Capítulo 23
Ele ria, falava e se achava o máximo, ainda ofegante, tentando puxar conversa como se aquilo fosse só mais uma piadinha entre irmãos. Mas eu não tinha ido ali pra ouvir ele se gabar. Eu queria mais. Muito mais do que a boca dele tinha me dado ontem. O corpo ainda latejava, quente, inquieto, e a fome não tinha diminuído — só mudado de forma.
Me levantei devagar, sem dizer nada. Levantei a camisola larga o suficiente pra passar a mão por baixo, enganchei a calcinha com os dedos e tirei devagar. O tecido fino, já úmido e morno, roçou a parte interna das coxas magras antes de cair no chão com um som quase inaudível. O ar fresco do quarto bateu direto na pele exposta, arrepiando a barriga e fazendo os bicos dos seios pequenos endurecerem contra o algodão fino da camisola. Olhei pro pau dele — ainda duro, a pele esticada brilhando com a mistura de saliva seca e porra que escorria devagar da cabeça rosada, pulsando levemente no ar fresco da manhã. O cheiro subia dali: suor limpo de sono, sêmen recente, um odor quente e masculino que me deixava tonta e molhada de novo.
Por um segundo cogitei aquilo. Sentar de frente, deixar ele entrar, sentir ele me preenchendo inteira, fundo, quente, as veias pulsando dentro de mim. Mas a imagem veio rápida e gelada: engravidar do meu próprio irmão. O pânico subiu pela barriga, a vergonha imaginada da mãe gritando “vagabunda” no telefone, do pai descobrindo em silêncio. Era mais fácil explicar que um mendigo qualquer tinha me feito aquilo na rua do que isso. Então não. Ainda não.
Sem pedir licença, sem falar nada, subi na cama de joelhos. Virei de costas pra ele — de frente pro pau — e sentei invertida no rosto. Ele não reclamou, não deu um pio. Só abriu a boca na hora, o ar quente da respiração dele batendo primeiro na pele molhada, depois a língua veio, úmida e macia, roçando de leve antes de lamber de baixo pra cima. As mãos dele subiram automaticamente pras minhas coxas, dedos quentes e firmes abrindo mais, a palma áspera roçando a pele clara e arrepiando tudo. O colchão afundou um pouco com o meu peso, o lençol amassado roçando nos meus joelhos.
Eu me ajeitei devagar, encaixando a buceta molhada direto em sua boca. O calor da língua envolveu o clitóris na hora — quente, úmido, macio — lambendo devagar, circulando a cabecinha inchada com uma pressão perfeita. O gosto dele na minha boca ainda estava lá, salgado e grosso, mas agora misturado com o meu próprio cheiro subindo: molhado, doce-azedinho, quente. Comecei a rebolar devagar — quadris circulando preguiçosos, esfregando o clitóris na língua dele, depois pressionando os grandes lábios abertos contra o nariz e o queixo, sentindo o osso duro do nariz roçar a entrada, o queixo molhado se afundand o na carne macia. O prazer subia morno, preguiçoso, como uma onda lenta que começava no clitóris e se espalhava pela barriga, arrepiando os seios pequenos sob a camisola, endurecendo os bicos até doerem de leve contra o tecido fino.
Acelerei o rebolado, pressionando mais forte. A língua dele entrava e saía da entrada, lambia os lábios inteiros, voltava pro pontinho sensível e sugava de leve, o som molhado e abafado enchendo o quarto quieto. Meu molhado escorria pelo queixo dele, pingava no lençol, deixava a pele dele brilhando. Eu gemia baixo, rouca, o som saindo direto da garganta, vibrando no peito: um “hmm” longo e baixo quando a língua acertava o lugar exato, um suspiro entrecortado quando ele sugava o clitóris inteiro, um gemido mais agudo e abafado quando pressionava mais forte contra a boca dele.
Enquanto rebolava na cara dele, estiquei a mão pra frente e agarrei o pau duro. A pele estava quente, quase febril e escorregadia. Comecei a bater punheta devagar, firme, sentindo a pele fina deslizar sobre as veias salientes, a cabeça inchada pulsando contra o polegar toda vez que eu passava por cima. O cheiro dele subia mais forte agora — suor, sêmen fresco, macho — misturado com o meu molhado que escorria pelo rosto dele. Ele gemeu abafado contra minha buceta, o som grave vibrando direto no clitóris, me fazendo tremer das coxas até a nuca. Acelerei a mão — punheta rápida, apertando na base até sentir as veias pulsarem contra os dedos, soltando na cabeça com um giro leve, o líquido escorrendo pela palma e pingando quente no lençol.
Rebolei mais forte, esfregando tudo — clitóris latejando na língua, lábios abertos contra o nariz, entrada roçando o queixo. O molhado escorria pelo rosto dele, molhava as bochechas, o pescoço, o lençol embaixo. Ele lambia sem parar, língua plana cobrindo tudo, depois pontuda circulando o clitóris em voltinhas rápidas, sugando o pontinho inteiro com sucção ritmada. Eu não precisava me esforçar muito; só balançava os quadris, deixando ele fazer o trabalho, recebendo cada lambida como se fosse um presente que eu merecia.
A punheta ficou mais rápida, mais apertada. O pau dele inchou de vez na minha mão, pulsou forte contra a palma, e ele gozou de novo, só água. Jatos quentes espirraram na minha pele, no pulso, pingando quente e viscoso no lençol, o cheiro forte de sêmen subindo imediato. Ele tremia inteiro embaixo de mim, gemendo rouco e abafado contra minha buceta, o som grave vibrando e me levando junto.
Eu não parei de rebolar. Continuei esfregando, sentindo o orgasmo dele me empurrar pro meu. O clitóris latejou forte na língua dele, a buceta contraiu em espasmos profundos, molhada escorrendo mais ainda no rosto dele. Gozei quieta, corpo travando um segundo inteiro, depois tremendo em ondas lentas e profundas, quadris ainda circulando devagar, ordenhando o resto do prazer na boca quente dele.
Fiquei ali uns segundos, ofegante, mão ainda segurando o pau amolecendo devagar, sentindo os últimos pulsos fracos na palma, buceta pulsando devagar na cara dele. Ele respirava pesado, lambendo devagar agora, limpando tudo com a língua como se não quisesse perder uma gota, o som molhado e lento enchendo o silêncio do quarto.
Eu sorri satisfeita, sem me mexer ainda. Olhei pro lado, olhei a situação e falei sem entender o que estava pensando:
— Caralho, que merda...
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