Capítulo 40
A conversa fluiu de repente. Não sei como, mas parei de me sentir incomodada com ele ali no banheiro, me olhando enquanto eu me secava saindo do chuveiro. Eu passava a toalha nas coxas, no peito, na barriga, e ele só observava, quieto, com aquele olhar que queimava sem tocar. Meu Deus… eu tava enrolada na toalha, mas por dentro uma culpa pesada martelava. Eu tinha acabado de foder minha própria irmã, de deixar ela sentar na minha cara, de gozar roçando na buceta dela como se fosse a coisa mais natural do mundo, e agora tava aqui, pelada na frente de um estranho, sentindo um calor subir entre as pernas só porque ele me olhava. Que porra era essa? Eu era a certinha, a que julgava tudo, e agora queria que ele visse mais? Que me comesse com os olhos? A culpa queimava no peito, mas o tesão era mais forte, latejando baixo na barriga, me deixando confusa pra caralho.
Estranhamente eu me sentia atraída por ele, e mais estranhamente ainda era eu estar enrolando pra me vestir como se quisesse que ele me visse nua. Mesmo úmida do banho eu sentia que tava molhada de outro jeito, a calcinha que eu ia vestir já parecia pequena demais pro tesão que tava ali. Eu queria dar mole pra ele, mas como? Eu tava pelada, ia jogar o cabelo e rir? Fazer o quê?
— Aquela menina que tá com você e com a Paty é sua namorada?
— Não, ela é camgirl também. A gente fez trabalho juntos, mas não deu certo pra ela.
Eu fiquei preocupada na hora que ouvi o “não deu certo pra ela”. Meu corpo se empertigou inteiro, nervoso, um frio subindo pela espinha.
— Como assim? O que deu errado?
— Eita, nem era pra eu falar. Mas ela gravava comigo, e arrumou um namorado que se meteu no trabalho dela. No final o cara mandou ela parar de gravar comigo e ela parou. Foi perdendo público e desanimou, parou.
Eu fiquei olhando pra ele, pensando com a calcinha minúscula na mão, e soltei um
— Que chato… — não consegui não perguntar — Mas vocês tipo… eram namorados também? Ou algo moderno, tipo relacionamento aberto?
— Não, só colegas de trabalho mesmo. No meio existem casais, mas a gente era só trabalho.
— Não é esquisito? Tipo, vocês beijam na boca quando se veem a primeira vez no dia?
Ele parou pra pensar…
— Tu sabe que não? Acontece de às vezes a gente transar em off, quando o tesão tá demais, mas assim… carinho, amor, não tem. Muita menina não gosta da intimidade com o parceiro, prefere que o cara venha, faça o que tem que fazer e vá embora.
— Que loucura. Pra mim deveria ser ao contrário — falei, sentada na cama passando a calcinha apertada pelas coxas, sentindo o tecido roçar na pele ainda sensível, o grelo latejando de leve só de imaginar aquilo tudo.
Eu tinha um milhão de perguntas pra fazer pra ele. Aquele mundo que eu tava entrando era doido pra caramba, longe da minha realidade. No máximo que eu sabia era o que via em vídeos de bastidores na internet, mas aquilo era tudo forçado, editado pra vender pros punheteiros. Aqui era real, cru, e eu tava no meio.
— Posso perguntar uma coisa… muito pessoal?
— Claro que pode — ele me estendeu a blusinha minúscula, que mal cabia nos meus peitos pequenos.
Peguei com as duas mãos, ainda criando coragem, o coração batendo na garganta.
— É… pra ficar de pau duro é fácil assim? Porque, tipo, você não gosta da pessoa e aquilo ali não é bem sexo, né? Ou eu tô sendo ingênua?
Ele riu, tentou se segurar pra não gargalhar de verdade. Pela reação dele se controlando eu vi que tinha feito uma pergunta besta. Meu rosto pegou fogo na hora.
— Olha, eu sou homem. Se eu ver uma gostosa e sei que vou comer ela, eu fico de pau duro e com tesão.
— Assim, do nada?
— Sim. Se quiser eu te mostro…
Ele levantou a blusa, prendendo no queixo, e mostrou uma barriga sarada, aquelas valinhas dos lados apontando pro pecado. Meu cu travou na hora. Puta que pariu. Eu fiquei vermelha como se tivesse levado tapa, coloquei a mão na frente do rosto como se não quisesse ver, mas os olhos não saíam dali. Ele me olhava safado, esperando que eu confirmasse, e a única coisa que saiu da minha boca foi um desengonçado:
— Tá…
Ele abriu o botão da calça, meteu a mão dentro e puxou o pau pra fora da cueca. Meu Deus do céu. Mesmo mole era perfeito. Enquanto ele agitava o menino pra endireitar, dava pra ver: pesado, cabeça modelada e lisa, veias marcadas. Aquilo grande devia ser enorme duro. Senti minha vagina se apertar de um jeito que as paredes se tocaram todas, um vazio latejando lá dentro, quente, molhado. A culpa veio como um soco, mas dessa vez eu nem dei bola? Que porra era essa comigo? Mas o tesão não deixava eu pensar direito, só pulsava mais forte.
Eu engoli em seco e ri sem graça, desviando o olhar e voltando logo em seguida, como se não conseguisse parar de ver.
— Meu Deus… — soltei involuntariamente, voz tremendo.
Ele começou uma punheta leve, natural, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Minha boca se encheu d’água na hora. Olhos foram pra porta, rezando que ninguém entrasse. “Se eu abaixar e der só uma chupadinha ninguém vai achar estranho, as pessoas fazem isso no set, não fazem?” Pensei isso mil vezes, o corpo inteiro tremendo de nervoso e desejo. Mas claro que eu não tinha coragem. Ou tinha? Meu coração batia tão forte que eu sentia na buceta.
— Vem cá, pega aqui. Me ajuda.
— Eu não, tá maluco? Eu não sou suas atrizes pornô que compartilham cena com você não, rapaz…
— Ainda não — disse ele maliciosamente, sem parar o movimento devagar, os olhos cravados nos meus, esperando que eu quebrasse.
Meu corpo inteiro arrepiou e eu fiquei travada sem saber como agir.
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