Capitulo 12

Meu marido abriu a porta e eu fiquei plantada no meio da sala, sem saber onde enfiar as mãos. Nervosismo paralisante. Tesão? Nem um pouco. A buceta tinha até secado de tão travada que eu estava. Daniel entrou com um pack de cervejas numa mão e um pacote pequeno na outra. Cumprimentou o Dedé com um tapa nas costas e um “e aí, cara?” tão natural que parecia que os dois faziam isso toda terça-feira. Depois veio direto pra mim. Eu congelei. Ele me puxou pela cintura e me deu um beijo na boca — língua, saliva, tudo — como se fosse meu namorado de anos. O gosto dele invadiu minha boca e meu cu trancou na hora.

— Nossa… você tá linda pra caralho. Foi pra isso tudo que fugiu do trabalho hoje? — Ele falou com um olhar de admiração enorme.

Eu ri, um riso seco, nervoso, e meus olhos voaram pro André. Ele estava parado, olhando tudo. Não parecia puto. Era uma cara estranha: sem graça misturada com tesão puro.

Eu me afastei um passo, tentando puxar assunto pra ganhar tempo, com medo que o Daniel já baixasse a calça ali mesmo e tudo começasse.

— Essa encomenda é nossa? Tava na portaria? — Falei apontando pro o pacote.

— Não. Isso aqui eu comprei ontem pra você — ele estendeu o pacote pequeno, embrulhado em papel pardo. — Chegou na hora que eu tava saindo. Nem deu tempo de abrir e reembrulhar, e eu não ia deixar de te dar isso hoje.

Peguei o pacote, o coração martelando. Rasguei o papel sem cerimônia. Quando vi a caixinha preta, ri de nervoso. Era um plug anal. Pequeno, preto, brilhante, com uma pedrinha rosa na base.

— Você tinha comentado que perdeu o seu… sei lá, pro mofo. Comprei um do pequeno, não sabia o tamanho — disse ele, voz baixa e safada.

Abri a caixa. O silicone era macio, pesado na mão. Olhei pro André buscando alguma reação. Ele estava mais empolgado que o próprio Daniel, olhos brilhando, boca entreaberta.

— Olha aí. Se gostar, já pode colocar — falou o Daniel, malicioso.

Eu segurei aquele plug na palma da mão e lembrei do meu antigo, que tinha derretido no fundo da gaveta. Nunca tinha usado de verdade com o André. Agora um moleque de 22 anos aparecia na minha sala e me entregava um novo, como se fosse a coisa mais normal do mundo. E o pior: eu estava ficando molhada. A buceta latejava de novo, quente, traidora.

— Coloca, amor? — pediu André, voz rouca.

— Não é assim, gente! — soltei uma risada forçada. — A pessoa chega com um troço na mão e fala “enfia na bunda”? Vamos com calma, né?

Todo mundo riu. Mas os dois olhares diziam a mesma coisa: eles queriam exatamente isso e queriam agora.

Eu ainda tinha medo de como começar, dos protocolos, do ridículo. Não precisei me preocupar mais.

Daniel deu um passo à frente, impaciente. Segurou minha cintura com força, dedos cravando na carne, e me puxou contra o corpo dele. O cheiro dele — de homem que não tem dinheiro pra comprar um perfume decente — me invadiu.

— Coloca vai… coloca pra mim.

Ele falou com a boca colada na minha, voz grave vibrando direto no meu clitóris inchado. A pegada dele era firme pra caralho — uma mão no meu pescoço, a outra cravada na minha bunda, me apertando contra aquele corpo quente e musculoso que eu tanto gostava de sentir. Ele desceu a boca devagar, segurando meu pescoço com possessão, e colou os lábios na minha orelha, respirando pesado, quente, úmido. Cada expiração me fazia arrepiar inteira, os mamilos doendo de tão duros contra o tecido fino da blusa.

Num movimento rápido ele me virou de costas pra ele, me deixando de frente pro André. Meu corpo todo colado no dele, bunda encaixada no volume duro da calça.

— Aí, irmão… eu acho que vou começar aqui. Tudo bem? Tá foda se segurar.

André só engoliu seco, olhos vidrados, mão apertando o pau por cima da calça. Não respondeu e nem precisava.

Daniel me apertou mais forte por trás, uma mão subindo pra apertar meus peitos por cima da blusa larga, dedos apertando os mamilos duros até eu soltar um gemido baixo. A outra mão segurava minha cintura, me puxando pra trás enquanto ele começava a sarrar devagar, roçando o pau duro bem no meio da minha bunda, marcando o short largo com aquele volume quente e grosso. Ele não enfiou a mão dentro da roupa ainda — só provocava, esfregava, deixava eu sentir cada centímetro latejando contra mim, como se quisesse me deixar louca antes de qualquer coisa.

Eu estava nervosa pra caralho, o coração batendo na garganta, mas comecei a sarra de volta. Rebolei devagar no começo, depois mais solta, empinando a bunda contra ele, sentindo o pau dele pulsar e crescer ainda mais com o atrito. O plug ainda na minha mão esquerda, frio contra a palma suada. Aos poucos o nervosismo foi dando lugar a um tesão pesado, quente, que subia pela barriga e fazia a buceta babar sem parar. Meu short já estava molhado na virilha e eu tinha colocado uma calcinha, imagina se eu estivesse sem.

Mas toda vez que eu fechava os olhos e me entregava ao rebolado, o medo voltava: e se eu abrisse os olhos e visse o André com aquela cara de corno? O pensamento me dava um frio na espinha… e ao mesmo tempo me deixava ainda mais molhada.

Daniel sentiu que eu estava relaxando. Colou a boca na minha orelha de novo, voz rouca, quase um rosnado:

— Coloca pra gente ver… vai, coloca o plug pra gente.

Eu respirei fundo, o corpo tremendo de tesão e vergonha. Aceitei. Antes de sair, passei a mão pra trás devagar, segurei o pau dele por cima da calça e apertei forte, sentindo ele latejar na minha palma. Dei uma olhada rápida pro André, um sorrisinho safado, provocante, e falei baixinho, só pra ele ouvir:

— Olha bem, meu corninho… sua mulher vai se preparar pra levar pau na bunda.

Eu disse rindo baixo, nervosa e excitada pra cacete, e saí rebolando devagar em direção ao quarto, o short molhado colando na buceta, o plug apertado na mão.