Capítulo 21

Jonathan era o amante perfeito. Curioso, sempre disponível, obedecia tudo que eu mandava e do jeito exato que eu queria. Ele fazia sem questionar, sem reclamar, sem pressa. Essa fase ia acabar um dia, quando ele se tornasse homem de verdade e começasse a querer mandar também, mas naquele tempo — na época da descoberta — tudo acontecia no meu quarto. E uma coisa eu nunca vou poder reclamar dele: como ele chupava bem.

O barulho do meu pai batendo na porta era o tipo de coisa que mataria o tesão de qualquer pessoa normal. Em mim, teve o efeito oposto. Foi como jogar gasolina e riscar o fósforo ao mesmo tempo. O risco, o medo de ser pega, o coração acelerando — tudo isso só fez o fogo subir mais rápido, mais forte. Meu corpo inteiro respondeu antes mesmo da minha cabeça.

Olhei pro meu irmão. Ele ainda estava ali, distraído, entretido, mexendo na minha buceta com os dedos de um jeito carinhoso, quase relaxante, como se estivesse acariciando algo precioso. Sorri maliciosa, a voz saindo baixa e rouca:

— Agora eu vou ensinar uma coisa pro senhor… mas sem piadinha sobre eu estar cabeluda, entendeu?

Na minha cabeça já tinha tudo planejado. Fabiano me chupava, sim, e era bom. Mas só bom. Nada mágico. Ele parecia não gostar de verdade, fazia rápido, sem paciência, sem querer explorar. Eu queria mais. Queria sentir que alguém realmente queria estar ali, queria descobrir cada pedacinho.

Abri as pernas devagar, empurrando ele com os joelhos até que se encaixasse entre minhas coxas. Ajeitei o corpo na cama, me recostei um pouco mais nos travesseiros, abri tudo pra ele, e Jonathan não hesitou. Colocou o rosto quase colado, tão perto que eu sentia o calor da respiração dele batendo na pele úmida. Ele observava tudo com atenção, com uma curiosidade genuína, quase reverente. Olhava cada detalhe — os pelos escuros, os lábios inchados, o clitóris já durinho e exposto. Eu amava isso nele. A vontade de ver, de entender, de aprender.

— Ai, você vai chupar, tá? Bem nesse pontinho aqui em cima do clitóris… e…

Não deu tempo de terminar.

A boca dele encostou. Primeiro só a língua, quente e macia, passando devagar por cima do clitóris, uma lambida lenta e firme que fez meu corpo inteiro dar um estalo. Depois ele fechou os lábios em volta, sugando de leve, e começou a circular com a ponta da língua — exato, preciso, sem pressa. Era perfeito. Era demais.

Minha voz morreu na garganta. Um gemido rouco escapou, alto demais, e eu não consegui mais falar. Meu cérebro desligou. Só existia aquela sensação: a boca quente dele, a língua dançando devagar, depois mais rápido, depois devagar de novo, variando a pressão como se ele soubesse exatamente o que fazer mesmo sem eu explicar. Ele lambia, sugava, pressionava com a língua plana, depois voltava pras voltinhas leves na cabecinha. Era mágico. Era insuportável de tão bom.

Eu estava doida.

Agarrei o travesseiro com as duas mãos e enfiei na cara, abafando os gemidos que não conseguia mais controlar. O corpo inteiro tremia. As coxas se fechavam em volta da cabeça dele sem eu mandar, os quadris subiam sozinhos querendo mais, mais perto, mais forte. A buceta pulsava, molhada, escorrendo, e ele não parava. Continuava chupando com calma, com carinho, com uma dedicação que ninguém nunca tinha tido comigo. Cada lambida mandava uma onda que subia pela barriga, pelos seios pequenos, pela nuca, arrepiando tudo. Eu apertava o travesseiro com força, mordendo o tecido, gemendo abafado, o corpo se contorcendo na cama.

Ele era bom. Bom demais.

As mãos dele não paravam. Enquanto a boca continuava trabalhando o clitóris com aquela lambida lenta e precisa, os dedos corriam pelas minhas coxas — apertando o músculo magro com força controlada, depois arranhando de leve com as unhas, só o suficiente pra fazer a pele arrepiar inteira. Subiam pela virilha traçando um caminho quente, chegavam até o meio dos meus seios pequenos, apertavam de leve, roçavam os bicos duros com a palma aberta, depois desciam de novo pros grandes lábios inchados, abrindo eles com cuidado como quem separa pétalas.

E aí ele quase me matou de vez.

Começou a rodar a entrada da vagina com um dedo, circulando devagar, sentindo o molhado, o calor, o jeito que tudo pulsava em volta da pontinha. Depois descia um pouco mais, roçando o cu, voltava, alternava — um círculo molhado na buceta, outro no cuzinho apertado, leve, explorando. Foi exatamente nesse momento que ele descobriu a magia do cu. O dedo parou ali e não saiu mais.

Ele continuou chupando o clitóris com a língua, sugando devagar, enquanto o dedo médio pressionava a entrada do cu, só a pontinha, molhado do meu próprio molhado, sem forçar, só brincando, testando. Cada vez que ele circulava ali, meu corpo dava um estalo diferente — uma onda que subia pela barriga, apertava os seios, arrepiava a nuca, fazia as costas arquearem sozinhas.

Eu não aguentava mais. Era demais. A combinação era perfeita: a boca quente e úmida no clitóris, sugando e lambendo em ritmo constante, o dedo rodando o cu com aquela pressão exata, a outra mão ainda apertando minha coxa como se quisesse me prender ali.

O gozo veio de repente, sem aviso, sem eu poder controlar.

Primeiro foi uma contração forte no fundo da barriga, como se algo se fechasse e abrisse ao mesmo tempo. Depois o clitóris pulsou na língua dele, inchado, latejando rápido, cada lambida mandando uma fisgada elétrica que subia pelas coxas e explodia no ventre. A buceta contraiu no vazio, apertando forte, querendo algo que não estava lá, enquanto o cuzinho piscava em volta da pontinha do dedo que ainda brincava ali, apertando e soltando num ritmo que eu não mandava.

As pernas tremeram inteiras, as coxas se fecharam com força em volta da cabeça dele, os quadris subiram sozinhos da cama, empurrando a buceta contra a boca dele como se quisessem engolir a língua. Um calor subiu rápido do fundo pra cima — passou pela barriga, apertou os seios pequenos fazendo os bicos doerem de tão duros, arrepiou a nuca, desceu pelas costas em ondas que faziam o corpo inteiro se contorcer. Eu agarrei o travesseiro com as duas mãos, enfiei na cara, mordi o tecido pra abafar o gemido rouco que saiu sem controle, longo, quebrado, quase um ronronar animal.

O orgasmo durou segundos que pareceram minutos. Pulsos fortes, um atrás do outro, o clitóris latejando na boca dele, a buceta contraindo em espasmos vazios. O) molhado escorreu pelas coxas, pingou no lençol, quente, viscoso. Meu corpo inteiro tremeu, as costas arquearam uma última vez, depois caíram moles na cama. A respiração ficou curta, ofegante, o coração batendo tão forte que eu sentia na garganta.

Quando o tremor principal passou, ainda tinha aqueles espasmos leves, tardios — o clitóris sensível demais, a buceta ainda pulsando devagar — eu tirei o travesseiro do rosto devagar. Olhos pesados, visão embaçada. Ele ergueu o rosto entre minhas pernas, boca brilhando do meu molhado, olhos escuros e curiosos, esperando a próxima ordem como sempre.

E eu só conseguia pensar: como diabos esse garoto pode chupar assim tão bem?