Capítulo 18
O fogo tinha tomado conta de mim e eu não estava pensando muito nas consequências dos meus atos. Aquilo deixou marcas muito profundas em mim — e eu sei que nele também, — mas ali, quem de nós dois iria querer parar?
A biologia parou por nós.
Meu irmão, como qualquer homem, depois que goza corre. E ele não foi diferente. Eu estava ajoelhada entre as pernas dele no banheiro, com a porra dele ainda quente na boca e na ponta do nariz, fazendo chacota dele enquanto assistia louca os espasmos do corpo dele, o pau amolecendo devagar na minha mão. Ele tremia inteiro, olhos semicerrados, respiração entrecortada.
— A gente pode fazer isso de novo? — ele ria, tentando recuperar o ar, mas sem olhar pra mim diretamente. — Seria muito bom.
E ele fez o que o Fabiano fez: começou a falar pelos cotovelos. Tagarelou sobre o colégio, as meninas que ele fez coisinhas, sobre qualquer coisa pra preencher o silêncio. Ali eu entendi de fato como os homens eram: o jeito era esperar. O pau amolecido, o corpo satisfeito, a cabeça já fugindo do que acabou de acontecer.
Mas eu não estava confortável. Fiquei sentada sobre os calcanhares, joelhos abertos no piso frio do banheiro, me tocando de leve entre as pernas. Cada toque era um leve delírio — a buceta em chamas, inchada, sensível demais, os dedos escorregando meu próprio molhado. Eu não gemia alto. Só respirava pela boca aberta, olhos pesados, olhando pra ele sem piscar muito.
Eu me levantei devagar, lavei o rosto na pia com água fria, sentindo o sêmen seco grudar na pele do nariz e do queixo, e fui pro quarto me vestir. Ele veio atrás, ainda falando sobre as peripécias sexuais dele — essas que ele não teve de verdade, só inventava pra parecer que sabia. Eu ouvia calada, sentada na cama, passando a camiseta larga pela cabeça, querendo que ele fosse embora ou me comesse de novo. Mas ele não queria me comer nem ia embora. E pra onde ele iria? Ele morava comigo.
Fiquei olhando pro chão, coxas apertadas, o desejo ainda rodando baixo, insistente, como sempre. Ele sentou do outro lado da cama, falando baixo, rindo nervoso. Eu não respondi. Só sentia o corpo pesado, satisfeito e vazio ao mesmo tempo. E o silêncio entre nós era mais alto que qualquer palavra.
— Jonathan! Cala a boca.
Ele se assustou com o tom, olhos arregalados, como se eu tivesse batido nele. Parou de falar no meio da frase, boca ainda aberta, respiração suspensa.
— Eu não tô interessada — falei baixo, firme, fazendo silêncio pra ele absorver. Depois perguntei, voz mais suave: — Você gostou?
— Sim, gostei — respondeu quase triste, culpado, olhando pro chão como se doesse admitir.
— Quer mais?
— Quero…
— Mas não quer agora, né?
— Não sei, acho que não — ele parou, olhos baixos, voz sumindo. — É meio errado, você não acha?
Eu achava. Claro que achava. Mas o fogo dentro de mim era maior, queimando quieto, insistente, como sempre. Não dava pra explicar, então minimizei, voz baixa, quase sussurrando:
— Olha, não é coisa mais certa, mas é uma coisa só entre a gente. Ninguém vai saber. A gente é tipo os Lannister agora.
A referência pegou ele. Deu um sorriso satisfeito, torto, daqueles que mostram os dentes certinhos. O silêncio caiu pesado no quarto, desconfortável, denso. Eu já estava vestindo só a camiseta larga de dormir — fina, velha, caindo até o meio das coxas — sentei ao lado dele na cama e comecei a fazer carinho no cabelo dele, dedos deslizando devagar pelos fios macios. Sempre achei meu irmão bonito. Namoraria ele facilmente. As meninas deviam ficar loucas com ele: sorriso fácil, corpo que já estava ficando quadrado, cheiro bom de perfume que ele passava todo dia.
No meio do pensamento e do silêncio, ele colocou a mão na minha coxa. Quente, hesitante no começo. Começou a andar calmamente, subindo e descendo em movimentos lentos, como se buscasse coragem ou minha aprovação. A palma dele era grande, áspera de leve nas bordas, e cada passada mandava um arrepio quieto pela pele. Eu mordi o lábio inferior, devagar, sentindo o calor subir do toque direto pro ventre. Abri as pernas um pouco mais, só o suficiente pra dar espaço, pra encorajar sem falar nada. A mão dele entendeu na hora — subiu mais, dedos abertos, roçando a parte interna da coxa, onde a pele é mais fina, mais sensível. Meu corpo respondeu sozinho: a buceta pulsou forte, inchando de novo, molhada já, o clitóris latejando baixo sob os pelos escuros. O ar do quarto parecia mais pesado, o silêncio só quebrado pela respiração dele ficando mais funda e pela minha, curta, pela boca entreaberta.
Ele subiu devagar, polegar roçando a dobra da coxa, depois os pelos — o tufo grosso, embolado, ainda úmido do banho e do que tinha rolado antes. A ponta dos dedos dele encostou ali, leve, explorando o volume quente, sentindo a textura áspera e macia ao mesmo tempo. Meu ventre contraiu inteiro, um suspiro baixo escapou sem querer. O toque era cuidadoso, quase reverente, mas firme o suficiente pra me deixar tonta de tesão. Eu não me mexi. Só deixei. Olhos pesados, boca entreaberta, esperando o que viria depois.
— Nicole?
Eu quase não ouvi ele me chamando, de tão boa que era a mão dele ali. Estava sentada aberta na cama, pernas afastadas o suficiente pra dar espaço, o corpo inteiro quente e mole ao mesmo tempo. Ele ficou só nos pelos da frente, dedos roçando o tufo grosso e embolado, sem descer propriamente, sem tocar onde eu precisava. Era uma ansiedade louca crescendo no ventre — porra, toca logo minha boceta, é mais embaixo! — o grelo latejando forte, inchado, implorando por pressão, por qualquer coisa que aliviasse o fogo que não parava de queimar.
— Ahnnn — gemi baixo em resposta, olhos já fechados, tremendo de tesão e ansiedade, o quadril se mexendo sozinho um pouquinho pra frente, buscando a mão dele.
— Você é muito peluda, cara. Você tem que raspar isso, urgente!
Eu abri os olhos na hora. Olhei pra cara daquele moleque filho da puta e minha mente congelou. O ar ficou preso no peito, os pulmões queimando. Puxei o fôlego de dentro, fundo, e desandei a falar, voz baixa mas firme, saindo rouca como se doesse.
Continua...
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