Capitulo 47

A última parte da sessão voou. Eu juro que eu não me reconheci. A Justine da semana passada, se me visse aqui agora, não se reconheceria de jeito nenhum. Eu estava solta, leve, quase confortável dentro daquele caos todo. E o mais louco é que nem era por causa do gim, porque o copo ficou esquentando sozinho num canto, com a bebida quase intocada.

Nessa última parte a coisa ficou mais pesada, era de pernas abertas mostrando tudo mesmo.

— Agora a gente tem nude pra mandar pro ano todo — disse minha irmã rindo. — Se eu soubesse que era tão fácil, jamais ficava que nem uma idiota com o telefone entre as pernas tirando foto borrada.

A dificuldade agora era outra: segurar nós duas. Ninguém ali sabia que a gente se pegava, mas a coisa ficou meio na cara. O jeito que a gente se olhava, os beijos que duravam mais do que deviam, a cara de tesão intenso e, claro, as pepecas pingando rios.

A voz do Pedro comandando me deixava doida. Ele nos guiava nas poses de um jeito respeitoso, mas com aquele toque delicioso de vulgaridade que fazia minha barriga apertar.

— Vai, gostosas. As duas empinem pra mim... isso. Agora com uma mão abram uma banda da bundinha e deixa eu ver tudo... — ele dava uns cliques seguidos — Isso, lindo de ver. Mega excitante.

Eu sentia o olhar dele queimando na minha pele. Toda vez que ele falava “gostosas”, minha buceta latejava mais forte, o plug apertando lá dentro como se respondesse à voz dele. Quando eu abria a bunda pra câmera, eu imaginava que era pra ele. Quando eu olhava pra lente, era nele que eu pensava.

Até que por fim a sessão terminou. Paty disse que ainda tinha que trabalhar em outro lugar, estava atrasada, e foi embora às pressas, se despedindo rápido da gente.

— Meninas, ficaram ótimas as fotos. Eu vou editar elas essa semana e mando pra vocês, tá?

Pedro e Vanessa ficaram ali desmontando as luzes e guardando tudo nas bolsas pretas. Eu observava de canto, o coração acelerado, esperando uma brecha pra chegar nele longe da ex dele. O plugzinho dentro de mim não parava de lembrar que eu estava molhada.

Foi quando minha irmã chegou perto de mim, baixinho:

— Tu tá criando coragem pra falar com ele, né?

Eu olhei pra ela tensa, quase nervosa.

— Queria pedir pra ele ficar. Será que ele topa?

— Quer que eu desenrole? — ela perguntou, já com aquele sorrisinho maldoso que eu conhecia bem demais.

— Não! Você vai roubar ele, não é a primeira vez que você faria isso, Juju.

— Ué, a gente não ia dividir? — disse ela, provocadora.

— Claro que não, eu tava brincando!!! Ahhh, por favor não se mete no meio não. Deixa eu me dar bem, deixa? — falei quase implorando, segurando o braço dela.

Juju riu baixinho, mas não insistiu. Eu respirei fundo, sentindo o plug pressionar gostoso quando eu me mexi. Meu olhar voltou pro Pedro. Ele estava agachado guardando um softbox, a camisa subindo um pouco e mostrando um pedaço da barriga. Ele levantou o olhar de repente e me pegou encarando ele.

Ele sorriu de canto. Um sorriso lento, safado, daqueles que sabem exatamente o que estão fazendo. Meu estômago revirou e só senti minha buceta mordendo o vazio dentro do biquini.


— Eu tô impressionado como você ficou à vontade na última parte, Ju. A sessão terminou e você nem saiu correndo pra colocar as roupas!

Eu me aproximei devagar e me agachei bem perto dele, fingindo ajudar a juntar uns fios soltos. Nossos joelhos quase se encostavam. Meu coração batia tão forte que eu tinha certeza que ele conseguia ouvir.

— É... acho que foi o gim — menti, rindo sem graça. — E sei lá... vocês já viram tudo que tinha pra ver mesmo. Não tenho mais por que ficar com vergonha, né?

Pedro parou o que estava fazendo e me olhou fixo. O olhar dele desceu devagar pelo meu corpo antes de voltar pro meu rosto.

— Ah, viu? Não falei? — a voz saiu mais rouca. — Agora você tá entendendo por que as pessoas ficam à vontade no set.

Eu ri, vermelha, tampando a boca com a mão de puro nervoso. Era verdade. Depois de um tempo pelada na frente dos outros, a vergonha vai embora e só fica o tesão.

— Sim... — respondi baixinho. — É que você me deixou confortável.

Eu sempre fui péssima dando mole.

Ele parou completamente de guardar as coisas. Ficou me olhando em silêncio por uns segundos longos, o ar entre nós ficando pesado. Parecia que ele queria dizer alguma coisa, mas segurou. O olhar dele era direto, quente, sem disfarce.

— Vai fazer o que hoje, Pedro? — perguntei, a voz saindo mais baixa do que eu queria.

Enquanto isso, minha irmã distraía a Vanessa do outro lado da sala, falando sem parar. Eu mal prestava atenção nelas. Só conseguia sentir o olhar dele em mim.

— Eu ia adiantar os vídeos de vocês hoje — ele respondeu, sem tirar os olhos de mim. — E você?

Eu hesitei. Não queria parecer fácil.

— Hoje tem cam.

Ele sorriu devagar, um sorriso safado que fez meu estômago apertar.

— Sério? Adoraria assistir.

Eu ri nervosa, sentindo o rosto queimar.

— Mentira... você já viu a gente a tarde inteira. Deve tá cansado de ver a gente pelada. Não enjoou não?

Pedro não riu. Ele me olhou de cima a baixo, bem devagar, sem pressa nenhuma. O olhar dele era tão pesado que eu senti minha buceta contrair em volta do plug.

— Não. Nunca — disse ele, a voz baixa e grossa. — Como eu posso enjoar de olhar isso?

E apontou pra mim com o queixo, como se estivesse mostrando meu próprio corpo, descendo o olhar pelos meus peitos, pela barriga, parando bem entre as minhas pernas.

Meu Deus... Senti um calor subir rápido pelo corpo inteiro. O plug apertou lá dentro quando eu me mexi, e um tremorzinho quente bateu pelas coxas. Fiquei sem ar, mordendo o lábio com força, completamente molhada e sem saber o que responder.