Capítulo 41

Por mais que eu andasse mais soltinha, minha cabeça precisava de um pouco de normalidade, então olhei pro Pedro procurando no rosto dele algo que sei lá, tipo cara de quem vai pra faculdade, sabe? De novo a culpa martelava forte, e me veio um pensamento útil que me tirou daquela situação: eu tava vestindo uma calcinha minúscula, e se eu ficasse babada todo mundo ia ver nas fotos e eu ia morrer de vergonha, aquilo começou a me atormentar pra caralho. E eu não sei como diabos tive coragem de falar, mas soltei.

— Olha, eu até queria, mas se eu ficar excitada eu fico toda babada nas fotos, né?

Ele riu, e estranhamente assentiu, guardando o pau devagar.

— Olha ela, toda profissional, isso é uma questão relevante.

Eu olhava ele guardando o pau que agora mal cabia dentro da calça, e ainda bem que eu fiz isso porque minha irmã entrou na hora com o celular na mão, falando comigo.

— Maluca, olha essas mensagens — disse, me mostrando o telefone.

As mensagens diziam coisas tipo: "eu conheço vcs, eu sei quem são, duas gostosas safadas que se fazem de santas, todo mundo deveria saber". Era um monte assim.

— Eu acho que a gente devia falar com a Paty pra ver o que fazer, não, melhor ir na polícia? — falei, ainda sem dizer que eu tinha recebido também.

Na minha cabeça, era tudo culpa minha. Eu acreditava que aquelas mensagens tinham chegado na Juju por causa do programa que eu fiz com o Vitorino, caralho, porque eu já tinha recebido ameaças iguais no trabalho antes. E se fosse ele? Meu Deus, se minha irmã descobrisse que eu me prostituí uma vez, puta que pariu, minha cara ia cair feio de vez.

Fomos todos pra sala e mostramos as mensagens pra Paty, que pareceu não dar muita importância, ela tava nervosa e irritada com os preparativos, a outra menina ainda pendurava umas flores artificiais com lâmpadas na parede e as duas pareciam ter acabado de brigar feio por causa de alguma merda.

— Olha, só eu recebo merda assim todos os dias, isso daí é punheteiro, amor, deixa pra se incomodar quando a pessoa se materializar, sabe? Quando ela falar assim: Deposita um dinheiro! Ou revelar a cara dela, fora isso nem adianta. Se ficar com medo de cada mensagem que receber desse tipo, vai morrer de paranoia! Agora Anda, você dona Ju, vai para maquiagem que vou começar com sua irmã — ela cortou, revirando os olhos impaciente, voz saindo afiada enquanto checava o celular.

O pensamento dela sobre segurança deixou a gente mais tranquila, Juju foi começar as fotos e eu fui para maquiagem, minha irmã deixou o telefone de lado foi pra marcação. A sala tava um caos de luzes fortes piscando, cabos pelo chão, ring lights e softboxes apontando pro sofá como holofotes de prisão, o ar quente e abafado cheirando a spray de cabelo e perfume barato. Meu coração batia descompassado, pernas moles de nervoso, suor frio na nuca, e eu via o mesmo na Juju — os ombros tensos dela, o jeito que mordia o lábio, os olhos piscando rápido demais, as duas reconhecendo o medo uma na outra sem precisar falar.

E começou.

— Sorri, Ju... isso, mais natural, não força tanto a boca.

— Juju! A Ju tá ali pateta — protestou minha irmão com o Pedro ao perceber que ele estava confundindo as duas.

Patricia mandava, voz rápida, impaciente, enquanto ele clicava sem parar.

Eu sentei numa banqueta do lado, pernas cruzadas, tentando parecer relaxada enquanto a moça dava um jeito no meu cabelo e retocava a pele, mas meu coração batia tão forte que eu jurava que todo mundo ouvia. A Juju tava no centro de tudo, sentada sobre os próprios joelhos no sofá, bem no meio das almofadas bagunçadas. As coxas abertas de um jeito bem safado, o peso do corpo todo apoiado nas canelas, bunda empinada pra trás, coluna arqueada pra frente. O top fininho mal segurava os peitos pequenos, os mamilos marcando o tecido fino como se estivessem pedindo pra serem vistos. A calcinha minúscula tinha subido toda, enfiada entre os lábios lisinhos, marcando o contorno perfeito da boceta. Ela mordia o lábio inferior, cabeça inclinada pro lado, cabelo caindo bagunçado no ombro, olhando direto pra câmera com aquela cara de quem sabe exatamente o que tá fazendo.

— Isso, Juju... abre mais as pernas, filha. Deixa eles verem esse grelo marcando. Isso... caralho, que delícia — Pedro falou baixo, voz rouca, ajustando o ângulo da câmera auxiliar. Ele tava claramente gostando. O pau marcava forte na calça de novo, e ele não fazia questão de esconder. — Que safada... olha como tu posa, porra. Parece que já tá molhada só de posar.

Juju riu baixinho, rebolou de leve o quadril no sofá, fazendo a calcinha afundar ainda mais. Os peitos balançaram com o movimento.

— Assim, Pedro? — perguntou ela, voz manhosa, abrindo mais as coxas até quase mostrar tudo.

— Perfeito, gostosa. Mais um pouco... empina essa bundinha pra mim. Isso... caralho, que visão.

Meu estômago revirou. Não de nojo. De tesão. Eu tava ali sentada, pernas apertadas uma contra a outra, e sentia a calcinha já encharcada, o tecido fino grudando na pele. Comecei a imaginar. Imaginar como seria se a gente parasse de posar e começasse de verdade. Pedro vindo por trás da Juju, segurando aqueles quadris empinados, enfiando devagar enquanto ela me olhava nos olhos. Eu ajoelhada na frente dela, chupando aqueles peitos pequenos enquanto ele metia. Ou os dois em cima de mim... Pedro me comendo e Juju sentando na minha cara, rebolando gostoso, me sufocando com aquela bucetinha lisinha que eu já conhecia tão bem.

Caralho... meu clitóris latejava só de pensar. Senti um fiozinho quente escorrendo devagar pela coxa. A calcinha tava babada, marcando escuro no meio. Eu apertei as pernas mais forte, mas só piorou. O calor subia pela barriga, os mamilos duros roçando no top, a respiração ficando curta.

Patricia não parava de comandar:

— Juju, mão no peito agora... belisca o bico pra mim. Isso, devagar. Pedro, pega esse ângulo de baixo. Olha como ela tá brilhando... que puta safada.

Pedro riu, agachando um pouco pra pegar de baixo.

— Delícia... olha esse grelo marcando, porra. Tu tá molhada, né, Juju? Dá pra ver daqui.