Capítulo 19
Sim, eu não me depilava. Minha mãe vigiava até os pentelhos em mim — o máximo que eu podia fazer era aparar com tesoura pra não escapar do maiô na aula de natação ou parecer limpa pro ginecologista. Mas no fundo eu gostava. Eles me faziam sentir mulher de verdade, adulta, selvagem de um jeito que ninguém mais via. Dava trabalho na higiene? Sim, às vezes ficava úmido ali embaixo depois de um dia inteiro, mas eu não sabia como era não ter. Fabiano fez uma ou duas piadinhas, mas eu não liguei. Mas o Jonathan me irritou. Não sei o motivo exato. Talvez porque ele era o único que não devia julgar. Ou porque veio dele.
— Seu babaca de merda, você acha isso bonito pra falar pra uma garota quando ela deixa você colocar a mão na xereca dela?
Ele me olhou assustado, olhos arregalados, boca entreaberta. Viu que vacilou na hora e ficou quieto, rosto vermelho, mão ainda parada nos pelos. Eu resumi aqui, mas dei uma palestrinha inteira: falei do direito das mulheres sobre o próprio corpo, da obrigação do estado patriarcal de ditar como a gente deve ser, da pressão pra ser lisinha como pornô, da infância roubada pela vergonha que a mãe me passou. A voz tremia, olhando direto nos olhos dele, sem piscar muito. Ele baixou a cabeça, culpado, sem responder nada.
— Foda-se. Vai. Vem cá.
Minha vontade de dar era maior que qualquer raiva. Arranquei a camiseta larga pela cabeça, quase levando as orelhas junto, e me deitei na cama, costas no colchão, pernas abertas. O ar fresco bateu direto na pele quente, arrepiando tudo.
— Vem, continua! E faz quieto pra não falar merda de novo.
Eu estava puta, mas puta com tesão. O corpo inteiro latejando, buceta sensível, molhada, pulsando forte entre as coxas. O garoto coitado não entendeu nada — nem eu estava me entendendo direito — mas pulou pro meio das minhas pernas, se sentando ali como se tivesse recebido ordem.
Ele voltou a parte de dentro das coxas, mãos quentes, devagar, subindo e descendo, dedos abertos roçando a pele sensível. Eu queria poder dizer como era a expressão do rosto dele, mas meus olhos se fecharam no primeiro toque. O polegar dele roçou o tufo de pelos, depois desceu, abrindo os grandes lábios devagar, sentindo o molhado quente que escorria ali. Um arrepio subiu pela espinha, o ventre contraiu sozinho. Eu não me mexi quase nada. Só deixei. Pernas abertas, mãos frouxas ao lado do corpo, respirando pela boca, esperando ele fazer o que quisesse. Porque era isso que eu precisava: ser tocada.
Caralho, que tesão eu sentia. O toque dele era exploratório, hesitante, como se não soubesse pra onde ir, e isso me deixava louca de vontade. A mão dele era leve, cuidadosa, dedos abertos roçando os pelos grossos, depois descendo devagar até os grandes lábios inchados, sentindo o molhado quente que escorria ali embaixo. Ele parecia não querer machucar, mas cada passada lenta fazia meu ventre contrair, o clitóris pulsar forte sob o capuz, implorando por mais pressão que ele ainda não dava.
Ele se deitou com a cabeça entre minhas pernas, virada pra cima, e eu senti a respiração dele forte ali — quente, irregular, batendo direto na pele úmida. O ar saía em baforadas curtas, quentes, arrepiando tudo. O cheiro dele subia misturado com o meu: suor e cheiro de buceta. Meu corpo inteiro tremia, coxas abertas, quadris se mexendo sozinhos de leve pra buscar o toque. Eu queria gritar "porra, desce logo", mas só mordia o lábio, olhos pesados, deixando ele explorar no ritmo dele.
Então veio a vozinha mendigando permissão, baixinha, quase que sussurrando:
— Nicole, como faz? Me ensina?
Eu me apertava tão forte que se tivesse um dedo dentro ele quebraria. Peguei a mão dele e guiei devagar, colocando os dedos no lugar certo — polegar no clitóris, médio roçando a entrada molhada. Fechei os olhos, não conseguia olhar pro rosto dele, tinha um pouco de vergonha, mas o tesão obrigava. Eu não queria gemer alto na frente do meu irmão, então mordia o lábio inferior com força, respirando pela boca aberta, rouca.
— Faz assim… — murmurei, voz baixa, trêmula. — Pode colocar uma pressão. Se machucar eu aviso…
Guiei o dedo médio dele pra entrada movendo somente a cintura, sentindo o estiramento lento, o calor interno se abrindo devagar. Meu corpo inteiro contraiu, um gemido baixo escapou apesar de mim, rouco e abafado. Ele entrou centímetro por centímetro, quente, grosso, preenchendo o vazio que latejava ali. Eu não me mexi quase nada. Só deixei. Pernas abertas, mãos frouxas na cama, olhos fechados, sentindo ele se divertindo na descoberta.
Quando o dedo entrou, eu me segurei por que fiquei muito perto de gozar, aquilo foi algo muito novo para mim, eu já tinha levado dedadas antes, mas desse jeito, com esse contexto não. Ele mexia os dedos de um lado para o outro, eu conhecia aquele movimento, ele estava explorando as texturas, da mesma forma que eu fiz quando eu me masturbei penetrando a primeira vez.
Eu queria gozar logo, queria ser fodida com força, sentir o pau dele batendo fundo, mas aquilo era tão bom, tão lento e novo, que eu deixei. Não falei nada. Só deixei ele na brincadeira de descobrir esse mundo novo, como se fosse a primeira vez pra nós dois.
A mão dele ainda tremia um pouco, dedos explorando devagar, sem pressa, sem saber direito pra onde ir. Ele roçava o clitóris de leve, depois descia até a entrada molhada, entrava só a pontinha do dedo médio, sentia o calor apertado ali dentro, e voltava pro clitóris. Cada toque era hesitante, mas cuidadoso, como se tivesse medo de quebrar algo. O polegar dele pressionava de leve no capuz, depois circulava devagar, sentindo o inchaço, ele parecia brincar comigo. Eu mordia o lábio inferior com força, coxas tremendo de leve, quadril se mexendo sozinho pra buscar mais pressão. O prazer subia em ondas preguiçosas, morno, quase doendo de tão gostoso, e eu não queria que acabasse rápido.
— Onde é bom?
— Que?
— Onde é bom? — ele perguntou de novo, voz baixa, baixinho, soltando a respiração contra mim.
— Ai… ai nesse lugar que você tá com o dedo — murmurei, voz tremendo. — Não precisa enfiar tudo toda hora… você tem que descobrir como eu gosto sozinho, observando.
Fiz uma pausa curta, respirando fundo pela boca aberta, sentindo o dedo dele parar um segundo, esperando.
— Faz na altura do clitóris… faz? Assim…
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