Capítulo 16
Meu corpo estava muito relaxado, como se todos os músculos tivessem derretido devagar depois de uma longa tensão que eu nem sabia que carregava. Os ombros caíam pesados, mas de um jeito bom, morno, como se alguém tivesse colocado uma manta quente sobre mim. A pele ainda formigava em lugares aleatórios — no pescoço onde os dedos dele apertaram, nas coxas internas onde o sêmen secava em crostas finas e pegajosas, na garganta que ardia de leve toda vez que eu engolia. Abri a porta do armário de novo, o rangido baixo da madeira ecoando no quarto quieto, e me virei devagar, querendo ver o que ele via. Me empinei de costas pro espelho, olhando por cima do ombro. Minha bunda pequena, empinadinha, redondinha, firme o suficiente pra não balançar, mas macia o bastante pra ceder se alguém apertasse. A pele clara, lisa, sem marcas, sem estrias, brilhando de leve com o suor que ainda não tinha secado todo. Senti o ar fresco do quarto roçando direto nas coxas nuas, na bunda exposta, arrepiando tudo de leve e mandando um formigamento quieto direto pro ventre.
Eu queria que ele me visse. Queria sentir aqueles olhos pesados grudados em mim, como se o olhar dele pudesse me tornar mais real, mais presente.
— Jonathan, você acha minha bunda mirrada?
Minha voz saiu baixa, rouca, quase provocante Ele balançou a cabeça rápido, como se tentasse acordar de um transe, piscando forte. Respirou fundo, o peito subindo e descendo visivelmente, e respondeu tentando soar natural, mas a voz saiu grossa, arranhada.
— Acho bonita. Quer dizer… é pequena, mas não é tipo reta como se não tivesse bunda. É uma bundinha pequena.
Ouvi aquilo e uma onda quente subiu devagar pelo peito. Era verdade. Pequena, mas com formato. Empinada o suficiente pra marcar quando eu sentava de lado, redonda o bastante pra preencher a palma da mão se alguém quisesse segurar. Lisa, clara, sem estrias, sem celulite. Perfeita pra ser ignorada… ou pra ser devorada por quem quisesse olhar de verdade.
Sentindo o peso do olhar dele nas minhas costas — quente, fixo, quase palpável —, peguei as coisas de novo: a calcinha limpa dobrada, a camiseta larga de dormir, o absorvente. Caminhei pro banheiro que ficava dentro do quarto, a porta aberta, o piso frio sob os pés descalços.
— Vem pra cá. Não dá pra ficar gritando, o pai vai ouvir a gente.
Entrei, posicionei a toalha felpuda no gancho do box pra pegar fácil depois, coloquei as roupas em cima da pia fria de porcelana. Abri o chuveiro: o som da água caindo no piso ecoou alto no espaço pequeno, o vapor começando a subir devagar, quente e úmido. Enquanto esperava esquentar, agi como sempre faço quando tô sozinha: levantei a tampa do vaso com um clique seco, e sentei. As coxas se abriram um pouco, o tufo escuro dos pelos se espalhando contra a borda fria do assento, o corpo inteiro nu da cintura pra baixo. Senti o sêmen ainda saindo devagar, grosso e morno, escorrendo por dentro de mim numa cosquinha estranha, quente, como se meu corpo estivesse se esvaziando aos poucos. Porra de dois homens. Pingava no vaso com um som leve, ritmado, quase íntimo. O cheiro subiu devagar — salgado, cru, misturado com o meu próprio cheiro úmido.
Ele entrou nessa hora. Parou na porta, olhos arregalados, rosto corando forte. Me viu sentada ali, pernas ligeiramente abertas com o tufo exposto, o som líquido num jato mais forte.
— Calma que é xixi — falei calmamente.
— Você é nojenta, garota.
Mas ele não saiu. Ficou ali, olhando pro chão primeiro, depois pra mim, depois pro chão de novo. Mãos inquietas nas laterais do corpo, respiração pesada.
— É xixi. Para… deixa de ser babaca.
Ele engoliu seco, olhos voltando pra mim — pras coxas, pro volume escuro entre elas, pro meu rosto.
— Se eu fizer xixi na sua frente você não vai gostar.
Eu não dei bola pra provocação dele. Só entrei no box, deixei a porta entreaberta e deixei a água quente cair direto na minha pele. O jato veio forte no começo, batendo nos ombros, escorrendo pelas costas. Fechei os olhos um segundo, sentindo o calor se espalhar, os músculos relaxando mais ainda, como se a água estivesse derretendo o que sobrou do dia.
Meu irmão fechou a tampa do vaso e sentou ali, tentando fingir naturalidade. Começou a falar coisas do colégio dele — um amigo que levou suspensão por fumar no banheiro, uma menina que mandou mensagem pra ele no zap, o professor de educação física que quase caiu da escada durante o alongamento. Tagarelando demais na conversa, como se quisesse preencher o vazio da minha parte no diálogo. Mas eu ouvia o tremor sutil, o jeito que as palavras tropeçavam de vez em quando.
Peguei o sabonete líquido e espremi na palma. Espalhei devagar nos braços primeiro, fazendo espuma branca deslizar pela pele clara, pelos pelos finos que eu nunca raspava. Depois subi pros ombros, pro pescoço, sentindo os dedos roçarem as marcas leves que os dedos do Gustavo deixaram. Desci pros seios pequenos, apertando de leve por cima do sabão, senti meus mamilos endurecendo sob a palma escorregadia. Passei o sabão em círculos lentos, sentindo o atrito gostoso, o calor da água misturado com o toque. Não era só higiene. Era sensação. Eu sabia que ele estava olhando. Deixei uma fresta aberta de propósito, o suficiente pra ele ver meu corpo, os movimentos.
Virei de costas pra ele, empinando a bunda de leve enquanto ensaboava as costas, as nádegas pequenas, descendo pras coxas. A espuma escorria devagar pelas curvas, pingando no piso do box. Depois me virei de frente de novo, devagar, sem pressa. Abri mais as pernas, apoiei um pé na borda baixa do box pra equilibrar, e deixei a mão descer entre as coxas. Passei o sabão ali com calma, dedos abrindo os grandes lábios devagar, esfregando o clitóris inchado que ainda latejava do que rolou mais cedo. A espuma se misturava aos pelos, escorrendo branca e grossa pelas coxas internas. Eu não olhava pra ele diretamente. Só sentia o olhar pesado grudado em mim — quente, fixo, sem piscar. Ouvi a respiração dele mudar, ficar mais curta, mais funda.
Deixei ele ver tudo. Os pelos escuros embolados agora cheios de espuma, os lábios rosados inchados se abrindo sob os dedos, o clitóris saindo do capuz quando eu circulava devagar. Não era pra provocar de propósito. Era pra sentir. Sentir que eu era vista, desejada, mesmo sendo comum, mesmo sendo a irmã quieta que ninguém nota. A água quente batia nas costas, escorrendo pela bunda, pelas coxas, lavando a espuma devagar. Eu esfreguei mais fundo, dois dedos entrando um pouco, limpando por dentro, sentindo o estiramento gostoso, o calor interno misturado com a água. Um suspiro baixo escapou da minha boca, rouco, quase inaudível sob o barulho do chuveiro.
Foi aí que percebi: ele não falava mais. O silêncio caiu pesado no banheiro, só o som da água, da minha respiração, da dele. Olhei de lado e ele estava inclinado pra frente, olhos escuros fixos em mim, boca entreaberta, rosto vermelho, as mãos apertando o seu volume. Não disfarçava mais.
E eu não parei.
Continuei com a mão entre as pernas, dedos deslizando devagar na espuma, circulando o clitóris que latejava forte agora, inchado e quente sob a água. O vapor enchia o banheiro inteiro, embaçando o espelho, grudando no ar como uma névoa grossa que deixava tudo mais lento, mais pesado. Eu sentia o olhar dele queimando pelas costas, e aquilo só fazia o tesão subir mais, uma onda morna que começava no ventre e se espalhava pros peitos.
Ele estava quieto agora, sentado na tampa fechada do vaso, pernas abertas, mãos apertando o volume. Eu via de canto de olho: o short marcando um volume que não disfarçava mais, o rosto vermelho, respiração curta como se doesse.
— Você tá se apertando aí, menino? Tá de pau duro pra sua irmã, seu safado?
Falei dissimulada, voz baixa e provocante, quase rindo por dentro, mas com um tom rouco que traía o quanto aquilo me mexia. Achei que ele ia corar mais, fazer piada, desviar o olhar, qualquer coisa de irmão normal. Mas não. Ele ficou calmo, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Só respirou fundo, olhos pesados nos meus pela fresta, e puxou o elástico do short pra baixo devagar.
Tirou o pau pra fora.
Quem ficou surpresa fui eu.
Era médio, bonito, reto, cabeça e liso, sem um pelo sequer — minha mãe não vigiava isso nele, pelo visto. Veias finas pulsando de leve na pele clara, duraço, apontando pra cima como se doesse de tão rígido. Ele segurou na base, alongando, estirando pra baixo como se quisesse me mostrar o tamanho inteiro, a grossura, tudo.
— Você me deixou de pau duro, olha.
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