Capítulo 17
Ele falou com uma naturalidade que me desconcertou, como se estivesse comentando sobre o tempo. Mas seus olhos... eram escuros, intensos, pregados em mim sem piscar. E eu olhei. Meus olhos se fixaram ali, na sua mão envolvendo seu membro, ereto por mim. Por minha causa. Um calor me tomou por dentro, uma onda de desejo tão intenso que senti um contragolpe entre minhas pernas, minha vagina pulsando sozinha. Meus dedos, cobertos de espuma, pararam por um instante. Um riso nervoso escapou da minha garganta, rouco, quase um engasgo. Eu não estava preparada para algo tão intenso naquele momento. Meu coração disparava, meu corpo inteiro parecia pegar fogo, mas eu precisava fingir que era tudo uma brincadeira, não podia deixar transparecer como aquilo me excitava, o quanto eu queria vê-lo se tocar enquanto me observava.
— Mostra pra mim como você faz.
A água continuava caindo sobre mim, mas eu havia parado de me lavar, minha coordenação motora simplesmente desapareceu. Toda minha atenção estava nele, sentado no vaso sanitário com seu pênis duro à mostra. Nunca tinha visto um homem se masturbar ao vivo, só em filmes, e eu sabia que nada daquilo era real, não como as pessoas fazem de verdade. Ele segurava logo abaixo da glande, com movimentos curtos e precisos, seu olhar perdido, alternando entre o que fazia e meu corpo.
Enxaguei a espuma apressadamente, peguei minha toalha e me aproximei dele.
— É bom assim?
Ele respondeu com um "é..." suspirado, quase inaudível, com uma expressão de puro prazer. E então tive uma ideia. Eu queria aprender a masturbar um homem, fazer da maneira certa. Já tinha feito sexo oral com dois caras, e disseram que foi bom, mas quem sabe era só um elogio para me encorajar? Meu irmão certamente não me negaria essa lição, e afinal, quem melhor para me ensinar a fazer uma punheta do que um adolescente expert nisso?
— Jonathan, me ensina a fazer isso? — perguntei, surpresa com minha própria coragem, as palavras saindo num fluxo de adrenalina.
Ele me olhou, não sei se compreendeu totalmente, mas assentiu com a cabeça.
— Então tira o short e a blusa. Vai.
Dei a ordem e saí do chuveiro, envolvendo-me na toalha enquanto me secava rapidamente. O cabelo que planejava lavar foi completamente esquecido. Fiz tudo enquanto observava meu irmão despindo-se lentamente, visivelmente nervoso e envergonhado.
Me agachei entre suas pernas, com ele ainda sentado no vaso. Ele continuava se tocando, e eu observava atentamente, tentando memorizar cada movimento, cada pressão.
— Posso?
— Nicole, você é maluca — soltou ele, a voz carregada de uma culpa que quase me fez recuar.
Por um instante, a vergonha bateu forte, e pensei em desistir. Mas então aquela sensação do proibido, a eletricidade de estar cruzando uma linha, e a segurança de estar com ele... era tudo tão intenso, tão bom. O fato de ele saber que era errado me dava uma confiança estranha, a certeza de que nada daria errado, a menos que fôssemos descobertos. Havia um amor ali, um conhecimento mútuo que tornava tudo seguro.
Minha mão substituiu a dele, envolvendo seu membro exatamente onde ele segurava. Comecei a imitar o ritmo, o movimento que ele havia me mostrado. A cabeça dele bateu suavemente contra o azulejo atrás de si, seus braços caíram inertes ao lado do corpo, e um gemido profundo de puro prazer escapou de seus lábios. Ele estava completamente entregue a mim, vulnerável. Era como se, ao segurar seu pênis, eu tivesse ganho o poder de fazer qualquer coisa com ele.
Meu corpo todo formigava. Meu rosto parecia dormente, e um calor intenso me consumia por dentro. Minha buceta doía de tesão, uma vontade animal de enfiar algo dentro de mim, qualquer coisa, para aplacar a fome que crescia ali.
— Não tem que molhar? — perguntei, a curiosidade sobrepondo o nervosismo.
Eu tinha ouvido dizer que todo homem gostava de molhado, de escorregadio, que do contrário podia machucar. Minha inexperiência era total, por isso a pergunta saiu natural.
— Pode... molhar sim... é bom... — ele respondeu, a voz arrastada, cada palavra uma luta contra o prazer que minhas mãos lhe causavam.
Ele não me olhou, mantendo a cabeça encostada no azulejo frio, os braços caídos, inertes ao lado do corpo, como se tivesse desistido de qualquer controle.
Minha atenção se fixou novamente em meu trabalho, em meu poder sobre ele. Olhei para o pênis em minha mão. Não era grande, mas tinha um tamanho perfeito, proporcional, com veias sutis que se destacavam sob a pele lisa. A glande era rosada e inchada, pedindo por atenção. Continuei o movimento por mais alguns instantes, admirando a forma como ele reagia a cada toque, cada variação de pressão. A ideia de usar saliva me pareceu clínica, distante. Eu queria era sentir o gosto dele, a textura, o calor de verdade.
Sem aviso, inclinei a cabeça e, com a língua, tracei um caminho lento e molhado ao redor da ponta do pau, antes de engolir a cabeça inteira com minha boca. O gosto era leve, salgado, e a temperatura me surpreendeu. A reação foi imediata e violenta. Um gemido alto e cortante, de puro espanto e prazer, ecoou no banheiro. O corpo dele se contraiu inteiro. Ele ergueu a cabeça da parede de repente e seus olhos, agora arregalados, encontraram os meus. O olhar era de choque, de incredulidade, mas por trás disso, uma chama de desejo tão intensa que queimou qualquer vestígio de dúvida que restava entre nós.
O choque em seus olhos deu lugar a uma fome que espelhava a minha. Naquele instante, algo em mim se quebrou. O último fio de contenção, a última lembrança de que éramos irmãos, de que aquilo era proibido, simplesmente se desfez. Eu não estava mais apenas curiosa; eu estava faminta.
Minha boca desceu com voracidade, engolindo-o o mais fundo que pude, sem técnica, apenas puro instinto. O som que saiu da minha garganta foi um rosnado, um som animal que eu não sabia que era capaz de fazer. Minha mão, que antes imitava seu ritmo, agora criava o seu próprio, firme e rápido, sincronizado com os movimentos da minha cabeça. Eu estava em um transe. Cada gemido que ele soltava era combustível, cada contração de seus quadris era um convite para mais.
Revezava com uma urgência desesperada. Quando minha boca precisava de ar, minha mão assumia o controle, apertando, subindo e descendo com uma força nova. E quando meus pulmões se enchiam, eu voltava a atacá-lo com a boca, chupando, lambendo, roendo a pele com cuidado, perdendo-me na sensação dele contra minha língua.
Na minha cabeça não se passava nada além de "Nicole, sua boqueteira piranha, tá chupando o próprio irmão, sua vagabunda", e a ideia me excitava ainda mais. Cada pensamento proibido só aumentava o meu desejo. Eu chupava ele com uma intensidade feroz, delirando com cada gemido que escapava de seus lábios e com os espasmos que percorriam seu corpo. Era como se eu estivesse em um transe, completamente absorvida pelo prazer que estava dando e recebendo.
Em um determinado momento, o corpo dele começou a ficar rígido, e ele tentou falar algo, inclinando-se para frente e dando tapinhas na minha cabeça. Ele queria avisar que ia gozar, mas as palavras simplesmente não saíam. Seus olhos estavam arregalados, cheios de um desejo intenso e desesperado. Eu só apertei seu pau com mais força, determinado a não deixar que ele escapasse. Chupei molhado, deixando-o bater quase na minha garganta, que o Gustavo havia machucado mais cedo. A dor só servia para intensificar o prazer, tornando cada movimento ainda mais intenso e avassalador.
Então, o jato veio. Direto, forte e quente, me fazendo engasgar e soltar a rola para respirar. O gosto salgado encheu minha boca, e por um momento, eu fiquei sem ar, completamente dominada pela intensidade do momento. Soltei a boca, mas não as mãos, continuando uma punheta ritmada, sentindo cada contração e espasmo enquanto ele gozava.
— Para, para, para... — meu irmão tentava fazer eu parar, rindo e tremendo de espasmos. Sua voz estava carregada de um misto de diversão e exaustão, como se ele não conseguisse acreditar no que acabara de acontecer.
— Nossa, que gozada forte, você goza assim sozinho? — perguntei, ainda ofegante, sentindo o gosto dele em minha boca escorrer e o calor do momento ainda pulsando entre nós.
E a coisa não parou por aí...
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