Capítulo 42

Juju gemeu baixinho, fingindo que era só pose, mas eu sabia que não era só pose. Ela tava gostando da atenção dele. E eu... eu tava ficando louca só de olhar e com ciúmes.

Foi aí que meus olhos desviaram pro canto. A menina que ajudava a Patricia — a mesma que tinha brigado com ela mais cedo por causa das flores — tava ajustando um refletor. Cabelo preto longo preso num rabo de cavalo bagunçado, pele branquinha, corpo magrinho mas com curvas bonitas nos quadris. Ela tava de short jeans curto e cropped, e quando se abaixou pra pegar um cabo, a bunda empinou de um jeito que me fez engolir seco.

Bonita pra caralho.

Lembrei na hora do que o Pedro tinha falado mais cedo, quando tava me explicando como funcionava o set: “Eu já comi ela uma vez.”

Meu Deus... agora eu imaginava os três. Pedro comendo a menina por trás enquanto eu chupava a Juju. Ou a menina se ajoelhando entre minhas pernas enquanto Juju sentava na cara dela. Ou todos misturados, corpos suados, gemidos, mãos em todo lugar...

A calcinha ficou encharcada de vez. Senti o calor escorrendo, a mancha se espalhando. Apertei as coxas com força, mas o clitóris pulsava tanto que eu quase gemi alto. Meu rosto queimava, a respiração curta, os peitos latejando.

— Ju, sua vez agora — Patricia chamou, acenando pra mim. — Vem pro sofá com a irmã. Quero vocês duas juntas.

— Eu não vou fazer fotos sozinha?

— Não, precisa, a gente estava só esquentando, mas só se você quiser muito.

Eu levantei devagar, pernas moles, tentando disfarçar o jeito que a calcinha grudava toda molhada. Quando sentei do lado da Juju, nossas coxas se encostaram e eu senti o calor dela. Juju olhou pra mim de canto, aquele sorrisinho safado.

— Vai ter que se soltar, tá esquisita? Eles não tem tempo pras suas merda não, ouviu? — disse ela baixo no meu ouvido.

Eu não respondi. Só mordi o lábio e olhei pra câmera com o coração disparado, sem saber onde enfiar as mãos.

Pensa em uma pessoa quase tendo ataque de pânico? Então, era eu.

Meu coração batia tão forte que eu sentia na garganta, nas têmporas, até na ponta dos dedos. As mãos tremiam, a boca secou de repente, e um suor frio começou a descer pela nuca mesmo com aquele calor todo das luzes. Eu já tinha feito coisa bem pior na frente da câmera, sozinha ou com a Juju, mas ali... com gente de verdade olhando, ajustando luz, clicando, comentando... era completamente diferente. Parecia que eu tava pelada no meio da rua.

A Juju fez tudo que a Paty mandou, como sempre. Mais desinibida, mais solta, rebolando no sofá, abrindo as pernas, mordendo o lábio com aquela cara de quem nasceu pra isso. Mas eu conhecia ela. Vi o ombro dela tensionar quando o Pedro falou “delícia”, vi o jeito que ela apertou os dedos no sofá quando ele elogiou a boceta marcando na calcinha. Não foi tão fácil pra ela também, eu sabia.

Eu me estiquei rápido, peguei o copo de gin que tinha sobrado da noite anterior e virei tudo de uma vez. O líquido desceu queimando, quente, abrindo um caminho no peito. Não resolveu tudo, mas deu uma anestesiada leve na vergonha.

— Vem, Ju. Senta mais colada no lado dela — Patricia mandou, já posicionando a câmera.

Eu sentei no sofá, de frente pra Juju. Nossas pernas quase se encostando, joelhos se roçando de leve. As luzes batiam forte, deixando tudo brilhante, suado. Patricia começou a guiar:

— De frente uma pra outra. Isso. Agora aproxima o rosto... como se fossem se beijar, mas sem encostar a boca ainda. Olhos nos olhos. Juju, inclina a cabeça... isso. Ju, mão na cintura dela, só apoiando, sem apertar.

O flash estourou. Eu sentia o calor do corpo da Juju tão perto que meu estômago revirava. O gim começava a bater, misturando com o nervosismo, deixando tudo mais quente, mais confuso.

— Agora simula beijo no pescoço... Juju, desce devagar, boca aberta perto do ombro da Ju... isso, como se fosse chupar. Ju, arqueia um pouco as costas, empina o peito... perfeito.

Eu sentia a respiração dela batendo quente na minha pele. Meu corpo inteiro arrepiou. A calcinha já tava molhada desde antes, e agora piorava. O suor começou a escorrer entre os peitos, descendo pela barriga. Juju tava tremendo também, eu via o peito dela subindo e descendo rápido, os mamilos duros marcando o top fino.

— Troca. Agora Ju beija o peito da Juju... sem encostar ainda, só aproxima... isso, boca aberta, língua pra fora de leve... caralho, que tesão, meninas.

O flash piscou de novo. Eu tava quase sem ar. Minha boca ficou a milímetros do peito dela, sentindo o calor que saía da pele, o cheiro doce misturado com suor. Juju soltou um suspiro trêmulo, quase um gemidinho baixo que só eu ouvi. Nossos rostos tavam tão perto que eu sentia o calor da respiração dela misturando com a minha. A gente trocava ar, quente, úmido, rápido. Meu corpo inteiro tremia, as coxas apertadas uma contra a outra pra tentar disfarçar o quanto eu tava babando lá embaixo.

— Isso... agora inverte. Juju, vai pro peito da Ju... devagar... boca aberta... lambe o ar, como se fosse chupar o bico... delícia, porra.

Juju aproximou. Eu senti a boca dela pairando sobre meu mamilo, o ar quente dela batendo direto no bico duro. Um arrepio violento subiu pela espinha, minhas pernas tremeram, o suor escorrendo mais forte agora, pingando da testa. Eu tava ofegante, o peito subindo e descendo rápido, trocando ar com ela num ritmo desesperado. O tesão tava insuportável. Eu queria que ela encostasse de verdade, queria sentir a língua quente, queria gemer alto ali mesmo na frente de todo mundo.

Patricia clicava sem parar.

— Perfeito... agora as duas de lado, simulando que tão se roçando... quadris juntos, mas sem encostar ainda... isso, como se fossem foder sem tirar a calcinha...