Capitulo 48

Ele continuou me olhando. O silêncio entre nós ficou carregado, perigoso, grosso no ar. Era como se a qualquer momento ele pudesse me encostar na parede ali mesmo, sem pedir licença.

Eu não sabia mais o que dizer. Meu repertório ridículo de cantadas tinha acabado completamente. Fiquei só rindo que nem uma idiota, nervosa, oferecida, sentindo o plug apertar lá dentro toda vez que eu respirava mais fundo.

Até que ele se virou pra Vanessa e falou:

— Garota, tu vai embora de Uber?

— Vou. Tu termina o resto? — ela respondeu, olhando ao redor do apartamento e vendo muito mais do que serviço terminado. O sorriso sugestivo no rosto dela deixava claro que sabia exatamente o que ia rolar. — Acho que a partir de agora eu não posso mais ajudar.

Ela sorriu maliciosa, se levantou, falou alguma coisa rápida de trabalho com ele, passou no banheiro e, na volta, se despediu e foi embora.

Minha irmã, como sempre esperta, arrumou um jeito de sumir no apartamento apertado. Eu vi que ela tinha entrado no banho. Era exatamente o que eu também precisava fazer, porque o plug na minha bunda já estava começando a assar e incomodar pra caramba. Fiz uma careta de dor sem querer quando me mexi.

Pedro percebeu na hora.

— Que foi? Que cara é essa?

— O plug... tá queimando... — respondi, tentando uma reboladinha curta como se pudesse ajeitar aquela massa estranha dentro de mim.

Ele me olhou com mais atenção, um sorrisinho surgindo no canto da boca.

— Você nunca usou um desses, né?

Eu ri meio sem graça e só assenti.

— Então... era bom você tirar isso logo pra não se machucar — sugeriu ele, a voz baixa, quase íntima.

Eu engoli seco.

— Eu vou tirar... tô esperando minha irmã sair do banheiro.

O silêncio voltou, ainda mais pesado. Pedro não disse nada, só ficou me olhando. O olhar dele descia devagar pelo meu corpo, parando na minha boca, nos meus peitos, descendo até o meio das minhas pernas. Eu sentia cada centímetro que ele olhava. O plug apertava mais forte, minha buceta latejava, molhada, sensível.

Ele deu um passo mais perto, a voz saindo rouca:

— Se quiser... eu posso te ajudar a tirar.

Eu ri meio que negando.

— Tira agora, tá com vergonha?

A pergunta dele tinha um tom de desafio, não era preocupação. Era provocação pura.

— Não... eu tenho vergonha, tô com medo de tirar e doer, e sei lá... sair sujo — respondi, a voz saindo mais fraca do que eu queria. Era uma preocupação genuína.

— Vem cá... — ele se levantou devagar, pegou minha mão e me virou de costas pra ele. — Deixa eu te ajudar a tirar sem doer.

Na hora que eu entendi o que ele queria fazer, dei um pulinho pra frente, fugindo como uma idiota envergonhada, rindo nervosa.

— Eeiii, safado! Tira a mão da minha bunda, eu não vou deixar você tirar isso de mim! — minha boca falou exatamente o contrário do que meu corpo queria.

— Cadê o profissionalismo, senhora Justine? — ele fingiu uma cara séria, cruzando os braços, mas os olhos continuavam queimando. — Vem. Se estiver seco vai sair dolorido e machucar. Eu te ajudo, confia.

Eu fiquei olhando pra ele, medindo a situação. Era estranho pra caramba. Um cara pedindo pra me ajudar a tirar um plug da bunda. Óbvio que não precisava de ajuda, era só puxar. Mas eu fiquei ali, parada, olhando pra ele... depois dei uma olhadinha rápida pra porta fechada do banheiro. Não queria que minha irmã visse.

— Tá... mas é só pra tirar, tá? — menti pra mim mesma.

— Vai ali no sofá, se apoia e empina a bundinha pra mim — ele disse, a voz baixa, enquanto pegava um tubinho de lubrificante na bolsa.

Eu obedeci, o coração martelando no peito. Apoiei as mãos no encosto do sofá e empinei a bunda, sentindo o plug pressionar mais fundo com o movimento. A posição me deixava exposta, vulnerável. Ouvi ele se aproximar por trás. O calor do corpo dele chegou antes das mãos.

Ele colocou uma mão na minha lombar, firme, quente, descendo devagar até minha bunda. Com a outra, afastou a calcinha minúscula e segurou a base do plug rosa. Puxou de leve, bem devagar, só o suficiente pra esticar a entradinha sem tirar. Senti o anel do meu cuzinho se abrir um pouco e soltei um suspiro trêmulo.

— Tá seco aqui dentro — ele murmurou, a voz rouca bem perto da minha orelha. — Por isso tá queimando. Vou passar lubrificante pra facilitar.

Ele abriu o tubinho. O som do gel sendo espremido foi indecente. Depois senti o líquido frio tocar a pele quente ao redor do plug. Ele espalhou devagar, circulando a base com o dedo, pressionando de leve. Cada movimento fazia o plug se mexer dentro de mim, esfregando lá no fundo. Um calafrio subiu pela minha espinha.

Ele continuou lubrificando, movendo o plug em círculos lentos, empurrando um pouco pra dentro e puxando um pouquinho pra fora, como se estivesse testando. A sensação era insuportável de tão boa. Meu cuzinho pulsava em volta do silicone, e minha buceta latejava vazia, escorrendo sem parar.

Sem perceber, minha mão subiu sozinha e apertou um dos meus seios por cima do top, os dedos beliscando o mamilo duro. Outro gemido baixo escapou.

Pedro percebeu. Ele se inclinou mais sobre mim, o peito quente encostando nas minhas costas, e deixou o dedo escorregar mais baixo, esbarrando “sem querer” nos lábios molhados da minha buceta. O toque leve me atravessou como um raio. Minhas pernas tremeram forte, a buceta contraiu, soltando mais um fio quente.

Eu não conseguia falar direito, minha respiração estava ofegante, minha pele toda arrepiada, a posição vergonhosa, a vulnerabilidade me deixava mole. O jogo de tirar o plug se estendia e eu estava amando aquilo.

— Eu acho que vai doer muito, Pedro... Eu não tinha que estar excitada? — soltei, a voz saindo rouca, vadia pra caralho. Eu mesma me julguei no mesmo instante.

Ele riu baixinho. O ar quente da risada bateu nas minhas costas quase nuas, me arrepiando inteira. Depois senti a boca dele encostar bem no pé do meu pescoço — um beijo lento, quente, molhado. Um arrepio violento subiu pela minha espinha, descendo até os pés. Ele começou a descer devagar, beijando a nuca, a curva das costas, os lábios quentes roçando na pele suada enquanto as mãos grandes massageavam minha bunda com firmeza, abrindo as nádegas devagar, apertando a carne macia.