem pequena por baixo — queria ficar sem nada, mas ia molhar o short inteiro antes mesmo do Daniel tocar a campainha. Por cima, uma blusa larga sem sutiã, os mamilos marcando o tecido fino. Quando a putaria começasse de verdade, eu sairia rapidinho, vestiria o conjuntinho preto safado e entregaria o corpo sem pensar duas vezes.
Meu coração batia tão forte que parecia que ia sair pela boca. Faltavam uns vinte minutos pro Daniel chegar e cada segundo se arrastava como uma eternidade molhada. Eu queria mandar mensagem pra ele, qualquer coisa safada, mas me segurava pra não parecer desesperada. André estava na sala montando uma playlist, colocando um som baixo preenchendo o ambiente. De vez em quando eu olhava de canto e via ele apertando o pau por cima da calça, o volume marcando forte. Ele parecia preso num misto louco de tesão, nervosismo e ciúme. Eu sentia que as vezes parecia até que eu quem estava forçando ele a ver a própria mulher sendo comida por outro, como se ele fosse a vítima sem escolha. Foi só uma sensação minha, nada pra discutir agora. Mesmo assim, falei baixinho:
— André… se você não quiser mais, fala logo que a gente cancela, tá, amor?
Ele virou devagar, voz rouca, hesitante:
— Amor…
Ele ficou quieto uns segundos, procurando as palavras. Depois soltou, vacilante:
— Eu gosto quando você me dá esculacho… sabe? Quando você me chama de corno. Você tenta fazer isso?
Eu ri. Um riso nervoso, curto, que saiu meio engasgado.
— Eu vou tentar, tá… seu corno? Chifrudo safado… — esperei pela reação dele e confirmei: — Assim?
Falei com a voz tremendo entre incerteza, vergonha e um tesão safado que já subia pela espinha. Ele devolveu um sorriso lento, safado, aprovando minha tentativa. O pau dele deu um pulo visível na calça.
E foi exatamente nesse segundo que a campainha tocou.
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