Capitulo 43
A gente obedeceu. Nossos corpos quase colados, o calor da pele dela queimando a minha. Eu sentia o suor dela misturando com o meu, a respiração acelerada, o tremor nas coxas. Meu clitóris latejava tanto que doía, a calcinha completamente ensopada, o tecido escuro no meio já óbvio demais.
Foi quando Patricia parou de clicar por um segundo, enfiou a mão na bolsa e veio até nós com aquele sorrisinho sacana que eu já conhecia.
— Agora a surpresinha pras fotos... quando vocês tirarem a calcinha, vai ter isso aqui pra dar um toque especial.
Ela estendeu a mão aberta. Dois plugs anal pequenos, brilhantes, um rosa e um preto, com pedrinha brilhante na base.
Juju olhou e congelou completamente. O rosto dela ficou branco na hora, os olhos arregalados, o corpo travado de nervosa como se tivesse levado um choque.
— Pera... plugue? No cu? — a voz saiu fina, em pânico total. — Paty, você tá maluca? Eu não vou enfiar isso no meu cu, caralho!
Ela continuou sentada na mesma pose, mas o pânico era visível pra todo mundo: mãos tremendo, respiração curta, olhar desesperado virado pra mim como quem pede socorro. E eu... eu só conseguia pensar que se ela tava assim, eu tava muito mais em pânico ainda.
Eu estiquei a mão, peguei um dos plugs e fiquei olhando aquela coisa brilhando. Nunca tinha pensado em usar uma dessas na vida. Quer dizer... eu até já tinha fantasiado uma vez ou outra, mas a vergonha sempre comia tudo antes de qualquer coisa. Dessa vez, porém, fui eu quem fez o papel da Juju.
— Vem... eu te ajudo a colocar.
Minha irmã virou o rosto pra mim num misto de incredulidade e raiva.
— O quê? Espera, não! Eu só posso estar maluca mesmo. Você, a santinha do pau oco, tá querendo me convencer a enfiar uma coisa no cu? É isso mesmo? — e de repente ela começou a rir. Não era deboche, não era raiva. Era aquele riso confuso dela que eu nunca conseguia decifrar direito. — Eu não vou enfiar coisa no meu cu, não.
Meu raciocínio veio rápido. A gente já tava nessa merda toda. Já tinha enfiado dedo, vibrador, língua... já tinha feito tudo na frente de um monte de gente. Meu maior medo era a Patricia desistir da gente, sabe? Menina querendo ser camgirl tem um monte por aí, e a gente ainda não sabia nada do universo.
— Paty, a gente vai no quarto rapidinho. Aproveitar pra se limpar um pouco e... colocar isso.
Ninguém falou nada. Patricia só assentiu de mau humor, ainda irritada com o atraso. Eu segurei a mão da Juju e puxei ela pro quarto, os dois plugs na outra mão.
Assim que entramos, eu empurrei ela pra dentro e tranquei a porta atrás de nós.
— Garota, olha só... você me colocou nessa aqui toda pra gente conseguir dinheiro pra pagar as contas do pai. Por isso que eu tô aqui. A Patricia é profissional e isso aqui, por mais ridículo que pareça, é um trabalho. Porra, sério que você vai empacar pra enfiar uma coisa dessa na bunda?
Ela me olhou, estranhando a inversão de papéis. Eu via na cara dela que eu nunca tinha falado assim antes.
— Você sabe como é vergonhoso pra mim aparecer com um troço enfiado no meu cu? E você acha que isso é menos vergonhoso do que ficar pelada todo dia pra punheteiro gozar pra mim em troca de dinheiro?
Eu odiava confronto. Sempre odiei. Sempre fugi deles como se fosse fogo. Mas muita coisa tava mudando em mim. Eu já sabia que não tinha mais volta. Se eu tava nessa, eu ia ter que fazer dinheiro de verdade. Pensei no meu pai lá no hospital, respirando com dificuldade, dependendo da gente pra não piorar. As contas subindo todo santo dia. O apartamento que a gente podia perder. Eu não podia deixar a Patricia desistir da gente agora.
— Resumindo — falei, a voz saindo mais firme do que eu esperava —, você vai enfiar essa merda no seu rabo agora. Porque se a Paty resolver não trabalhar mais com a gente, eu tô fora. Nenhuma de nós duas sabe fazer isso direito sozinha, entendeu?
Juju ficou me olhando por uns segundos. Depois soltou uma risada baixa, sem ódio nenhum. Eu me surpreendi. Era riso de aprovação, quase de orgulho.
— Olha... olha só... temos mais uma ovelha negra na família...
Eu comecei a rir junto, nervosa, aliviada, o gin ainda queimando no estômago. Mas meu corpo lembrou rapidinho do tesão da sessão de fotos, e pelo visto o dela também. Juju me puxou pela cintura de repente, colando o corpo no meu, e me deu um beijo quente, molhado, daqueles que não pedem licença. Nossos seios se apertaram um contra o outro por cima do tecido fino, os mamilos duros roçando, latejando, e eu senti o calor dela inteiro me invadindo. A língua dela entrou na minha boca sem aviso, urgente, quase bruta, misturando saliva e o gosto doce do gim que a gente tinha bebido mais cedo. A gente trocava ar rápido, ofegante, o peito subindo e descendo colado, suor escorrendo entre os seios e grudando a pele uma na outra.
Ela afastou a boca só um pouquinho, ainda colada na minha, respiração quente batendo nos meus lábios, e sussurrou baixinho:
— Se alguém vai enfiar isso em mim... quero que seja você.
Eu ri nervosa, o coração martelando no peito.
— Irmã, eu não sei colocar isso não... mas vamos, tem que ser rapidinho.
Juju não falou mais nada. Só se virou, ajoelhou com um joelho em cima da cama, quase ficando de quatro, e arrastou a calcinha pro lado com dois dedos. A calcinha fina grudou um pouco na pele molhada antes de sair do caminho. Ela abriu a bunda com as duas mãos, separando as nádegas sem vergonha, e eu vi tudo: a buceta lisinha, inchada, brilhando de tanto tesão, os lábios rosados abertos, um fiozinho grosso e claro escorrendo devagar da entrada até quase o clitóris. O cuzinho apertado logo acima, rosadinho, piscando de nervoso. O cheiro subiu forte — doce, salgado, aquele cheiro de buceta molhada misturado com suor da sessão de fotos. Era quente, úmido, viciante pra caralho.
Eu não resisti.
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